Atualizado em outubro/2026.
O que você vai aprender aqui
- O que é uma skill: um arquivo de texto com instruções que a IA carrega sozinha quando o seu pedido combina com ele, no lugar do GPT ou do Gem que você precisava abrir.
- Quem pode criar skills em cada plano: no Claude, em todos os planos, inclusive no gratuito; no ChatGPT, nos planos de empresa, e a opção já aparece na conta Plus; no Gemini, em qualquer conta pessoal de maior de 18 anos, sem assinatura Google AI.
- Onde a skill funciona: no ChatGPT, só no modo Work; no Gemini, no chat e no Spark, em liberação gradual. No chat comum do ChatGPT, ela não é acionada.
- Como criar skills em três passos: o critério para escolher a tarefa, o prompt que converte a conversa em skill e a instalação em cada plataforma.
- Uma skill para copiar e duas para baixar: a de resolução de problemas vem inteira no texto, o engenheiro de prompts serve para você otimizar seus comandos e entregar suas tarefas mais rápido e com mais qualidade, e a de consultor de carreira fica na página de cursos. O texto traz também o jeito de testar, desativar e apagar.
- Como atualizar uma skill pedindo no chat: o pedido que funciona no ChatGPT, no Gemini e no Claude e o que conferir depois de pedir.
- As datas de aposentadoria dos GPTs e dos Gems e um checklist para levar o que você já criou para uma skill antes do prazo.
Este artigo complementa o e-book gratuito Claude do Chat ao Agente em 1 Hora, que mostra como criar Habilidades a partir de uma tarefa real e combiná-las com projetos.
Os GPTs personalizados do ChatGPT e os Gems do Gemini (o equivalente do GPT no Google) têm data para acabar. Os GPTs saem do ar em 11 de dezembro de 2026 e os Gems viram skills a partir de novembro. Se você tem GPTs ou Gems em uso, o checklist de migração está no fim deste artigo.
O que vale daqui em diante é a skill, um arquivo de texto que funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini. O que muda de uma plataforma para outra é o acesso: quem pode criar, onde clicar e em que modo a skill funciona.
O que é uma skill e por que ela ocupa o lugar dos GPTs e Gems
Uma skill, que as plataformas chamam de Habilidade em português, é uma pasta com um arquivo chamado SKILL.md. O arquivo tem duas partes: um cabeçalho com o nome e a descrição da skill, e as instruções, escritas como você explicaria a tarefa para um colega novo. A pasta pode levar também modelos e arquivos de referência.
A primeira diferença para o GPT e o Gem está no uso. O GPT era um chat separado, que você precisava lembrar de abrir. A skill funciona dentro da conversa: você escreve “estou travado com esse projeto”, e a IA percebe sozinha que a skill resolver-problemas, que você vai conhecer mais adiante, serve para aquilo e segue as instruções dela.
Esse mecanismo se chama carregamento sob demanda, e é por causa dele que você pode ter várias skills instaladas sem sobrecarregar a conversa. A IA enxerga só o nome e a descrição de cada skill. As instruções e os arquivos de apoio só são lidos quando a tarefa pede. A documentação do Claude descreve esse funcionamento.
É a descrição que aciona a skill. Se ela não traz as palavras que você usa ao pedir, a IA não percebe que a skill serve, por melhores que sejam as instruções. Dá para acionar na mão, e cada plataforma tem o seu jeito (tabela mais abaixo).

A segunda diferença é que o arquivo muda de plataforma com você. O formato segue um padrão aberto chamado Agent Skills, adotado por Claude e ChatGPT, e o Gemini lê o mesmo SKILL.md.
Quem pode criar skills e onde elas funcionam
| ChatGPT | Claude | Gemini | |
|---|---|---|---|
| Quem cria | Plus e planos de empresa (Business, Enterprise, Edu); Free, Go e Pro não documentados | Todos os planos, inclusive o gratuito | Conta pessoal, maiores de 18 anos; sem assinatura Google AI; contas de trabalho e de escola nas próximas semanas |
| Onde fica | Plugins, aba Habilidades | Personalizar, Habilidades | Configurações, Skills (ou Habilidades, em português) |
| Onde a skill roda | Só no modo Work | Em qualquer conversa | No chat e no Spark, em liberação gradual |
| Como acionar | Automático ou com @ | Automático ou citando o nome da skill no pedido | Automático ou com / |
| Arquivos de apoio | Sem restrição documentada | Sem restrição documentada | Texto, PDF e imagem; não aceita DOCX, DOC nem XLSX |
| Compartilhar | Pessoas, grupos ou link dentro da conta de empresa; quem recebe precisa instalar | Privada no Free, Pro e Max; organização no Team e Enterprise | Ainda não no aplicativo comum (o Google anunciou para as próximas semanas); no Gemini Enterprise, por e-mail, se o administrador liberar |
A linha “Onde a skill roda” é a que mais confunde. No ChatGPT, o modo Work é a aba ao lado de “Chat” no topo da tela, o modo em que ele executa tarefas mais longas; no modo Chat, a skill não é acionada nem aparece quando você digita @.
O Google anunciou em 30 de setembro de 2026 que as skills passam a funcionar no chat comum do Gemini, em liberação gradual pelo mundo. Na minha conta, a opção já estava ativa nesse dia. O Spark, o modo em que o Gemini executa tarefas mais longas, também roda skills.
Quem vai usar skills em equipe deve escolher o plano pela linha “Compartilhar”. No Gemini, por enquanto só a conta pessoal cria skill; as contas de trabalho e de escola entram nas próximas semanas, segundo o Google.
Fontes da tabela: OpenAI, Skills in ChatGPT, Claude, uso de skills, Gemini, criar e gerenciar habilidades e o anúncio do Google de 30 de setembro.
No ChatGPT, a documentação oficial só cita os planos de empresa, mas na minha conta Plus a aba Habilidades aparece em Plugins. A própria OpenAI avisa que os recursos variam por conta e região, então abra Plugins e confira na sua conta, em qualquer plano.
Se a aba não aparecer, crie a skill no Claude gratuito e carregue o mesmo arquivo no ChatGPT quando o recurso chegar. No Gemini, a liberação é gradual: se Skills não aparece em Configurações, a função ainda não chegou à sua conta. A página de ajuda do Google não exige assinatura Google AI.
Como criar skills em três passos, sem programar
Na minha experiência, a skill sai mais ajustada quando nasce de uma tarefa feita de verdade. Seus critérios de qualidade só aparecem quando você revisa um resultado real, e uma skill escrita do zero fica sem eles.
Antes de começar: o que vale virar skill
A primeira skill leva o mesmo tempo que você gastaria fazendo a tarefa com a IA, porque ela nasce dessa conversa. O ganho vem depois, a cada vez que a tarefa se repete. Por isso a escolha da tarefa pesa mais do que a técnica. Vale virar skill a tarefa que:
- Você repete com frequência, toda semana ou todo mês.
- Segue um roteiro parecido a cada vez.
- Você já sabe fazer e já tem um critério do que é um bom resultado, porque corrige sempre as mesmas coisas.
O resumo da reunião semanal de equipe passa nos três.
Fica de fora a tarefa que acontece uma vez só e a que você ainda não sabe fazer; nessa, estude primeiro.
E cada skill cobre uma tarefa só: uma skill que resume reunião, escreve e-mail e monta pauta fica com uma descrição tão ampla que a IA não sabe quando acioná-la. Se as tarefas acontecem sempre em sequência, crie três skills e acione uma depois da outra na mesma conversa.
Passo 1: faça a tarefa com a IA até o resultado ficar bom
Escolha uma tarefa que passe nos três critérios e faça numa conversa, na plataforma que você já usa no dia a dia, com o material real (a transcrição, a planilha, o briefing). Se o material tiver dado de cliente ou de funcionário, siga a política de uso de IA da sua empresa; a skill em si não vai guardar esses dados, como mostra o passo 2.
No ChatGPT, faça no modo Work; no Gemini, no chat, se a função já chegou à sua conta, ou no Spark; no Claude, em qualquer conversa. Assim a conversão e a instalação acontecem no mesmo lugar.
Corrija o que vier errado, peça outro formato, ajuste o tom. Nas minhas tarefas, quatro ou cinco rodadas de revisão são o normal.
Digamos que você pediu um resumo de reunião e a IA entregou um texto corrido, sem responsáveis nem prazos. Você corrigiu: “para cada tópico, defina responsáveis e prazos”. Essa correção vai se tornar uma instrução da skill quando você a criar, no passo 2. Na próxima reunião, o resumo já sai nesse formato, sem que você peça de novo.
Se você ainda está montando o prompt inicial, a estrutura PACREF, um roteiro de seis itens do livro Engenharia de Prompts na Prática, ajuda a não esquecer contexto, formato e restrições.
Passo 2: converta a conversa em skill
Na mesma conversa, com o resultado aprovado, cole o prompt abaixo. Ele funciona nas três plataformas. O prompt também pede que a skill não guarde os dados deste caso: ela registra o jeito de fazer, e os dados de cada vez entram na conversa.
Com base em tudo que fizemos nesta conversa (os pedidos que fiz, as correções que pedi, a estrutura que aprovei e o tom que funcionou), crie uma skill chamada [verbo-objeto, por exemplo resumir-reuniao].A skill deve reproduzir esse processo quando eu pedir uma tarefa parecida. Inclua:- as perguntas que fariam sentido fazer antes de executar;- os critérios de qualidade que apliquei nas revisões;- o formato final que aprovei, com um exemplo curto.Siga o padrão SKILL.md: cabeçalho com name (minúsculas, hífen, de preferência começando por verbo) e description (até 200 caracteres, em terceira pessoa, dizendo o que faz e quando usar, com "Use quando..."). Escreva as instruções no imperativo, sem citar o nome de nenhuma plataforma de IA. Se precisar de modelo ou material de apoio, crie como arquivo de texto separado. Não inclua na skill dado pessoal de cliente ou de funcionário; o que muda com o tempo, como preço, meta ou nome de responsável, vai para um arquivo de apoio separado.
Antes de instalar, confira o arquivo que a IA gerou. Uma skill que funciona nas três plataformas respeita estas regras:
- Nome em minúsculas, sem acento e com hífen no lugar do espaço, como exige o Gemini. O Claude também limita o nome a 64 caracteres e proíbe as palavras “claude” e “anthropic”. Começar por verbo não é obrigatório, mas ajuda a lembrar o que a skill faz:
resolver-problemas,revisar-proposta,preparar-pauta. - Descrição com até 200 caracteres (umas duas frases curtas), dizendo o que a skill faz e quando usar, de preferência com “Use quando…”. Escreva sobre a skill (“Transforma…”, “Resume…”), não sobre você. O limite vem do Claude e, dentro dele, o arquivo serve nas três.
- Arquivos de apoio em texto: desde 30 de setembro, o Gemini aceita texto, PDF e imagem dentro da skill, e continua recusando DOCX, DOC e XLSX. Converta esses formatos para
.md,.txtou.csv; texto simples segue sendo o formato mais seguro para a mesma skill rodar nas três. - Nenhuma menção à plataforma no texto das instruções. Escreva “a IA” ou não escreva nada, para o mesmo arquivo servir nas três.
- Corpo curto: o padrão recomenda menos de 500 linhas, umas dez páginas de texto. Detalhe, exemplo longo e modelo vão para arquivos de referência.
Passo 3: instale a skill no ChatGPT, no Claude ou no Gemini
Se a própria conversa oferecer salvar ou instalar a skill, aceite. Se ela devolver só o texto, peça: “me entregue a skill como arquivo SKILL.md para baixar”.
Se preferir salvar à mão, cole o texto num editor de texto simples e salve com o nome SKILL.md, sem apagar o cabeçalho que começa e termina com três traços (---). A extensão .md indica um arquivo de texto simples.
No Bloco de Notas do Windows, escolha “Todos os arquivos” no tipo, senão o arquivo vira SKILL.md.txt; no TextEdit do Mac, converta para texto simples antes de salvar.
Para carregar pelo menu, um formato serve nas três plataformas: o ZIP da pasta da skill. Coloque o SKILL.md e os arquivos de apoio numa pasta com o nome da skill e compacte a pasta (botão direito, “Compactar” no Mac ou “Enviar para, Pasta compactada” no Windows).
Em todas, a skill instalada aparece na lista de Habilidades ou de Skills, que é onde você confirma que deu certo. A lista pode levar alguns segundos para mostrar a skill nova: atualize a página antes de concluir que falhou e instalar de novo.
No ChatGPT, abra o modo Work. O jeito mais rápido de instalar é anexar o SKILL.md numa conversa e escrever “Instale essa skill”.
Pelo menu, abra Plugins na barra lateral (plugin é o pacote que agrupa skills e conexões com outros aplicativos no ChatGPT), vá para a aba Habilidades e clique em “Adicionar habilidade”. São três opções:
- “Criar com chat”, em que o ChatGPT conduz a criação numa conversa.
- “Criar com o editor”, em que você cola o
SKILL.md. - “Carregar do seu computador”, que aceita o
SKILL.mdou um ZIP da pasta.
Para chamar a skill de propósito, digite @ e o nome dela. A documentação de skills do ChatGPT traz o passo a passo oficial.
No Claude, suba o ZIP em Personalizar, Habilidades; pelo menu, é o único formato aceito. O guia oficial de criação cobre os detalhes.
No Gemini, abra Configurações na barra lateral e escolha Skills (Habilidades, em português). As skills funcionam no chat e no Spark, liberadas por etapas, começando pelas contas pessoais: se a opção não aparecer, ela ainda não chegou à sua conta. A página de ajuda pede também conta pessoal de maior de 18 anos e a opção Manter Atividade ligada.
Dentro do Spark, o jeito mais rápido de instalar é anexar o SKILL.md numa tarefa e escrever “Instale essa skill”.
Pelo menu, em Skills, também há três caminhos:
- Criar conversando com o Gemini.
- Escrever a skill à mão.
- Carregar o
SKILL.md, a pasta ou o ZIP. O Gemini abre um editor com o conteúdo, e a skill só é salva quando você clica em Criar, no alto da tela.
Antes de salvar, o Gemini mostra nome, descrição e instruções para você revisar. Para acionar de propósito, digite / no chat e escolha a skill na lista; dá para empilhar mais de uma no mesmo pedido. A central de ajuda do Gemini traz o passo a passo oficial.
O SKILL.md por dentro: uma skill inteira para copiar
O exemplo abaixo segue as cinco regras do passo 2. É o meu antigo GPT Solucionador de Problemas, convertido em skill, para quem está com um problema travado e não enxerga o próximo passo. O bloco é o arquivo inteiro: copie tudo, incluindo as linhas de traços do começo, salve como SKILL.md e instale, porque ele não depende de nenhum arquivo de apoio.
---name: resolver-problemasdescription: Transforma um problema travado em diagnóstico estruturado e plano de ação em três horizontes. Use quando a pessoa disser que está travada, sem saída ou precisando decidir algo difícil.---# Resolver problemasLeve a pessoa de "estou travado" para "sei o próximo passo". A entrega final é sempre um diagnóstico estruturado seguido de um plano de ação que ela consegue começar em 48 horas.## Quando usar e quando não usarUse para problemas de trabalho ou de carreira que envolvem mais de uma causa, mais de uma pessoa ou uma decisão com consequência: um projeto parado, um conflito na equipe, uma escolha entre caminhos, um processo que não funciona.Para pergunta factual ou tarefa simples, responda direto, sem as etapas abaixo. Se o problema parecer simples demais para ter travado alguém, pergunte: "qual é a parte que está te travando especificamente?". O problema real costuma estar atrás da pergunta.## Etapa 1: entender antes de analisarSiga esta ordem e só avance quando a etapa estiver completa.1. Reformule o problema com suas palavras, em uma frase curta, e mostre a reformulação. Se a descrição original tiver qualquer ambiguidade, peça confirmação antes de seguir.2. Classifique o tipo de problema: técnico, organizacional, estratégico, interpessoal, de processo, decisão sob incerteza ou mal definido (quando a pessoa ainda está formulando). O tipo define quais técnicas da Etapa 2 entram.3. Confira se você tem estas quatro informações. Pergunte o que faltar, tudo numa mensagem só: - quem é impactado e quem decide; - restrições reais: prazo, orçamento, política interna, capacidade da equipe; - o que já foi tentado e por que não resolveu; - o que a pessoa considera "resolvido o suficiente".Trate todo pedido incompleto como convite a perguntar. Suposição sua entra na análise só quando marcada como hipótese.## Etapa 2: analisar com as técnicas que servem ao casoEscolha apenas as técnicas que fazem sentido para o tipo de problema. A lista é um cardápio, não uma sequência obrigatória. Dê um cabeçalho a cada técnica usada.- **Princípio por trás do problema:** antes dos detalhes, diga em uma frase qual é a lógica que rege o problema. Exemplo: "este é um problema de incentivo desalinhado, e a capacidade técnica da equipe está adequada."- **Decomposição:** divida em partes resolvíveis, em ordem de dependência, cada uma com um critério de "feito".- **Três perspectivas:** olhe o problema pelo ângulo de quem executa, de quem é impactado e de quem decide. Marque onde os ângulos divergem.- **Três caminhos:** proponha três soluções de natureza diferente, nunca três variações da mesma. Para cada uma, diga o que entrega, quanto custa e em que situação vence as outras.- **Sinais e riscos:** defina o sinal que vai mostrar que a solução está funcionando e os riscos que vale antecipar.- **Bom o suficiente agora:** separe o que é suficiente hoje do que pode ser aperfeiçoado depois. Recomende a versão suficiente sempre que o custo da perfeição for desproporcional ao ganho.- **Ambiente e aliados:** liste fatores externos que mudam a equação (regulação, mercado, política interna, sazonalidade) e quem precisa estar a bordo para a solução funcionar.- **Teste rápido:** defina o menor experimento que confirma ou derruba a hipótese central em até uma semana.Antes de fechar a análise, releia o diagnóstico e nomeie em uma frase o ponto mais frágil: a premissa menos verificada ou o dado mais fraco. Corrija esse ponto se a correção mudar a recomendação; se não mudar, leve a fragilidade para o plano como algo a validar.## Etapa 3: plano de açãoOrganize o plano em três horizontes. Cada item tem um responsável sugerido e um indicador de sucesso.| Horizonte | Ação | Responsável sugerido | Indicador de sucesso ||---|---|---|---|| Próximas 48 horas | uma ação concreta e específica | | || Próximas 2 semanas | um bloco intermediário | | critério de progresso || Marco de avaliação | quando e como medir se está funcionando | | |## Etapa 4: outras técnicas que podem ajudarDepois do plano, sugira de uma a três técnicas conhecidas que se aplicam ao caso, com uma frase explicando por que cada uma se encaixa. Repertório de referência: 5 Porquês, Diagrama de Ishikawa, Pre-mortem, Análise SWOT, Matriz de Eisenhower, OKRs, Teoria das Restrições, Design Thinking, Método A3, Cynefin, Princípio de Pareto.## Etapa 5: convite ao aprofundamentoTermine perguntando se a pessoa quer aprofundar algum ponto do diagnóstico. Se ela quiser, entregue uma análise extensa daquele ponto, com exemplos concretos, os vieses mais comuns naquela técnica e um roteiro de aplicação passo a passo.## Regras de qualidade- Escreva recomendações em forma positiva: diga o que fazer.- Explique em uma linha todo termo técnico, logo depois de usá-lo.- Organize respostas longas em blocos com cabeçalho.- Em problemas que envolvem pessoas, considere o lado humano antes do técnico.- Marque cada afirmação como dado verificável, hipótese ou recomendação a validar. Feche toda análise complexa listando os pontos de menor certeza e o que a pessoa deveria checar antes de decidir.- Se a pessoa discordar da análise, peça a evidência específica. Mantenha o diagnóstico quando a discordância vier sem evidência nova; refaça só a parte questionada quando a evidência for concreta.- Responda no idioma em que a pessoa escreveu.## Formato da resposta completa1. Reformulação do problema, em uma frase, confirmada com a pessoa.2. Tipo de problema.3. Análise, com um cabeçalho por técnica usada.4. Plano de ação em três horizontes.5. Outras técnicas que podem ajudar.6. Convite ao aprofundamento.## Exemplo de aberturaPedido: "Minha equipe não entrega os relatórios no prazo e eu já tentei cobrar de todo jeito."Resposta esperada na primeira mensagem:> **Reformulação:** os relatórios da sua equipe atrasam de forma recorrente, e cobrar mais não mudou o resultado.>> **Tipo:** processo, com componente interpessoal.>> Antes de analisar, preciso de três informações: quem usa esses relatórios e o que acontece quando atrasam; quantas pessoas produzem e quanto tempo cada relatório leva; e o que seria "resolvido o suficiente" para você, por exemplo 90% no prazo.
Três escolhas explicam o comportamento do arquivo:
- “Quando usar e quando não usar”: a IA pode acionar a skill num pedido que só se parece com o caso dela. Essa seção diz quando responder direto, em vez de rodar um diagnóstico de cinco etapas para uma pergunta simples.
- A Etapa 1 faz a IA perguntar antes de analisar. É o recurso que descrevi no artigo sobre o sistema de IA que uso no dia a dia: a IA entrevista você antes de produzir, em vez de supor o que faltou.
- A tabela do plano e o exemplo de abertura mostram à IA o formato esperado, como recomendam as boas práticas publicadas pela Anthropic.
Outro exemplo de skill: o consultor de carreira
A página de cursos traz mais uma skill para baixar. Ela faz duas ou três perguntas sobre o seu momento profissional e indica o melhor curso da minha curadoria na ESPM para o seu caso. A cada pedido, a skill lê a página de cursos, então a indicação acompanha as turmas abertas. Baixe o ZIP da skill e carregue pelo menu, como no passo 3.
Como testar uma skill antes de confiar nela
No primeiro teste da skill de exemplo no ChatGPT, ela não foi acionada: a conversa estava no modo Chat. No modo Work, o mesmo pedido acionou a skill na hora. Uma skill que parece boa na conversa em que nasceu pode falhar no primeiro pedido de verdade. O teste existe para pegar essa falha antes.
Abra uma conversa nova, no modo em que a skill funciona, e faça três pedidos. Com a skill de exemplo deste artigo, eles seriam assim:
- Um que deve acionar a skill: “Estou travado: minha equipe não entrega os relatórios no prazo e eu já tentei cobrar de todo jeito.”
- Um que não deve acionar: “Qual a diferença entre OKR e KPI?”. A resposta tem que vir direta, sem diagnóstico em etapas.
- Um incompleto, para ver se a skill pergunta em vez de inventar: “Preciso decidir entre dois fornecedores.”
Guarde os três pedidos e as respostas. Toda vez que editar a skill, rode os mesmos três de novo e compare. É a versão doméstica do que empresas fazem com agentes, que expliquei no artigo sobre como testar se um agente de IA está pronto para o trabalho.
Se o teste falhar, a causa costuma ser uma destas:
- A skill não aciona: confira o modo (Work no ChatGPT; no Gemini, o chat ou o Spark, se a liberação já chegou à sua conta). Se estiver certo, reescreva a descrição com as frases que você de fato digita ao pedir a tarefa.
- A skill aciona no pedido detalhado, mas não no curto: num pedido simples, como “melhora esse prompt”, a IA pode concluir que resolve sozinha. Acrescente à descrição que a skill vale também para pedidos curtos ou, na hora, cite o nome dela no pedido.
- O Gemini não aceitou o envio: confira se há DOCX, DOC ou XLSX na pasta (PDF e imagem valem desde 30 de setembro), se o nome tem maiúscula, acento ou espaço e se o
SKILL.mdestá na pasta principal. - O Claude recusou o envio: o arquivo não está dentro de um ZIP com a pasta da skill, a descrição passa de 200 caracteres, ou o nome passa de 64 caracteres ou contém “claude” ou “anthropic”.
- Resultado plausível mas genérico: falta exemplo aprovado ou critério de qualidade. Volte ao passo 1 da criação com um caso real.
Para corrigir o que falhou, peça a atualização da skill no chat, como mostro a seguir.
Como atualizar uma skill pedindo no chat
A skill de resumo de reunião funciona bem na primeira semana. Na terceira, o diretor pede que o resumo abra pelas decisões, antes dos tópicos, e você passa a corrigir a resposta da IA a cada reunião. A correção que você repete é justamente a que a skill ainda não sabe.
Para corrigir isso, peça a atualização no chat, sem abrir o arquivo. No Claude, é assim que atualizo as minhas skills. Testei o mesmo pedido no ChatGPT e no Gemini, e nos dois funcionou:
Atualize a minha skill [nome-da-skill]: a partir de agora, [o que deve mudar, em uma frase].
No exemplo do resumo, o pedido seria “Atualize a minha skill resumir-reuniao: a partir de agora, o resumo abre pelas decisões tomadas, antes dos tópicos.” Escreva o nome da skill no pedido: assim a IA abre a skill, ajusta o trecho e confere os arquivos de apoio junto com o SKILL.md.
Um detalhe pede atenção: nem o ChatGPT nem o Gemini pediram confirmação antes de gravar a mudança. A skill muda no instante em que você pede, e por isso vale seguir três cuidados:
- Baixe uma cópia da skill antes do pedido, pelo menu (a seção seguinte mostra onde fica a opção em cada plataforma).
- Peça uma mudança por vez: se o resultado piorar, você sabe de qual mudança ele veio.
- Abra a skill no editor, leia o texto novo e rode de novo os três pedidos do teste.
Quem só corrige a resposta e não atualiza a skill treina o mesmo colega novo toda segunda-feira.
Como editar, desativar ou apagar uma skill
Toda skill instalada pode ser pausada ou removida. Desative as que você parou de usar e as que se parecem com outra, porque duas skills parecidas disputam o mesmo pedido.
No ChatGPT, abra Plugins, aba Habilidades, e clique nos três pontos da skill. O menu traz Chat, Editar, Baixar, Desinstalar e Excluir.
No Claude, vá em Personalizar, Habilidades, aba Meus. Ao lado de cada skill há um botão Desativar e, nos três pontos, a opção Excluir.
No Gemini, abra Configurações, Skills e clique nos três pontos da skill. O menu traz usar agora, editar com o Gemini, editar à mão, baixar, substituir a skill por um arquivo novo, desativar e apagar.
Antes de excluir, guarde uma cópia pela opção de baixar. O menu do Claude não tem essa opção: guarde o arquivo que você carregou ou, se a skill nasceu numa conversa, peça ao Claude que entregue a skill como arquivo para baixar.
Boas práticas ao criar e usar skills
Cuidado com mensagem pessoal
Uma skill que responde a convites, agradece ou manda mensagem de relacionamento entrega um texto que quem recebe espera ter vindo de você. Use o resultado como rascunho que você revisa e assina.
Skill de terceiro é material de estudo
Uma skill baixada da internet pode carregar instruções escondidas ou buscar conteúdo num site que o autor altera depois que você instalou. Conferir a skill hoje não garante nada amanhã.
Minha regra para empresas: skill de terceiro nunca roda com dado da empresa; ela serve de referência para a equipe construir a própria. Escrevi mais sobre esse tipo de risco no artigo sobre como um golpe testa a empresa inteira.
Skill, projeto ou instruções personalizadas: qual é qual
Claude e ChatGPT têm três lugares para guardar orientação, e quem confunde os três acaba pondo numa skill o contexto que deveria ficar num projeto. No Gemini, o equivalente a projeto não está documentado.
| Vale onde | Quando carrega | Serve para | |
|---|---|---|---|
| Instruções personalizadas | Todas as conversas | Sempre | Quem você é, como gosta de receber resposta |
| Projeto | Conversas daquele projeto | Sempre, dentro do projeto | Contexto de um cliente, de um livro, de uma área |
| Skill | Qualquer conversa em que a skill roda | Só quando o pedido combina | Um procedimento que se repete |
Projeto guarda o que você sabe; skill guarda o que você faz. O contexto do cliente fica no projeto; o jeito de escrever a proposta para qualquer cliente fica na skill.
No Claude, as duas coisas funcionam juntas: você abre o projeto do cliente e aciona a skill de proposta, que já encontra o contexto carregado.
O que acontece com os GPTs e os Gems, e como levar os seus para uma skill
GPTs e Gems têm prazos diferentes, e o dos GPTs é mais longo.
Os GPTs personalizados
Contas pessoais do ChatGPT já não criam GPT novo. Segundo a central de ajuda da OpenAI, a criação termina para todos em 26 de outubro de 2026 (data planejada) e os GPTs saem do ar em 11 de dezembro de 2026, com prazo até 11 de fevereiro de 2027 para contas Enterprise que pedirem prorrogação.
Em My GPTs, cada GPT ganhou um botão “Migrate to plugin”: as instruções viram skill, os arquivos de conhecimento viram referência e o GPT original fica só para leitura até sair do ar.
Ficam para trás:
- As ações personalizadas, as integrações que o GPT chamava em outros sistemas.
- Os iniciadores de conversa.
- O modelo de IA escolhido.
- As conversas antigas.
- O compartilhamento público.
Os Gems
O Google publicou a fonte oficial em 30 de setembro de 2026. Segundo o anúncio, o suporte a Gems acaba em novembro de 2026 para contas pessoais, em março de 2027 para o Workspace business, enterprise e organizações sem fins lucrativos e em junho de 2027 para o Workspace education. O Google afirma que converte os Gems em skills automaticamente quando eles saírem do ar.
O Google anunciou que, nas próximas semanas, as skills ganham o compartilhamento e a inclusão de arquivos do Google Drive, recursos de que os Gems dependiam. Até lá, e enquanto o Google não detalhar o que acontece com o link público de um Gem já compartilhado, copie as instruções e baixe os arquivos antes.
Se você criar a skill antes da conversão e o Gem convertido aparecer depois na lista de Skills, desative um dos dois, para as duas versões não disputarem o mesmo pedido.
O fim do link público
Skill não tem o “abre pelo link e usa” que tornava um GPT ou um Gem público acessível a qualquer pessoa. Quem distribuía assistentes para alunos, clientes ou seguidores passa a distribuir o arquivo da skill, que cada pessoa instala na própria conta.
Foi o que fiz com os meus três GPTs públicos: viraram skills. Duas estão neste artigo e a terceira, o consultor de carreira, está na página de cursos.
O Solucionador de Problemas é a skill de exemplo deste artigo, para copiar. O Engenheiro de Prompts, que monta e melhora prompts com a estrutura PACREF, está pronto para baixar na página da skill Engenheiro de Prompts, num ZIP que você carrega pelo menu de qualquer uma das três plataformas, como no passo 3.
Para você, as duas são skills de terceiro. Leia cada uma antes de instalar (no caso do Engenheiro, descompacte o ZIP e abra o SKILL.md): é texto em português, e dá para conferir cada instrução. Na empresa, vale a regra das boas práticas: use as duas como referência para a sua equipe construir as próprias.
Checklist de migração
Quem já tem GPTs ou Gems aproveita o que escreveu, desde que aja antes das datas:
- Comece pelos Gems, cuja edição deve parar antes, segundo o relato não oficial citado acima. Copie hoje as instruções completas e baixe os arquivos de conhecimento.
- Converta DOCX e XLSX para
.md,.txtou.csv, se a skill for rodar no Gemini. PDF e imagem valem desde 30 de setembro. - Faça três pedidos típicos ao GPT ou Gem antigo e guarde as respostas, para ter com o que comparar.
- Crie a skill. No ChatGPT, use o botão “Migrate to plugin” e, para distribuir, baixe a skill pela opção Baixar do menu dela. No Claude e no Gemini, use o prompt de conversão do passo 2 trocando o começo, “Com base em tudo que fizemos nesta conversa”, por “Com base nas instruções abaixo”, e cole as instruções antigas depois dele.
- Faça os mesmos três pedidos à skill e compare com as respostas antigas.
- Transforme os iniciadores de conversa do GPT, as sugestões de pedido que apareciam na tela de abertura, em frases da descrição da skill. A ação que chamava outro sistema passa para uma conexão da própria plataforma com aquele aplicativo, quando ela existir.
- Se o assistente era público, publique o arquivo da skill onde o seu público já encontra você e aponte para o passo 3 deste artigo como instrução de instalação.
Quando a skill precisa consultar ou alterar dados em outro aplicativo, isso passa pela conexão da plataforma, feita por MCP, protocolo que liga a IA aos seus sistemas (o artigo sobre engenharia de contexto para agentes de IA explica como). No Claude, isso está disponível em todos os planos; no ChatGPT, nos planos de empresa; no Gemini, só em contas pessoais nos EUA, em inglês.
Por onde começar
Escolha uma tarefa que passe nos três critérios de “o que vale virar skill”, como resumo de reunião, roteiro de entrevista, resposta a pedido de orçamento, pauta de reunião individual ou revisão de proposta.
Nesta semana, faça essa tarefa uma vez com a IA, do começo ao fim, com material real. Quando o resultado estiver bom, cole o prompt de conversão, instale a skill e rode os três pedidos de teste. Se preferir sentir antes como uma skill se comporta, instale a de exemplo deste artigo e traga para ela um problema real que está travando você.
Se o tema conversa com a sua trajetória, a página de cursos reúne as turmas abertas da minha curadoria na ESPM.
A partir da segunda skill, a escolha da próxima tarefa fica mais fácil: é a que você corrigiu de novo esta semana.
Perguntas frequentes
Como criar uma skill no ChatGPT?
No modo Work do ChatGPT, anexe o arquivo SKILL.md e escreva “Instale essa skill”, ou abra Plugins na barra lateral, entre na aba Habilidades e clique em Adicionar habilidade. Há três caminhos: criar conversando com o ChatGPT, escrever no editor ou carregar um arquivo do computador. O caminho que costuma dar o melhor resultado é fazer a tarefa uma vez com a IA até ficar boa e depois pedir para transformar a conversa em skill. A skill só funciona no modo Work. A opção aparece na conta Plus e nos planos de empresa; nos planos Free, Go e Pro, confira se a aba Habilidades aparece na sua conta.
Por que minha skill não funciona no ChatGPT ou no Gemini?
A causa mais comum é o modo da conversa. No ChatGPT, a skill só é acionada no modo Work, a aba ao lado de “Chat” no topo da tela; no modo Chat, ela nem aparece quando você digita @. No Gemini, a skill roda no chat e no Spark, mas a liberação é gradual: se Skills não aparece em Configurações, a função ainda não chegou à sua conta (o Google também pede conta pessoal de maior de 18 anos e a opção Manter Atividade ligada). Se modo e acesso estiverem certos, o problema costuma ser a descrição: reescreva usando as palavras que você de fato digita ao pedir aquela tarefa.
Como atualizar uma skill que já criei?
Peça no chat, com o nome da skill e a mudança: Atualize a minha skill [nome]: a partir de agora, [mudança]. O pedido altera a skill no ChatGPT, no modo Work, e no Gemini, sem criar cópia e sem pedir confirmação; no Claude, é o mesmo. Como a mudança é gravada na hora, baixe uma cópia antes, peça uma alteração por vez e abra a skill depois para conferir o texto e rodar de novo os pedidos de teste.
Precisa pagar para criar skills?
Depende da plataforma. No Claude, a criação de skills está disponível em todos os planos, inclusive no gratuito. No ChatGPT, a criação está documentada para os planos de empresa e aparece na conta Plus; a documentação não cita os planos Free, Go e Pro. No Gemini, a página de ajuda do Google informa que as skills estão disponíveis sem assinatura Google AI, em conta pessoal de maior de 18 anos; as contas de trabalho e de escola entram nas próximas semanas, segundo o Google.
Qual a diferença entre skill e GPT personalizado?
O GPT personalizado era um chat separado, com instruções próprias, que você abria para usar. A skill é um arquivo de instruções que a IA carrega sozinha, dentro da conversa, quando o pedido combina com a descrição dela; no ChatGPT, isso vale para o modo Work. Um GPT só existia no ChatGPT; a skill segue um padrão aberto, e o mesmo arquivo roda no ChatGPT, no Claude e no Gemini. A OpenAI está aposentando os GPTs e oferece um botão para converter as instruções de cada um em skill.
A mesma skill funciona no ChatGPT, no Claude e no Gemini?
Funciona, desde que siga as regras mais restritivas das três ao mesmo tempo. O nome vai em minúsculas, com hífen e sem acento; a descrição tem até 200 caracteres e diz o que a skill faz e quando usar; os arquivos de apoio são de texto (md, txt, csv), o formato mais seguro, porque o Gemini recusa DOCX e XLSX; e, para servir sem ajuste nas três, as instruções não citam nenhuma plataforma. Na hora de usar, a skill roda no modo Work do ChatGPT, no chat ou no Spark do Gemini (liberação gradual) e, no Claude, em qualquer conversa. Para carregar pelo menu, o ZIP da pasta da skill serve nas três.
O que acontece com meus GPTs e Gems?
Os GPTs personalizados serão aposentados em 11 de dezembro de 2026, com prazo até 11 de fevereiro de 2027 para contas Enterprise que pedirem prorrogação. A criação de GPTs novos já acabou nas contas pessoais e termina para todos em 26 de outubro de 2026 (data planejada). A OpenAI oferece um botão para migrar cada GPT para plugin, que leva as instruções e os arquivos, mas deixa para trás ações, iniciadores de conversa, modelo escolhido, conversas antigas e o compartilhamento público.
No Gemini, o Google anunciou em 30 de setembro de 2026 que encerra o suporte a Gems em novembro para contas pessoais, em março de 2027 para Workspace business, enterprise e organizações sem fins lucrativos e em junho de 2027 para Workspace education, e que converte os Gems em skills automaticamente. Copie instruções e arquivos antes.
Preciso saber programar para criar uma skill?
Não. Uma skill de tarefa de negócio é um arquivo de texto em português com um cabeçalho curto, de nome e descrição, seguido das instruções. As três plataformas criam a skill a partir de uma conversa: você descreve a tarefa, ou faz a tarefa uma vez com a IA, e ela escreve o arquivo. Código só entra em skills que automatizam passos com scripts, e um profissional de negócio não precisa disso para começar.
Posso compartilhar uma skill com outras pessoas?
Dentro de uma empresa, sim: nas contas corporativas do ChatGPT, com pessoas, grupos ou por link, e quem recebe precisa instalar; no Claude Team e Enterprise, com a organização. No Claude Free, Pro e Max, a skill fica privada, e no ChatGPT Plus o compartilhamento não está documentado. Para quem está fora da sua organização, o caminho é enviar o arquivo da skill, que a pessoa instala na plataforma dela; no ChatGPT, existe ainda um diretório público de plugins, que exige submissão com identidade verificada. No Gemini, o Google anunciou o compartilhamento de skills para as próximas semanas, ainda sem data. Skill não tem o link público que abria um GPT ou um Gem para qualquer pessoa.
Edney “InterNey” Souza atua com tecnologia desde 1990 como professor, palestrante e conselheiro consultivo em tecnologia, IA, dados e inovação. Participou da criação de sete startups ao longo da carreira. É professor na ESPM, Insper, PUCRS, USP e IBGC. É autor do livro gratuito Engenharia de Prompts na Prática: do Zero ao Avançado com ChatGPT, Gemini e Claude.
