A atualização do Whatsapp e o medo de ser ignorado

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Eu ia ignorar solenemente o fato de que o Whatsapp agora tem um indicativo de que a pessoa leu a mensagem (2 setinhas azuis), mas parece que esse é o grande acontecimento da humanidade hoje, então eu resolvi desabafar porque li algumas besteiras que me deixaram preocupado. 1) A falsa premissa de que “Não responder […]

Alcatel lança Pop C5 mirando o 1o lugar na América Latina

Gastamos muito tempo comentando sobre diversos fabricantes de celular como Apple, Samsung, LG, Nokia e Motorola, enquanto isso a Alcatel conquista o segundo lugar em vendas na América Latina e vem com novos lançamentos para acirrar ainda mais essa disputa. Um desses lançamentos é o Pop C5, um celular com TV digital e analógica, câmera […]

Infográfico Festival youPIX 2014

Vejam os principais números do Festival youPIX 2014 produzido pelo pessoal da Zubit. Clique para ver em tamanho maior Solicite um trial do zMonitor clicando aqui.

Olheiras

Você não fica feia de olheiras, na verdade eu tenho orgulho de como elas foram feitas. Através de carinho e dedicação, preocupação com quem você ama e muito, mas muito, trabalho. Você não fica feia de olheiras, quando você reclama de impotência eu não vejo alguém passivo e distante, vejo alguém em dedicação constante, vejo […]

Alguns séculos atrás, durante a idade média da história da humanidade, aconteceu a inquisição, que basicamente era uma forma de combater o que ameaçava o padrão de vida da época. Ninguém precisa entrar em detalhes político-religiosos para concordar que aquilo foi horrível, a punição para quem apresentava alguma doença ou comportamento estranho chegava a pena de morte na fogueira.

A sociedade estava começando a se organizar em cidades, os países começavam a se organizar como instituições maiores, a própria idéia de governo ainda era uma novidade. Por mais que fiquemos horrorizados com a situação é normal que ajustes acontecessem aos poucos, hoje esses ajustes parecem barbáries diante do nosso modelo de civilização.

Ontem vendo a tragédia em Santa Maria senti como se estivéssemos na Idade Média das redes sociais, antigamente toda notícia que tinhamos de uma tragédia dessas vinha filtrada por diversos veículos, essas matérias eram preparadas por jornalistas que entrevistavam diversas pessoas apuraravam os fatos e entregavam algo livre de boatos e especulações.

Nesse momento quem está acostumado com jornalismo provavelmente deu um sorrisinho irônico. Ok, existe muito jornalismo sensacionalista e profissionais mal preparados, mas de certa forma tínhamos uma quantidade limitada de origens de informação, uma quantidade definida de argumentos a serem usados em uma discussão.

Hoje cada indivíduo presente em um incidente é capaz de produzir seu próprio conteúdo, existem pessoas que não sobreviveram a tragédia que chegaram a compartilhar o acontecimento antes de morrer, pessoas que conseguiram escapar e saíram imediatamente do local, pessoas que ajudaram no resgate, funcionários do corpo de bombeiros, da prefeitura, da polícia, dos hospitais. O próprio repórter possui suas próprias redes sociais e comenta a matéria sobre seu ponto de vista.

É importante deixar claro que não vejo uma solução pra isso, não acho que as pessoas devem deixar de compartilhar e que, salvo conteúdo ilegal, todos devem ter liberdade de expressão. Mas não posso deixar de manifestar uma preocupação ao ver que muitos pegam pedaços de depoimentos soltos e comecem uma caça às bruxas.

Em determinado momento perfis de Facebook dos seguranças que trabalhavam na casa começaram a ser divulgados junto com a história de que eles haviam barrado a saída de pessoas exigindo que pagassem a comanda antes de deixar o estabelecimento. Como se não bastasse isso vemos nos comentários um verdadeiro linchamento virtual com pessoas instigando umas às outras a começarem um linchamento presencial.

Não estamos preparados para lidar com fragmentos de histórias, o segurança na porta tinha apenas um fragmento da informação, o tumulto, sem saber que isso era resultado de um incêndio, e por conta disso pode ter tomado uma decisão equivocada, que mudou em seguida. Nós estamos recebendo fragmentos de informação e decidindo como o todo deve parecer, é como a parábola dos elefantes onde o cego que toca a perna do elefante acha que ele é como uma palmeira, o que toca o tronco acha que ele é como um muro e o que toca a tromba pensa que ele é uma espécie de cobra. Todos estão certos e todos estão errados e eles nunca chegarão em um consenso enquanto não trocarem esses pedaços de informação entre si e analisarem como eles se encaixam.

Antes de repassar uma informação de que uma pessoa está maltratando um animal, uma criança, seu cônjuge, um funcionário ou um cliente, tente checar um pouco melhor a veracidade dos fatos, falar com testemunhas oculares, falar com as vítimas, falar com os agressores, detalhe melhor a situação, denuncie para a polícia se for o caso ao invés de poluir a rede dos seus amigos com boatos. Se todos nós podemos publicar informação na rede talvez seja o caso de sermos um pouco mais como bons jornalistas que apuram os fatos, talvez aí esteja uma solução para acabar com a inquisição digital.

safernet

 

Uma solução simples caso você encontre conteúdo inadequado nas redes, tais como pornografia infantil, racismo, apologia e incitação a crimes contra a vida, xenofobia, neo nazismo, maus tratos contra animais, intolerância religiosa, homofobia ou tráfico de pessoas; é denunciar para a Safernet. Se você não tem condições, tempo ou interesse em investigar ajude a juntar os pedaços de informação e passe para instituições que cuidam disso, é melhor do que apedrejar o suspeito em praça pública.

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