Smart City – Como as Cidades Inteligentes vão mudar nosso futuro


Essa semana a convite da Huawei Brasil estou acompanhando a Futurecom, maior evento de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) da América Latina.

No primeiro dia (17/10) pude assistir um debate sobre como os pequenos provedores de internet estão mudando a vida das pequenas cidades, são cerca de 2.200 provedores que atendem 4,5 milhões de brasileiros.

Outra palestra interessante falava do desafio da infraestrutura de rede para atender com qualidade nos próximos anos (até 2020) as demandas de vídeo das pessoas físicas, as demandas de Cloud Computing das empresas e os novos dispositivos que se conectarão a rede conforme o mercado de IoT (Internet das Coisas) cresce.

Aliás IoT é um dos tópicos mais presentes do evento, veja uma das frases marcantes no último debate que assisti ontem:

Após o evento vou escrever outro post resumindo o que vi sobre IoT, incluindo a última palestra do primeiro dia apresentada por Kleber Faccipieri (Strategic & Marketing Senior Manager da Huawei) que trouxe números, aplicações e infraestrutura do setor.

Mas o que me motivou a escrever esse post foi a apresentação de Edwin Diender (VP de Governo de Utilidade Pública da Huawei e Especialista Global de Smart City), após a apresentação pudemos bater um papo e até fiz uma Live com ele no Facebook.

Já havia visto cases de Smart City destacando o uso de Internet das Coisas. Em 2015 no SXSW um palestrante mostrou um exemplo em que ele estava trabalhando:

O cidadão cadastra um Token com suas necessidades na prefeitura e depois usa esse Token enquanto caminha pela cidade.

Se ele tem dificuldade de visão as luzes aumentam quando ele passa e depois retornam sua luminosidade normal para economizar energia.

Se ele em dificuldade de locomoção os semáforos esperam mais tempo quando ele está atravessando a rua e cadeiras dobráveis presas em algumas paredes são destravadas para o seu uso.

Na apresentação de Diender ele mostrou como infraestrutura, além de IoT, pode melhorar a vida na cidade:

Quando você liga para a polícia você precisa explicar quem você é, dar detalhes de onde você está e depois descrever o que está acontecendo. A ligação é demorada por conta de todo o tempo gasto com essas explicações e poucos detalhes são transmitidos para a polícia fazer o seu trabalho.

Imagine que você usasse um aplicativo para chamar a polícia, o app já transmite quem você é, qual sua localização e permite que você envie fotos, vídeos ou uma transmissão ao vivo do que está acontecendo. O tempo da ligação é reduzido e a quantidade de informações transmitidas é muito maior.

Porém o exemplo do aplicativo foi apenas o começo desse raciocínio. Numa cidade com a infraestrutura de dados e vídeo integradas a polícia poderia nesse momento acessar a transmissão das câmeras públicas mais próximas, algumas colocadas para segurança, outras para controle do trânsito e usar, as imagens dessas câmeras para coletar mais informações sobre um acidente ou assalto.

Um sistema de reconhecimento de imagens pode identificar pessoas e veículos envolvidos e rastreá-los acessando as câmeras mais próximas num determinado raio de distância, fiz uma filmagem de parte desse vídeo de demonstração aqui:

Um aspecto do rastreio que eu não havia visto ainda nem em filmes de ficção é procurar retroativamente nos vídeos armazenados das câmeras  de onde aquela pessoa e aquele veículo vieram.

Os obstáculos para implantação de tecnologias desse tipo são grandes, porém os resultados também são impressionantes. Estamos falando de integrar todas as instituições públicas, a polícia, o departamento de trânsito, o corpo de bombeiros, os hospitais e as escolas entre outras instituições, estariam todas operando dentro de um mesmo sistema. Somente assim, com todos os dados disponíveis, todo esses rastreamento seria possível.

Quando pensamos em integração de sistemas pensamos apenas em integração de dados, porém hoje com tecnologias de cloud é possível ter uma infraestrutura de processamento compartilhada. Quantos computadores isolados em diversas repartições não ficam ociosos enquanto em outro lugar da cidade, em outra instituição, esse poder de processamento faz falta?

Imagine que num hospital (outro exemplo que Edwin me deu numa conversa após o evento), uma máquina de ressonância magnética demore 45 minutos para processar todas as imagens, muitas vezes atrasando um diagnóstico importante ou fazendo profissionais qualificados (e caros) esperarem. Se o hospital tivesse uma central de processamento seria possível alocar processamento adicional para aquelas imagens e terminar em menos tempo, adiantando o diagnóstico do paciente e liberando profissionais para salvar outras vidas.

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Em Hefei na China onde esse sistema de segurança pública está em testes a taxa total de crimes caiu 30%, sendo que os crimes violentos diminuíram 65%, a conclusão de investigações aumentou de 65% para 95%, o tempo de resposta da polícia diminuiu de 10min pra 4,5 minutos e a satisfação da população quando perguntada sobre segurança pública aumentou de 60,2% para 98,3%.

Cidades inteligentes também são mais seguras. (Edwin Diender)

O mais impressionante é que todas essas tecnologias estão disponíveis hoje, e custam menos do que muitas obras atuais de infraestrutura que atingem apenas uma pequena parcela da população de uma cidade.

Cidades inteligentes vão exigir gestores e orçamentos inteligentes e talvez esse seja o nosso maior desafio. (Edney Souza)

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