InterNey
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Um artigo e uma notícia me fizeram refletir um pouco sobre impactos recentes das redes em nossa sociedade.

Presença nas redes socias X Carreira

O primeiro artigo é de Mauro Segura, autor do blog A Quinta Onda e Diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil

O artigo fala sobre como as empresas já olham além do currículo para selecionar um candidato, ao divulgar o artigo no meu Facebook e Twitter vi algumas pessoas preocupadas com o que elas andavam fazendo nas redes, mas também li algumas críticas que me deixaram preocupado.

Em 1º lugar não é invasão de privacidade se você deixa tudo público e em 2º lugar você tem todo o direito de postar o que bem entender nas redes, mas vale lembrar que a empresa também tem o direito de não contratar alguém que ela julgue ter um comportamento inadequado.

Se as atividades que você faz na sua vida pessoal não combinam com a empresa pode ser que você tenha se livrado de um emprego infeliz da mesma forma que a empresa se livrou de um empregado inadequado. Você faz coisas ousadas? Vai encontrar um lugar ousado para trabalhar. O problema é se você faz coisas que nenhuma empresa aceitaria, nessa hora você está se comprometendo de uma maneira geral e é preciso tomar cuidado com o que você compartilha.

Vale a pena ler o artigo completo e refletir sobre o conteúdo que você tem publicado nas redes sociais: Jogue o currículo fora, ele não serve para mais nada

Conar X Posts Pagos

Publicidade em redes sociais sempre foi tratada de forma meio marginal, era visto como terra de ninguém apesar de muitas iniciativas e discussões terem buscado profissionalizar e definir limites éticos para essa publicidade.

A entrada do CONAR no jogo na ação Perdi meu amor na balada é apenas o 1º round e uma luta que não tem prazo pra acabar.  Hoje surgiu outra notícia envolvendo blogs Conar vai investigar post pago em ação da Sephora em blogs de moda e eu preciso dizer que fico muito feliz com o início da intervenção do CONAR.

O que o CONAR faz não é censurar, confundimos muitas vezes liberdade com libertinagem, se não permitimos que o CONAR julgue também as campanhas em mídias sociais estamos abrindo precendentes para o que já aconteceu em outros países, com legislações agressivas que vão passar tudo o que você produz em mídias sociais pelo crivo do governo, onde aí sim, acaba rolando censura pra caramba.

O CONAR é feito por publicitários, é uma forma de resolvermos o problema dentro de casa, se nas outras mídias não se pode fazer publicidade sem identificação as mídias sociais tem que aceitar as mesmas regras se querem entrar no jogo. Reclamamos das pequenas verbas mas não queremos aceitar a regulamentação do mercado que pode sim garantir verbas maiores. Assim que os anunciantes enxergarem esse meio de uma forma mais lícita podem se convencer a investir mais pesado.

O que carece de discussão e acredito que só vai ser resolvido se os players de mídia social se envolverem de forma mais próxima com o CONAR é a forma como isso deve ser identificado. Taí um ótimo assunto para ser discutido nos comitês de mídia social da ABRADi e do IAB e levarmos uma proposta para o CONAR. Só se muda o jogo por dentro e se o pessoal quer começar a brincar como gente grande é hora de parar de fazer #mimimi e apresentar propostas.