O Grêmio vai entregar o jogo

Nós, os gaúchos, somos bairristas. E por nos identificarmos com esse título fazemos questão de ressaltar que tudo o que é oriundo do Rio Grande do Sul é o maior, melhor ou mais espetacular do Brasil. Em alguns casos, do mundo. Como o clássico Gre-Nal.

Todos nós sabemos, gaúchos ou imperfeitos, que o Gre-Nal é o maior clássico desde a invenção do esporte. Nem URSS x EUA, Palestina x Isarel ou McDonalds x Burguer King conseguem travar disputas mais tensas que o confronto entre Grêmio e Internacional.

Essa semana, a última do Campeonato Brasileiro, é antologicamente dramática e irônica. A idolatrada formula de pontos corridos colocou o Grêmio, time sem qualquer ideal nos últimos jogos, como protagonista da competição. É o Grêmio único time que pode impedir o hexa do Flamengo. Mas, para os gremistas, o importante não é isso. O importante é que ele tem o Internacional nas mãos.

Grêmio vai entregar o jogo. Isso é obvio. Mais do que obvio, isso é o certo a ser feito. O presidente do Grêmio, Duda Kroeff, vai entrar para a história de qualquer maneira: evitando o tetra campeonato do rival ou dando-lhe um título nacional no ano do seu centenário. Para o bem de seu clube, torcida e, principalmente, integridade de seus atletas, a primeira opção parece mais adequada.

Quando digo integridade física não é somente para criar um apelo mais dramático ao fato. Não imagino os jogadores do Grêmio, após uma utópica vitória sobre o Flamengo no domingo, saindo do aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre (RS) sem a escolta na brigada militar. O Grêmio dar o título ao Internacional criaria uma comoção sem procedentes em Porto Alegre (RS) e mancharia, para sempre, a historia de rivalidades da dupla.

O presidente Kroeff deve seguir o instinto nesse momento e ordenar a escalação de uma equipe reserva, talvez mista. O título do Flamengo é totalmente justo, trata-se de time que melhor se reforçou durante o campeonato. E não será por isso que o Internacional vai perder a taça, já que eles desperdiçaram pontos importantes em casa para Botafogo, Vitoria e Cruzeiro.

Domingo o Grêmio vai perder – com ou sem titulares. O Flamengo será campeão.

E eu, enfim, vou comemorar algo esse ano.

¹ Internacional x São Paulo: em 2008 o Inter entrou com reservas e o São Paulo assumiu a liderança. Um dia da caça…

² Blogsfera Minas: eu estava lá.

³ FastCast #006: No ar!

A Glorious Bastard

Se tem uma coisa que pessoas inteligentes conseguem aprender logo cedo, é que os defeitos geralmente não vem pendurados em plaquinhas visíveis. Os canalhas, por exemplo, não vem selados e autenticados como tais. O conhecimento da causa vem, até mesmo, da infância. Se fosse tão simples, o Lobo Mau não fingiria de vovozinha. Atacaria como Mau, logo de cara. O Fred, no caso, vem a ser deste tipo. Não trato do tipo “pessoas inteligentes”. Esse, qualquer um que já leu mais de uma página do blog saberia falar. Eu falo do tipo canalha, mesmo.

Em uma definção um pouco mais precisa, o canalha é a pessoa vil, o velhaco, o tratante. No inglês é um dos piores xingamentos da língua: bastard. Popularmente, a gente solta o adjetivo praqueles que, simplesmente, não prestam. O canalha em questão não vem nos textos bonitos, nas frases de efeito ou nas pitadas de humor. Talvez, esses sejam os artifícios perfeitos para a tal canalhice não exposta. A de alguém que prefere esconder as cartas, e ganhar o jogo justamente ao te fazer pensar que tudo está lindo.

No fundo, ele não passa de um medroso. Que treme da cabeça aos pés pensando que no próximo segundo você, leitor, ou a pessoa do lado, vai perceber que tudo é uma grande farsa. E é preferivel que eu, que vocês não conhecem, venha aqui contar desta parte. Todo medroso tem, também, o medo de fazer ele próprio o trabalho sujo. Além de que, se ele o fizesse, seria assumidamente canalha. Mas aí já me adianto.

Entramos na parte do cinismo. Aquela complacência sem fim de alguém que prefere fingir que não percebe, que não se afeta, que não dói, que não quer. Que deixa as próprias oportunidades passarem, para não dar o braço a torcer ou para não deixar que a parte medrosa sobressaia. Esse mesmo cinismo de quem sabe dos riscos de seus atos, mas que olha aos outros como quem não faria mal a uma mosca. Em último caso, se tiver demais pra ele, brota um texto legal e todo mundo fica satisfeito.

E antes que você já pule a parte restante e vá logo aos comentários reclamar que digo coisas sem sentido, afirmo que conheço a figura, sim. Bem o suficiente, e mais do que muitos. Então digo com autoridade também das mentiras, que ele pode disfarçar com o medo ou fingindo que foi “sem intenção”. Mas, mesmo que não sejam constantes, elas não deixam de ser mentiras e não deixam de iludir. E ele mente com a naturalidade de um agente duplo e, talvez acreditando mesmo que esteja salvando um reino, com o que pode ser apenas farsa.

Mas o problema é que no nosso mundo só se vê calma em quem não briga, só se enxerga segurança invés do medo, é conveniente a simpatia. Por que descobrir mentiras, ou encarar verdades, pode ser doloroso de todo lado. E assim por fim, terminamos todos nós com a mesma cara de encanto sobre o Fred. E, aí, você se lembra porque as fábulas, como a que consta o Lobo Mau citado mais acima, são apenas fábulas. Principalmente no nosso mundo, já sem tantas estórias. Onde mocinhos e vilões são personagens de um novo filme de ação, de uma novela ou série.

E calma! Se mesmo agora você ainda acha a coisa toda muito impune, saiba que Fred Fagundes é canalha suficiente para, mesmo nos deixando simpatizados, acabar magoando alguém. Mesmo que seja, repetida e continuamente, Fred Fagundes.

E não deixa, assim, mesmo com as muitas glórias, de ser um canalha.

Ps. Texto que inaugura a série: “depoimentos de ex-namoradas”. Contribua pelo e-mail fagundes.fred@gmail.com

¹ Nenhum homem poderá ser considerado completamente feliz se já não tiver sido chamado de canalha nenhuma vez por uma incauta.

Brasilis Kool está no Brasil

O Brasil, terra de belezas inigualáveis e atrativos exclusivos, é o país de 2009. Nosso futebol está em espetacular fase, Adriana Lima é uma das tops mais bem pagas da atualidade, Fernando Meireles um dos mais promissores cineastas da década e, vejam vocês, nosso presidente is this modafoca man.

Essa vitrine faz com que o país do futuro, mais do que em outros tempos, torne-se o roteiro preferido dos turistas europeus, asiáticos, africanos e até da gente bonita do Polo Norte. Sabendo disso, a Icë TV, rede líder daquele lugar, apresenta o Brasilis Kool – o programa perfeito para quem deseja conhecer o Brasil.

Seu apresentador, um simpático rapaz que nega qualquer parentesco com a Priscila da TV Colosso, esteve recentemente no Brasil. Ele registrou momentos inesquecíveis e coletou valiosas dicas de como se dar bem por aqui. Na sua página oficial do Flick há dezenas de fotos em cidades como Porto Seguro (BA), Curitiba (PR) e Manaus (AM).

Além disso, para deixar seus fãs e espectador informados, o Poodlezão criou um
Twitter bastante completo sobre o Brasil. Informações divinas, como, por exemplo, “O Rio Tietê não é próprio para nadar. Parece que a água é bem fria”. Nesse canal ele também passa suas visão, como a bela observação: “A arte circense é muito pouco reconhecida no Brasil. Todos os acrobatas pedem dinheiro nos faróis”.


Nativas curtem o efeito da chegada de Mentos em Cuiabá (MT). Sério.

A produção do Brasilis Kool está no Brasil coletando imagens e informações para o programa. Alguns episódios já estão no ar, como aquele sobre o Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA). Contudo, destaco as belas palavras do travel journalist sobre São Paulo (SP).

Senti uma enorme identificação do rapaz com a terra da garoa. E não é por ser um cara frio.

O hotsite reúne todas essas informações sobre a visita da equipe do Polo Norte ao Brasil. Inclusive, com um belo depoimento do apresentador sobre sua paixão pela lambada, um dos principais motivos por essa visita.

É o Brasil exportando o que tem de melhor. Obrigado, Beto Barbosa, Luis Caldas e adjacentes.

¹ Leitura obrigatória: Treta.

² Dica: o melhor do Poker.

³ Futebol: conhece o último título do Botafogo?

West Coast LifeStyle paga a sua festa

Uma festa bancada pela sua marca favorita; melhores amigos; decoração com seu LifeStyle e, acredite, a noite mais espetacular da sua vida. A West Coast inicia hoje o concurso cultural que vai presentear o leitor mais criativo – e sortudo – de seus blogs.

Para participar e concorrer a uma baita festa patrocinada pela West Coast basta você mandar uma foto que responda a pergunta: “Qual é seu West Coast LifeStyle?”. A imagem deve ser enquadrar exatamente no seu estilo: boleiro, comediante ou geek.

Observe minha reação ao saber que não poderia participar:

Mas você pode :-)

O título do e-mail (wcoastlifestyle@gmail.com) deve estar no seguinte padrão: “Concurso cultural West Coast LifeStyle – (o LifeStyle de sua foto: Humor, Esporte ou Tecnologia)”. Já no corpo do e-mail lembre-se de redigir um texto de, no máximo, 130 caracteres sobre a foto. Além disso, envie-nos seus dados pessoais, como nome, endereço, cidade, estado, telefone, e-mail, data de nascimento e CPF.

Cada participante poderá enviar quantas fotografias desejar, porém só estará concorrendo durante a semana correspondente ao envio da fotografia. Caso o participante não seja selecionado na primeira semana e queira continuar participante na semana seguinte, deverá, necessariamente, enviar outro e-mail com os dados indicados acima.

Você tem três chances para ganhar. Os vencedores serão divulgados nos dias 22.11, 29.11 e 06.12, sempre às 18h.

E quem será o responsável por escolher as fotos? Os rostinhos bonitos que escrevem nos blogs da West Coast.

Agora, pau na máquina. Mande sua foto e boa sorte!

Fat Boy Slim no Melô do Papel

Dica de um amigo meu. Não a banda, mas um dos integrantes dela. Lá no final.

Apesar a melodia pop e assustadoramente contagiante, o grupo inglês Housemartins parecia ter hora para acabar. A letra amarga não era nem um pouco comercial, fazendo com que o grupo virasse alternativa em pouquíssimo tempo. Acusados de copia do Smiths, o Housemartins invadiu o Brasil em 1989 com Build.

Ou simplesmente: Melô do Papel.

Essa música tocou nas mais populares rádios e bares brasileiros no início da década passada. Foi tema, claro, de novela: Bebê a Bordo. A banda da cidade de Hull fez um surpreendente sucesso na America Latina, tendo executado turnês em quase todos os países entre 1991 e 1994.

O rótulo de banda de um único sucesso fez com que o Housemartins tivesse algumas boas canções esquecidas. O lado B do grupo traz Sheep, Caravan Of Love e Think for a Minute, músicas não tão populares como Build, mas de bom arranjo e um conceito que faz você querer cortas os pulsos no final.

Ótimo isso.

Agora, aquela dica. Manja o guitarrista da banda? Aquele magrinho? Nada menos que Norman Cook, o Fat Boy Slim, um dos DJ´s mais valorizados da atualidade. O inglês deixou a guitarra e partiu às picapes. E, convenhamos, fez bem.

Conclusão: nem mesmo o assim chamado Deus da música eletrônica de vanguarda resistiu. Fat Boy Slim, até ele, divulgou e já curtiu o Melô do Papel.

Aliás, quem não curte?

Juiz proíbe blogs de opinar sobre José Riva

De acordo com o juiz da 13ª Vara Civil de Cuiabá, Pedro Sakamoto, nenhum blogueiro pode emitir opiniões pessoais contra José Geraldo Riva.

Eu só gostaria de lembrar da saudosa Sereia Publicidade e Eventos, empresa fantasma de Riva que resultou num processo por ação de improbidade administrativa e determinou o ressarcimento aos cofres públicos de R$ 2,6 milhões – nunca pagos. Não bastasse, o promotor Célio Fúrio afirmou na época que a movimentação financeira envolveu a Assembléia Legislativa e a Confiança Factoring Fomento Mercantil, de propriedade do grupo de João Arcanjo Ribeiro.

No mais, Riva é a prova de que nem todo careca é gente boa.

Posso citar as 11 páginas de processos contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso ou seria deselegante de minha parte?

AI-5, estamos aí.

Blog: Prosa e Política

Ela será sua

Somente uma. Quando a escolha bate na sua cruel realidade de gostar de tudo um pouco – ou de pouco um tudo -, parafusos soltam na cabeça, a mente voa e a única coisa que você deseja é, bah, escolher só uma. Mas, só uma?

Isso. E, por se tratar de arte, a escolha fica ainda mais complexa. Eu, conhecido por torturar-me com listas pessoais sobre gostos, tipos, formatos e estilos tendenciosos, decido fazer-me um pouco mal. Coisa que não fazia a tempo, mas escondo gostar quando é mal planejado e sem um passado positivo.

Mas imagine você ter que decidir por uma. Ou melhor, por Ela. Qual música você dedicaria? Apenas uma, sem qualquer ônus ou tentativa de argumento. Uma música, uma mulher e apenas uma meta. A de sempre quando nos referimos a qualquer incauta, seja você um incorrigível libertino ou canalha completo.

Ostentar o papel principal numa trama, dramática ou não, de paixão. Assim, a responsabilidade parece aumentar e sua indecisão torna-se emblemática. Resulta naquela expressão de calma que somente o desespero nos causa. E, envolvido numa paixão mal resolvida, nessas que a gente tem ciúmes, o correto e mais seguro ato é ser imprevisível.

Ninguém dirá que será o certo. O homem jamais terá, para ele, a pachorra de admitir que existem fatos e acontecimento simplesmente inexplicáveis – como o imprevisto que funciona. Uma dessas atitudes é o movimento de surpreender. A ação de buscar o que parece perdido já é por si um tiro no escuro, a utilização de um meio ou forma alternativa e pouco popular pode levar à morte súbita.

Ímpar, ou não, a certeza do erro é um medo que antecede o acerto. O ser diferente tem a vantagem de algo que defendo há anos: a fuga de estereótipos. Não trato de um perfil revoltado ou apenas diferente por ser, mas da angustia de ser igual a uma sociedade hipócrita e de tantas pessoas iguais. Assim, na hora da escolha, dane-se o que pensem.

Respeite o que você construiu e, entre noites mal dormidas e sonhos acordados, alimentou.

Arrisque sua música. É a melhor maneira de expressar o que você sentiu um dia, sente ou está prestes a sentir. Para cada momento existe uma. Ache-a. Compartilhe-a. Ela só saberá se ouvi-la.

E se for para ser sua, ela será.

¹ Dica: Concurso cultural West Coast LifeStyle

² Papo de Buteco: É hoje

³ FastCast #004: No ar!

Quem Pensa Faz Web

Mais um post da série:

“Seeding de amigo meu é meio caminho andado”

Internet, redes sociais, comunicação digital, são sem dúvida são os novos desafios da comunicação como um todo. Mas o que a Unisinos quer, é explicar por que. Se, nos últimos tempos, o jeito de fazer comunicação mudou, o atual cenário da web 2.0 apresenta novos mercados e novas profissões. A regra é explorar, experimentar e implementar. No hotsite do curso de Comunicação Digital da Unisinos você encontra cases de sucesso para você conhecer melhor as amplas possibilidades da Comunicação Digital.

Saiba como muita gente grande fez história na internet:

O site oficial do Quem Pensa Faz Web disponibiliza um game que descobre “qual profissional da comunicação digital você seria”. Eu, claro, fiz o teste. E, aparentemente, ele acertou na mosca.

Outro destaque do hotsite é uma página com números atualizados do mercado de trabalho. Há informações relevantes, como, por exemplo, a previsão do Interact Advertise Bureau Brasil de que o segmento Internet abocanhe quase R$ 1 bilhão de toda verba publicitária do mercado brasileiro em 2009. Sacou?

Conheça o site, veja as vantagens do curso e irrite-se com o flash. Talvez você, perdido na vida, encontre a oportunidade da sua vida nessa história de comunicação digital. É tri fácil, vai por mim.

Seeding de hoje é um oferecimento: Nathy Grün, ainda com trema.

¹ Futebol: Caiu Paulo Autuori

² Encontro: #TwitteirosdecbaParty

³ Dica: Caixa Pretta

10 manchetes de amanhã sobre a Geysi da Uniban

1. Geysi da Uniban é convidada para fazer filme pornô

2. Geisy da Uniban pode ser surpresa no reality show A Fazenda

3. Geisy da Uniban compra vestido de 140 caracteres e posta foto no Twitter

4. Geisy da Uniban sobre fotos com Ronaldo: “somos velhos amigos”

5. Geisy da Uniban ataca de DJ em boate carioca

6. Geisy da Uniban será homenageada com personagem na próxima novela de Gloria Perez.

7. Geisy da Uniban é filha de José Mayer

8. Geisy da Uniban diz ser contra post patrocinado

9. Geisy da Uniban é destaque na segunda edição do Porto Cai na Rede

10. Geisy da Uniban diz que viu falta de Obina no lance do gol

¹ Bobagento: Zé Mayer style

² PdH: Quem salva a Playboy?

³ Promoção: Android

Pitacos sobre a Semana Nacional de Criação

Foi encerrada nesse final de semana, em Cuiabá (MT), a primeira Semana Nacional de Criação. O evento organizado pelo Papo Criativo reuniu quatro renomados profissionais para tratar se suas respectivas áreas: Daniela Meirelles (branding); José Carlos Veronezzi (Mídia); Ana Castelo Branco (Criação) e Nino Carvalho (Estratégias Sociais e Marketing Digital).

A abertura contou, excepcionalmente, com um debate regional. Afro Stefanini II (Genius Publicidade) abriu os trabalhos falando sobre criatividade na publicidade. Depois foi a vez de João Paulo David e Glauber Gomide (Invent) contarem a experiência da dupla de criação mais experiente do estado. Matheus Moraes (Webcomtexto) defendeu, com argumentos, uma fatia maior para a publicidade digital. E eu, representando a FCS Bem Pensado, falei sobre planejamento em campanha em mídias sociais e monetização em blogs.

A organização da #snpc09 foi impecável. Realizado no surpreendente auditório do Cuiabá Lar Shopping, o evento contou com um live-tweet (cortesia Webcomtexto) e show de encerramento. Passado isso, é hora de fazermos um apanhado geral do que aprendemos com o pioneiro evento.

E, principalmente, com seus participantes.

1. Apertem os cintos! A diretoria sumiu.

Era possível contar nos dedos – de uma mão – os proprietários e gestores de agência que participaram do evento. Figuras carimbas de eventos mais glamourosos, como lançamentos de revistas, emissoras de TV e palestras de Washington Olivetto, a patronagem dispensou o aprendizado e a troca de experiência.

2. Tem Gente Pensando Que Mato Grosso É Assim…

Ninguém esperava um profissional de São Paulo ou Rio de Janeiro soubesse tudo sobre a publicidade de Mato Grosso. Porém, um leve estudo sobre o Estado, nossa cultura de propaganda e realidade econômica não é pedir demais. Para alguns, parecia ser. Daniela Meirelles questionou se a platéia sabia o que era uma Lan-House. E ainda deu uma explicação detalhada sobre, segundo ela, “uma incrível ferramenta que você liga para qualquer lugar do mundo sem gastar telefone”. Era o Skype.

Faltou sensibilidade.

3. Os acadêmicos também sumiram.

Se faltaram donos de agência, o mesmo aconteceu com os estudantes de comunicação. Pouquíssimos dos participantes não eram profissionais da área. Quem – tanto quanto quem trabalha com isso – precisa se acostumar com a linguagem, realidade e rotina da propaganda não se interessou pelo evento. Perderam uma excelente oportunidade.

4. Mídias Sociais e Marketing Digital: muitos palpites.

Tirando o Nino Carvalho, especialista no assunto que veio para falar sobre isso mesmo, os outros palestrantes pouco acrescentaram sobre publicidade digital. Comentários vazios, perdidos e, algumas vezes, até mesmo vexatórios. Cito isso para mostrar o quanto essa área ainda está engatinhando. Qualquer picareta engana de “especialista em mídias sociais”. É preciso estar de olhos abertos justamente para não cair num papo desses.

5. Chega de culpar a agência.

É uma desculpa antiga para o mercado pequeno: “o cliente não quer sair do convencional e a minha agencia não investe em novas mídias”. Esse papo constantemente vinha à tona entre os bate papos e perguntas aos palestrantes. Isso é bobagem. O grande empecilho para aprovação de uma ação alternativa em Mato Grosso sempre foi a falta de argumentos da agência. Quando é bem defendido, acredite, não há quem negue.

A realização da Semana Nacional de Criação do Papo Criativo é absolutamente relevante. A vinda desses profissionais para Mato Grosso e a troca de in rmações e experiências valoriza – e muito – nossos publicitários e mercado. A hora é de por em prática o que foi comentado e absorvido nas palestras e apresentações.

Material humano e clientes com potencial nos temos. O que falta? Parar de reclamar, não desanimar com uma negativa e agir seria um belo começo.

¹ Podcast: Digo, Fastcast.

² Enade: Questão sobre Blog Corporativo.

³ Voltou: Parabéns, Vasco!