disney-princesses-millennium-falcon

Sim, você é obrigado a conhecer Star Wars

Ninguém é obrigado a gostar de Star Wars, mas se você trabalha com comunicação você é obrigado a conhecer esse universo.

Todo mundo tem direito de não gostar do que bem entende, mas é importante ressaltar que a cultura de Star Wars está impregnada na nossa sociedade.

Pessoas usam termos como: jedi, força e sabre de luz em conversas corriqueiras. Citações como “numa galáxia muito distante“, “Do. Or do not. There is no try.” fazem parte do cotidiano de muita gente.

Não conhecer o universo de Star Wars limita sua percepção da cultura pop atual e, no mundo da comunicação que é onde eu e a grande maioria dos meus amigos vive, isso é fundamental para se conectar com diversos públicos. Isso mesmo: diversos. Star Wars não é cultura nerd, é pop.

Classificar Star Wars como cultura nerd é outra prova de que você dormiu na década de 80/90 e acabou de acordar. Já foi cultura nerd, quando as pessoas viviam de fan-fictions (contos escritos por fãs) e criaram todo um universo expandido. Os episódios 1, 2 e 3 tornaram o assunto popular e com a aquisição da Disney o universo de Star Wars teve um lançamento com uma agressividade que eu não via faz muito tempo.

Os brinquedos do filme Despertar da Força que estréia hoje, e já teve diversas pré-estréias disputadíssimas na noite de ontem, tiveram um Unboxing promovido pela Disney com um streaming de 18 horas onde os brinquedos foram revelados em eventos acontecendo em 15 cidades ao redor do mundo. Exagero?  Considerando que em 2013 os produtos licenciados de Star Wars renderam 2,2 bilhões de dólares eu diria que esses brinquedos merecem toda essa agressividade com certeza.

Empresas como Google (Lightsaber Experience) e Spotify (Star Wars Match) criaram campanhas específicas para Star Wars. O motivo? Milhares instalarão seus produtos para testar essas campanhas. E aqueles que já conhecem os produtos e gostam do universo de Star Wars (milhões de pessoas) criaram uma conexão ainda mais forte com essas marcas.

E como tudo que é pop vai parar no Jimmy Fallon ontem saiu um vídeo com os personagens de Star Wars cantando as músicas à Capella:


E se você está achando que usar Jimmy Fallon como argumento para dizer que Star Wars é pop que tal lembrar o funk Popozuda Rock ‘n Roll do De Falla citando Cavaleiros de Jedi e a Força?

Você não precisa gostar das Princesas Disney, da Turma da Mônica, de Harry Potter, Senhor dos Anéis ou Star Wars, mas ser publicitário e não conhecer cultura pop vai limitar bastante o alcance do seu trabalho.

Overview_of_class_of_Senior_Citizens_write_Wikipedia_in_MLP,_2014-11-04

Descubra como um cachorro velho pode aprender truques novos

Não estou aqui querendo refutar décadas de estudos que demonstram que crianças tem mais aptidão para o aprendizado do que adultos, mas apesar da dificuldade, é inegável que pessoas adultas ou idosas podem aprender e mudar significativamente seus hábitos.

Continuar lendo “Descubra como um cachorro velho pode aprender truques novos”

preguiça

O futuro e a Preguiça Criativa

Finalmente chegamos no futuro, não temos carros voadores mas temos uma rede mundial de comunicação: a internet.

A internet nos proporcionou acesso a quantidades absurdas de dados e muitos deles podem ser encontrados na sua forma mais bruta: manifestações espontâneas da população sobre os mais diversos assuntos, pela primeira vez é possível, ainda que de forma parcial, medir a repercussão de todos os acontecimentos da nossa sociedade.

Isso nos levou a uma era de reflexões, acho fantástico como temas como racismo, machismo, xenofobia, homofobia, transfobia, pedofilia e outras doenças sociais tem sido discutidas mais intensamente.

Quando a opinião alheia não estava disponível publicamente, era aceitável alegar desconhecimento para justificar algum grau de sociopatia, hoje porém é possível se informar e se vacinar contra diversos tipos de preconceitos. Continuar lendo “O futuro e a Preguiça Criativa”

Chats

Internet não é telefone: aprenda a falar de forma assíncrona

A comunicação sincronizada é aquela onde um indivíduo fala e o outro responde em seguida. É a forma padrão de se conversar presencialmente ou por telefone.

Comunicação assíncrona é aquela onde você não sabe quando alguém vai ler a sua mensagem e (se) quando vai responder. Esse tipo de comunicação sempre existiu, seja por carta ou por sinais gravados na natureza. A internet popularizou a comunicação assíncrona, mas infelizmente nem todo mundo ainda aprendeu a se comunicar assim.

Quem nunca recebeu aquela mensagem no Facebook Messenger (WhatsApp, Skype, Direct Message do Twitter, Viber, Telegram, insira aqui seu mensageiro preferido) dizendo apenas “Oi! Tudo bem?”:-|

A pessoa não adianta nada do assunto, ela não sabe quando você vai responder, mas espera pacientemente (nem sempre) a resposta. Às vezes ela vê que a pessoa está online e imagina que ela irá responder imediatamente. Desconsiderando que a pessoa do outro lado pode estar ocupada com alguma tarefa.

Esse parece apenas um texto ranzinza de quem não gosta de conversar online correto? Bem, por trás dessa ranhetice tem algumas dicas importantes para você ser mais produtivo.

Continuar lendo “Internet não é telefone: aprenda a falar de forma assíncrona”

lixo-digital

Porque eu joguei fora 18 anos de conteúdo para começar de novo

Quando eu comecei um site em 1997 a idéia era apenas fazer testes. Eu era um programador, trabalhava com softwares corporativos (os famosos ERPs) e queria experimentar outras alternativas dentro da minha área de trabalho.

Nas horas vagas comecei brincando com HTML, mais tarde comecei a programar em PHP e nesse meio tempo eu comecei a escrever sobre tecnologia enquanto ainda trabalhava com sistemas corporativos.

O estranho é que escrever textos começou a me dar mais prazer e, alguns anos mais tarde, mais retorno financeiro do que escrever códigos. Fui considerado o primeiro brasileiro a viver de blog por diversas publicações, se eu já achava esse título idiota na época, hoje me parece ainda mais nonsense.
Continuar lendo “Porque eu joguei fora 18 anos de conteúdo para começar de novo”