Chega de torcer o nariz, Inbound Marketing veio pra ficar

Já são mais de 10 anos que o termo Inbound Marketing foi criado pela Hubspot para organizar uma série de táticas de marketing digital que funcionam muito bem se combinadas estrategicamente.

Muita gente acredita que o Inbound Marketing é dependente demais do e-mail para funcionar e isso talvez comprometesse a vida útil da metodologia. Porém saiba que já estão adaptando essas técnicas para SMS, redes sociais, notificações via aplicativos e browsers, beacons e realidade virtual entre outras formas de manter contato com as pessoas impactadas durante processo.

Apesar da hegemonia do e-mail como forma de identificação estar ameaçada faz um bom tempo (Facebook quer tomar o lugar do e-mail caso você esqueça a senha de suas contas) ultimamente vivemos um renascimento da newsletter como fonte de informação, eu mesmo tenho organizado uma newsletter com notícias diárias de comunicação. Se o e-mail recuperar sua importância no mundo digital o Inbound Marketing ganha ainda mais força.

Inbound Marketing pode ser traduzido ao pé da letra como Marketing de Entrada, ou minha opção preferida, Marketing de Atração, muitos gostam de chamá-lo também de Novo Marketing o que eu considero um certo exagero.

A diferença básica do Inbound Marketing para as estratégias tradicionais é que ele foca em atrair naturalmente o cliente ao invés de “forçar” o impacto da marca através de mídia paga. Eu particularmente acredito que uma estratégia combinada de Inbound (atração) com Outbound (mídia paga) é o melhor dos mundos, porém para muitas empresas com orçamentos ou margem de lucro limitadas o Outbound sempre oferece um grande risco fazendo com que o Inbound Marketing se torne aina mais popular.

Em 2015 eu fiz um Webinar em parceria com a Academia UOL Host para explicar o básico sobre Inbound Marketing, você pode assistir a íntegra no YouTube:

Nos próximos meses escreverei alguns artigos detalhando o básico de cada uma das fases do Inbound Marketing:

metodologia-inbound-marketing

Porém irei começar a escrever a partir da Conversão, pelo simples motivo de que já escrevi diversos artigos recentes sobre atração que você pode ler no blog brasileiro do WordPress.com:

Fique à vontade para me enviar perguntas adicionais sobre a fase de atração que prometo enriquecer esse texto ou criar artigos adicionais, recomendo fortemente que você leia os artigos acima para se aprofundar em formas de atrair desconhecidos e transformá-los em visitantes.

No próximo artigo vamos discutir como transformar o visitante em um lead, como qualificá-lo e obter informações relevantes para fechar uma venda através de canais digitais.

Smart City – Como as Cidades Inteligentes vão mudar nosso futuro

Essa semana a convite da Huawei Brasil estou acompanhando a Futurecom, maior evento de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) da América Latina.

No primeiro dia (17/10) pude assistir um debate sobre como os pequenos provedores de internet estão mudando a vida das pequenas cidades, são cerca de 2.200 provedores que atendem 4,5 milhões de brasileiros.

Outra palestra interessante falava do desafio da infraestrutura de rede para atender com qualidade nos próximos anos (até 2020) as demandas de vídeo das pessoas físicas, as demandas de Cloud Computing das empresas e os novos dispositivos que se conectarão a rede conforme o mercado de IoT (Internet das Coisas) cresce.

Aliás IoT é um dos tópicos mais presentes do evento, veja uma das frases marcantes no último debate que assisti ontem:

Após o evento vou escrever outro post resumindo o que vi sobre IoT, incluindo a última palestra do primeiro dia apresentada por Kleber Faccipieri (Strategic & Marketing Senior Manager da Huawei) que trouxe números, aplicações e infraestrutura do setor.

Mas o que me motivou a escrever esse post foi a apresentação de Edwin Diender (VP de Governo de Utilidade Pública da Huawei e Especialista Global de Smart City), após a apresentação pudemos bater um papo e até fiz uma Live com ele no Facebook.

Já havia visto cases de Smart City destacando o uso de Internet das Coisas. Em 2015 no SXSW um palestrante mostrou um exemplo em que ele estava trabalhando: Continuar lendo “Smart City – Como as Cidades Inteligentes vão mudar nosso futuro”

O que é Growth Hacking e porque todo profissional de marketing precisa se acostumar com essa nova buzzword

Aqui no Brasil estamos acostumados a ouvir a palavra hacker como sinônimo de invasão de computadores, porém hackear alguma coisa significa modificá-la para atender os seus propósitos, nessa categoria entram aqueles que hackeiam sistemas de computadores para acessar ou modificar informações, mas também entram aqueles que hackeiam equipamentos diversos ou até o comportamento humano.

É possível hackear qualquer coisa, inclusive os principais sites estrangeiros com  dicas de como melhorar sua performance em diferentes aspectos da vida chamam essas dicas de Life Hacks.

Growth significa crescimento, no mundo das startups e empresas de tecnologia Growth Hacking é o termo que se criou para nomear sistemas criados para melhorar a performance de crescimento da base de clientes de uma empresa.

Apesar desses hacks na maioria das vezes usarem bastante tecnologia eles manipulam principalmente o comportamento e hábitos dos usuários.

O termo surgiu em 2010, cunhado pelo empreendedor Sean Ellis, mas um dos mais antigos cases de Growth Hacking conhecidos é o Hotmail.

Em 1996 depois do Hotmail ter uma frustada experiência com anúncios em outdoors e revistas, Tim Draper, um dos investidores, sugeriu adicionar no rodapé dos e-mails a seguinte mensagem: “P.S. Get your free email at Hotmail”, 18 meses depois eles tinham 12 milhões de usuários numa época que a internet toda tinha 30 milhões de usuários.

Outras grandes empresas da atualidade como Facebook, Dropbox, Uber e Airbnb possuem profissionais e às vezes times inteiros dedicados ao crescimento, o Growth Hacker é um profissional híbrido de tecnologia e marketing. É preciso entender a mente das pessoas e alterar o código dos sistemas para fazer com que o usuário seja parte integrante da sua estratégia de captura de novos clientes.

Muitas das técnicas que trouxeram milhões de visitas para o meu blog no começo dos anos 2000 e me permitiram viver exclusivamente do site em 2005 são hoje conhecidas como técnicas de Growth Hacking. Na boo-box, onde fui conselheiro e VP de Publishers, utilizamos diversas técnicas de Growth Hacking para ajudar a empresa a criar uma base de mais de 400 mil sites para vender anúncios.

Apesar de novas buzzwords sempre serem vistas com certo preconceito pela fatia mais experiente do mercado é bom ressaltar que as técnicas de Growth Hacking são particulares o suficiente para merecer um termo à parte e gostando ou não do termo é praticamente impossível montar uma startup de sucesso sem usar, mesmo que instintivamente, a tecnologia combinada a comunicação para gerar crescimento acelerado.

Por outro lado Growth Hacking não são  uma dúzia de segredos que você vai aprender em artigos ou eventos, é preciso estudar seu público alvo profundamente, dominar diversas técnicas de marketing e saber como combiná-las com tecnologia. Muitas vezes é preciso redesenhar seu produto, serviço ou a empresa toda para torná-la aderente as estratégias de crescimento.

Para saber mais:

Higienização da Lista de e-mails: Removendo Inativos

Já faz alguns anos que é consenso entre os especialistas de e-mail marketing de que uma higienização periódica da sua base de e-mails é mais do que necessária.

A higienização é a remoção de e-mails que prejudicam sua base, entre eles encontram-se os Hard Bounces (e-mails inválidos), Soft Bounces (caixa postal cheia ou outro motivo para não entregar), SPAM (o destinatário te marcou como SPAM) e Descadastramento (solicitaram remoção da sua lista).

Porém existe outro tipo de e-mail que também prejudica a abertura dos seus envios: os Usuários Inativos. Continuar lendo “Higienização da Lista de e-mails: Removendo Inativos”

Minhas amigas poderosas

No Dia Internacional da Mulher a tentação de escrever  um texto bonito e cheio de reflexões é grande, porém para representar a luta pela igualdade de gêneros resolvi no dia de hoje trocar o protagonismo dos meus canais de internet pelo protagonismo das mulheres.

Para representar esse protagonismo feminino decidi divulgar uma lista alfabética de projetos criados por amigas minhas. Desde um blog até grandes sites, de pequenos empreendimentos individuais até empresas com muitos funcionários, projetos de todos os tipos e tamanhos são importantes para promover a igualdade de gêneros. Essa não é uma lista de ideias, são projetos reais que custaram muita dedicação para serem colocados em prática. Continuar lendo “Minhas amigas poderosas”