
Charles Schulz, genial antes da banalização do termo e depressivo à frente de seu tempo.


Charles Schulz, genial antes da banalização do termo e depressivo à frente de seu tempo.


Existe um muro
Cambaleante
Que separa a razão
Da emoção pujante
Que me devora.
Respiro um pouco de loucura
Para entreter o delírio
Que vez ou outra aflora.
Sinto perfume das damas da noite
Que calmamente invadem este quarto.
Ando nesta corda bamba
Fino gélido fio de navalha
Tênue linha entre o
Orgulho e o amor próprio.
Não enxugo essas lágrimas
Que furiosamente molham meus pés.
Não escondo a fraqueza
De sentir-se tão impotente.
Expurgo.
Esquartejo milimetricamente
Essa voracidade do impulso
Do pulso que não abraça meu corpo.
Acorrento e aprisiono
O grito rouco
Que em minha garganta seca.
Salgado
É o gosto desta solitude
Mordaz que vocifera
Seu hálito em minhas narinas.
Balanço
Ainda nesta corda incerta
Ainda neste recorrente sentir.
Fecho os olhos
A alma em carmim
Soluça
Enquanto o coração em brasa
Decanta o desamor.

¹ Mestre Aprendiz – A dica de hoje é o blog da Caroline Araújo, autora desse texto. Fraseamentos, Poemas e rotulações Karmicas. Necessariamente nessa ordem.

Por me aguentar há tanto tempo. Bá, não deve ser fácil.
Valeu, Xuxumba. Principalmente por entender que dia de jogo do Grêmio é dia de ficar em casa.
Amor.
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¹ Tem galo véio aquerenciado em San Pablo pedindo votos. Coparemos mais essa.
² Dica de leitura e de filme: Nada a Declarar.
³ Dica de blog para quem gosta de publicidade: PropagandaMT.