#euvivoaselecao – Novas atividades

Esse sou eu em 2002, no auge dos meus 16 anos. Quilos a mais, espinhas no rosto e mãos calejadas.

Ao lado da minha pescoçuda irmã – ou eu ao lado dela – está Felipão, o Luis Felipe Scolari para os paulistas. Essa foto foi feita na primeira noite de autógrafos do livro “Felipão – A Alma do Penta”, do jornalista Ruy Carlos Ostermann.

O professor Ruy não saiu na foto, mas, assim como Big Phill, deixou a assinatura antes do prefácio.

Estou desenterrando essa foto para divulgar a nova atividade da campanha Eu Vivo A Seleção. Você envia uma foto ao lado de algum profissional que representou a seleção em Mundiais e acumula pontos. O site está recheado de novas maneiras para subir no ranking, como o Twitter Retrô, o Twitter Verde e Amarelo e o Vivo a Seleção no Trabalho.

Participe: www.euvivoaselecao.com.br

O fabuloso mundo do colunista social

Eu não gosto nem um pouco de generalizar. Aliás, eu odeio quem costuma generalizar um termo pejorativo, característica comum ou possível defeito de um grupo de indivíduos. Mas eu preciso dissertar sobre um grupo que tem minha total discriminação e, talvez, um breve e perecível sentimento pena.

O colunista social.

Assim como o diretor de arte é desenhista frustrado, o professor um profissional medroso e comentarista de futebol um perna de pau renegado em peneiras, o colunista social é um sonhador que não deu certo. Observe o cumulo do fracasso existente nessa descrição, “um sonhador que não deu certo”. É falhar até fantasiando.

Essa “profissão”, que tem até um dia em Mato Grosso, é a personalização do “gozar com o pau dos outros”. Ser colunista social é publicar exclusivamente, com orgulho, fotos da última viagem do publicitário com o dinheiro público para Roma, ou quem sabe o batizado da sobrinha da primeira-dama do suplente de secretario de infra-estrutura de Guarantã do Norte. Que possivelmente foi patrocinado com desvio de verba.

Nada, em qualquer momento, um dia vai superar a inutilidade e vergonha alheia existente na tradicional coluna social. Existe uma formula mágica para criá-la, digo isso com a autoridade de quem foi estagiário e precisou escrever uma durante meses. “Badala”, “o bonito casal”, “elegante”, “aproveita” e “o(a) conhecido(a)” são termos e adjetivos imprescindíveis. Como amostra de sua humildade, o colunista social nunca cita seu nome. Ele sempre apresenta-se como “este colunista”. Exemplo: “vai estar comemorando na próxima sexta-feira o seu aniversário com amigos a bonita Clarice Gama. O evento será em Chapada dos Guiamarães. O buffet é assinado por este colunista”. E por aí vai.

Outra característica do colunista social, principalmente o de cidades pequenas, é a mania de grandeza. Alguns fazem o ridículo papel com festas temáticas. E quando não estão contratando atores da TV Globo para comparecem em seus aniversários, surgem em baladas como recepcionista. Agem como se estivessem no Studio 54, com a arrogância de quem estivesse prester a barrar Andy Warhol e Ringo Star.

Contudo, entre todos os vícios que compõem o profissional de colunismo social, há uma peculiaridade que extrapola qualquer discutível falha humana. A burrice. E se tem algo eu odeio é gente burra. O colunista social é o pai dos infelizes que não obtiveram uma mínima conquista na vida. É o ser que vive da estupidez burguesa de fazer não por prazer, mas para os outros invejarem. Ou seja, ele depende da inutilidade humana para manter-se como alicerce desse desserviço à sociedade.

Enquanto existir coluna social nos jornais, nunca faltará forro para a gaiola do seu periquito, tapete para o carro ou embrulho de peixe. Talvez as maiores utilidades encontradas para as páginas de colunismo social após os surgimento desse lifestyle.

Colunistas socias. Obrigado por liparem nossos pés.

Serviço: o QMaT sempre foi um blog que pensou em todos. Inclusive nos colunistas sociais. Como sabemos que a maioria dessa classe não sabe ler, oferecemos abaixo o post em vídeo.

Enganadores que ouvimos – Bruce Springsteen

Alguns cantores surgem no palco com uma placa pendurada no pescoço: olá, sou uma enganação. Bruce Springsteen é um desses. Sujeito mascarado, de calça jeans surrada, patriota e com pinta de bad boy do bem, que canta We Are The World e atende telefonemas de doações a países pobres.

Eu tenho um LP dele, o Born In The USA. Mas não a versão original, com o close na bunda do cantor. Tenho um álbum alternativo, com ele pulando na capa. Um dos maiores manifestos musicais de patriotismo americano, Born In The USA
é o maior sucesso do piegas cantor. A música foi a mais tocada no ano do seu lançamento, em 1984. Até hoje é um tipo de hino americano não oficial.

Na madrugada passada eu assisti Philadelphia (1993), bom filme com Denzel Washington e Tom Hanks. A trilha sonora, Streets of Philadelphia, foi composta por Springsteen exclusivamente para o filme. De quebra, a canção levou o Oscar de melhor trilha sonora e quatro Grammys, incluindo os de Melhor Música de Rock e Música do Ano.

Já hoje de manhã, no caminho até a agência, ouvi na rádio She´s The One. Ouça essa música. Ela vai grudar na sua cabeça até a ressurreição de Tiradentes. A pegada da E Street Band é, como de costume, marcante. A introdução criada pelo tecladista Danny Federici e tocada na gaita por Springsteen é valiosa.

O retorno de Springsteen ao mainstream foi bem por acaso. Mas bem por acaso mesmo. Em setembro de 2001, quando a música Born In The Usa transformou-se em hit para intensificar o americanismo ferido após os ataques terroristas as Torres Gêmeas.

Hoje, bem ou mal, ele segue sendo um enganador. Mas um baita enganador talentoso. Tanto que, em menos de 24 horas, estava na minha coleção de discos, no Corujão e na suposta rádio da TVCA em Cuiabá (99.1 FM).

Bruce Springsteen, um dos top 5 dos enganadores que ouvimos.

¹ West Coast: confira o sorteio da Lista de Desejos da West Coast.

Panini recolhe figurinhas do álbum da Copa do Mundo 2010

A paixão do brasileiro por álbum de figurinhas é algo inexplicável. E quando essa mania está ligada com a maior de todas as paixões do brasileiro comum, o futebol, faz-se um fenômeno. Assim como em 2006, o álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo FIFA trouxe à Internet um novo meme que envolve comentários, trocas e informações sobre a edição deste ano.

A hashtags #albumdacopa ficou no topo do TT Brasil durante dias. Vários jornalistas, blogueiros e fãs do futebol relevaram estar colecionando os cromos. Eu, que já há alguns anos admito ser um fã da prática, estou nessa onda.

Confesso uma pequena decepção com o layout desta edição. A de 2006 era superior, assim como os últimos álbuns do Campeonato Brasileiro. O livro da Copa do Mundo é padrão e contém poucas informações sobre as seleções. As páginas duplas exibem a palavra emblema e equipe em todas as línguas da copa, nada muito criativo. Há espaço para o símbolo da confederação e uma foto de todos os jogadores reunidos.

Como foi citado pela imprensa, o álbum precisou arriscar algumas escalações. É o caso da inclusão de Ronaldinho Gaúcho e André Santos nas páginas brasileiras. Dificilmente esses atletas serão convocados por Dungas, mas mesmo assim acabaram listados na seleção da Panini. Contudo, não foram essas particularidades que impediram o sucesso do álbum durante o mês de lançamento.

Mas uma reviravolta aconteceu essa semana. A Panini recolheu pacotes de cromos de algumas capitais brasileiras. Desde terça-feira é impossível encontrar figurinhas em Cuiabá (MT). O mesmo aconteceu em Porto Alegre segundo o tuiteiro @e001. Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Panini, mas não obtivemos resposta.

UPDATE

Recebi uma resposta do atendimento da editora Panini. Confira:

Senhor Frederico,

Estamos distribuindo normalmente os produtos da copa, mas o que está ocorrendo é uma procura muito grande e com isso ocorre esgotamento em algumas bancas, verifique novamente se consegue localizar.

Atenciosamente,
Fernanda Gimenes.

Parece que o motivo da falta de figurinhas realmente á grande procura. O que me deixa confuso é esse discurso dos donos de banca, de “recolhimento”. Vou pesquisar mais hoje a tarde e trago novas informações.

¹ Contribua: você tem encontrado figurinhas na sua cidade ou também ouviu do jornaleiro que elas foram recolhidas?

A arte de escolher um presente

Escolher um, apenas um, presente para a namorada é simples, eu diria que até fácil. O difícil é agradá-la. Trata-se de um dos grandes desafios encarados ao decorrer da vida. Avise antes o que você vai comprar. Mostre uma foto na Internet, aponte alguém com um parecido na rua, sei lá, faça ela conhecer o presente antes de abri-lo. Surpresa é tão primeiro bimestre de 2010, sabe.

Mais ou menos nesse conceito, mas com defesa infinitamente melhor que a minha, a West Coast resolveu disponibilizar um guarda roupas virtual aos seus clientes. Através de filtros, qualquer pessoa consegue limitar a lista para produtos semelhantes ao seu gosto. Por exemplo, o usuário pode filtrar por “modelos”, “materiais” e “cores” assim como por “famílias” e “linhas”. Facilita muito na hora de escolher o produto desejado. E não errar.

Eu recebi na minha casa uma coleção escolhida pelo pessoal da West Coast. Já fiz minhas escolhas. Agora, para eu ganhar um par de sapatos e você concorrer a outro pelo QMaT, basta acessar o site da campanha, fazer sua lista e divulgar nos comentário. Precisamos de 10 usuários cadastrados para fazer a promoção por aqui.

Acesse o site, faça o cadastro, crie sua lista e publique nos comentários. Ah, claro, indique a lista também. De preferência pra tua guria. Dia dos Namorados está chegando. Vai quebrar um galhão.

UPDATE

Feito! Ultrapassamos a marca de 10 comentários. Mas continue comentando. Participam do sorteio todas as listas divulgadas no post até às 13h de segunda-feira (19.04).

Boa sorte.

UPDATE 2

É hora de conhecermos o vencedor da promoção QMaT|West Coast. Confira o sorteio no vídeo abaixo:

Parabéns, Michael Johnes Silva Pontes. Muito interessante seu nome. É importado e ao mesmo tempo brazuca com um Silva no meio. Coisa fina. Entraremos em contato com você em breve. Obrigado a todos que participaram e até a próxima :-)

Acesse o site.

#Cuiabá291Anos

Não existe local com tantas verdades e fatos indubitáveis como Cuiabá. A cidade, mediante seu derivado – o cuiabano –, apresenta-se para quem quiser conhecê-la com curiosidades bem-relevantes. A começar pelo sotaque. O dialeto do cuiabano, mesmo que visto com certa discriminação por grande parte dos jovens, possui particularidades brilhantes.

O cuiabano, por exemplo, não encosta. O cuiabano trisca. O cuiabano não namora. O cuiabano garra. O cuiabano não vai embora. O cuiabano vaza. O cuiabano não junta. O cuiabano prefere ajojar. O cuiabano não furta. O cuiabano róxa. O cuiabano não observa. O cuiabano expia. O cuiabano não fica cheio. O cuiabano fica até na oreia. O cuiabano não é esnobe. O cuiabano é cordero.

Aliás, cordero não. Há de surgir um povo que melhor receba o visitante que o cuiabano. Talvez embalado pelo seu bairrismo, o cuiabano gera um paradoxo de pavor e paixão sobre sua terra. Adora falar mal do calor, da falta de opção cultural, do trânsito, e do valor cobrado no estacionamento dos shoppings centers. Mas ai de quem sequer ameaçar criticar essas, digamos, particularidades. Principalmente se houver algum tipo de treta regional em jogo. Sim, estou falando de Campo Grande.

Sejamos francos: essa rivalidade com a capital do sul sempre foi bem mixuruca. A vinda da Copa do Mundo de 2014 para Cuiabá foi o que realmente reergueu essa rixa. A partir de 31 de maio último “Chupa essa Manga” virou o xingamento oficial cuiabano. E nosso orgulho de ser cuiabano, como nunca antes, ficou ainda mais evidente.

Rivalidade essa que parece ser comprada por quem vem de outros Estados. Basta pouco tempo para se tornar um deles, os cuiabanos. Povo de agradável convivência, humildade aparente e comprovada, mas com um leve ar exigente e teimoso que irrita – cuiabaninho teimoso style, quem não conhece um? Mas, no final das contas, essa moage é apenas mais um motivo para rir.

Mesmo a cidade expondo, como qualquer outra, seus defeitos, devemos reconhecer que Cuiabá é diferente. E diferente de um modo que jamais saberemos explicar. Não se importe, caso as pessoas não entendam essa afirmativa. Responda-as com um sorriso irônico. Celebre morar em Cuiabá.

E fica frau.

¹ Artigo postado originalmente na edição dessa semana do Circuito MT.

O dia que Lorne Michaels pediu perdão a Elvis Costello

Em 17 de dezembro de 1977 Elvis Costello, no auge da carreira e logo após o lançamento do álbum My Aim Is True, foi apresentado como atração musical do Saturday Night Live. E de última hora, diga-se de passagem. Costello foi chamado para cobrir o buraco pelo Sex Pistols. O grupo inglês cancelou a ida ao programa horas antes do seu início devido problemas com o passaporte de Steve Jones – diz a lenda.

A oportunidade foi bem recebida por Costello e pelos empresários. A idéia da gravadora era, na maior audiência da televisão americana, fazer estourar o hit “Less Than Zero” nas rádios. Logo, a ordem da gravadora era tocar essa canção. Além dessa jogada publicitária, havia uma certa preocupação da gravadora e do produtor do SNL, Lorne Michaels, em relação a canção “Rádio, Rádio”. Essa música era uma declarada e explicita crítica aos meios midiáticos. Nada bom para a gravadora, Michael e, claro, a NBC.

Elvis Costello, até o início do show, parecia estar de acordo com as ordens. A banda chegou a tocar os primeiro acordes de “Less Than Zero”. A segunda estrofe se aproximava quando o cantor interrompeu a sua banda Attractions. Mais do que isso, Costello disse que a audiência não merecia ouvir aquela música e mandou a banda tocar “Rádio, Rádio”.

Enfurecido, Lorne Michaels tirou o programa do ar e decidiu que Elvis Costello nunca mais tocaria no SNL.

Em 1999, no aniversário de 25 anos do programa, Lorne Michaels decidiu corrigir a bobagem do passado. Como era de se imaginar, o pedido de perdão veio em grande estilo. Egocêntrico assumido, Michael sugeriu que Costello interrompesse o novo show – mas de um terceiro. A vítima foi nada menos que os Beastie Boys.

Observe que Costello age da mesma maneira que em 77, ordenando a interrupção da banda e anunciando o que a platéia realmente merecia ouvir.

¹ Imagens: o vídeo de 1977 não existe no Youtube. Mas você pode conferi-lo nesse link ou no DVD 25 Anos de Música SNL – Disco 1.

Eu Vivo a Seleção

É agora, há pouco mais de 70 dias do Mundial da África do Sul, que você vê mais longe as chances de testemunhar o hexa in loco. Não é barato ir até outro continente e ingressos para os jogos são disputadíssimos. Logo, ir ao Mundial depende de um longo planejamento e economia – pelo menos para a maioria da população brasileira.

Né?

É.

Mas e se você pudesse ir ao Mundial dependendo apenas da sua criatividade e persistência? É isso que a campanha Eu Vivo a Seleção propõe. São quatro formas de concorrer viagens a África do Sul. Vamos conhecê-las:

Eu não tira a camisa da Seleção nem para… caçar dinossauros? Limpar a piscina? Jogar Curling? Seja criativo e tuit a tag #camisavivo com o seu complemento. Você soma pontos a cada tuitada. Se sua frase for retuites e selecionada entre as melhores você ganha ainda mais pontos.

Você que, assim como eu, adora dar pitacos futibolísticos no Twitter, junte o útil com o agradável. Faça comentários sobre a seleção do Dunga com a tag #comente. Dica: excelente atividade para ganhar pontos com retuites ;-)

É hora de pesquisar nos “Meus Documento” aquela foto que demonstra todo o seu orgulho pela seleção. Melhor ainda se você estiver reunido com os amigos. Tuite a foto e peça para ela ser retuitada, isso vai somar mais pontos para seu login. Revire o baú e mostre a foto para seus seguidores por meio da tag #orgulhopic.

Faça como Neymar e sua turma. Dance, rapaz. Dance e filme para nós. Comemore seu gol com uma dancinha style, poste no Youtube e tuite o link com tag #dancinha. Dica: lembre-se que os principais virais são altamente ridículos e engraçados. Logo, não seja tímido na hora da sua dancinha. Faça algo chamativo para que tenha potencial de ser retuitado.

Antes de se esbaldar em todas essas atividades você personaliza seu avatar. O mais legal é que existem dezenas de opções de assessórios para o seu personagem, como chapéus, cornetas e jaquetas. Você pode comprá-los através de moedas virtuais conquistadas.

Ah, os prêmio. Dá uma olhada:

Para ficar mais próximo desses prêmios basta participar das atividades. Quantos mais pontos, mais chances você tem ganhar. Lembrando que o autor do avatar mais irado também ganha pontos semanalmente.

Olha eu aí:

Agora é acessar o site, palpitar, fotografar, criar e, claro, torcer para ganhar um dos prêmio ou a incrível viagem ao Mundial da África :-)

Acesse o site e boa sorte!