Imagine aprovar o contrato de IA depois de seis semanas de piloto e descobrir, no terceiro mês, que a previsão de demanda só acerta quando alguém corrige o cadastro à mão: o mesmo parafuso aparece com quatro códigos. Trocar de modelo não resolveria, porque o próximo partiria do mesmo cadastro. Seis perguntas medem a sua base antes da assinatura, um teste de uma semana mostra onde ela falha, e o contrato precisa dizer quem pode treinar com o seu dado.
Inteligência artificial no setor de telecomunicações: as operadoras adotam rápido e medem pouco
Nove em cada dez respondentes de uma pesquisa da NVIDIA com o setor dizem que a IA aumenta a receita e reduz o custo das operadoras. Em outra pesquisa de 2026, de 25% a 30% não sabem dizer qual é o impacto da IA no custo. O orçamento sobe mesmo assim. Vivo, TIM, Claro e Algar já contaram em público o que fazem com IA, e parte disso ainda é meta. A Anatel, enquanto isso, já cobra regras de quem atende cliente com IA.
Inteligência artificial no setor de energia: a vantagem que o Brasil está desperdiçando
O Brasil tem 88,2% da capacidade elétrica instalada em fonte renovável, segundo a EPE, e mesmo assim corta geração solar e eólica porque a rede de transmissão não dá conta de escoar o que elas produzem. A IA já reduz custo em parte desse problema, com manutenção preditiva e o EnergyGPT da Cemig. Em outra parte ainda é aposta, e ANEEL e ONS não definiram quem responde quando o modelo erra. A abertura do mercado livre, a partir de 2027, encurta o prazo para decidir.
