A polêmica do dia (que na verdade começou ontem) é sobre o vale-tudo para engajar fãs em páginas de Facebook.
Tudo começou com a fanpage Gina Indelicada que em oito dias conseguiu um milhão de fãs (atualmente está com 1,5 milhão).
Os problemas segundo os “analistas de social media” que estão analisando (sic) o caso é que a maior parte do conteúdo é copiado de outros perfis do twitter (carece de fontes, eu não fui procurar e não vi ninguém dar exemplos claros aqui tem alguns exemplos: Gina, Kibadora Indelicada). De fato tem várias piadas que você olha na página e percebe que parecem ser de domÃnio público, daquelas coisas que você já viu 1000 vezes pela internet mas nunca sabe onde.
Outro problema, esse sim mais grave, é que a página faz uso do personagem clássico dos palitos Gina, e isso foi feito sem a autorização da empresa que após um susto inicial resolveu fazer um acordo com o autor (Ricck Lopes).
Entre as discussões sobre as questões éticas, que eu prefiro não me aprofundar muito, mas foi tratada de maneira quase excelente aqui pela Flavia Vianna (eu só titaria a menção a Hitler do post) está a discussão sobre o que vale e não vale no mercado.
Compartilhar qualquer tipo de conteúdo, conseguir qualquer tipo de resultado e ter mais fãs do que o concorrente não é sinônimo de sucesso nas redes sociais.
Eu contrataria o Ricck Lopes como redator, na verdade ele já foi estagiário da Polvora!, agência da qual sou sócio, e aqui nessa reportagem da Época Negócios ele descreve o processo de criação da Gina Indelicada o rapaz tem talento de sobra e com um pouco de aconselhamento tem tudo pra ser um profissional de destaque no mercado. Na verdade ele já tem destaque no mercado, mas tem potencial para se manter assim
Sucesso em publicidade tem de ser convertido em aumento de vendas. Seja uma campanha direcionada para um e-commerce, ou uma campanha de branding, o impacto nas vendas tem de ser perceptÃvel. Nesse ponto acho a matéria da Forbes um desserviço para o mercado de publicidade em mÃdias sociais, e o Eden Wiedemann descreve isso detalhatamente nesse post.
Se não pararmos para repensar as estratégias de marcas no Facebook, daqui a pouco todas as empresas serão como essa sátira recém criada, a Empresa Engajada.
E por fim, acho divertido que Forbes vá do céu ao inferno em poucos dias nas mÃdias sociais, quando publicou sobre o preço ridÃculo dos carros no Brasil muita gente argumentou que “agora que saiu na Forbes as pessoas vão acreditar” e poucos dias depois quando fala sobre o case de sucesso da Gina as mesmas pessoas não querem lhe dar mais o mesmo crédito.
Num mundo onde todos podem ter voz e divulgar essa voz para milhares ou milhões de pessoas, eleger um veÃculo de terceiros como representante da sua voz pode ser bem perigoso.


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