Porto Cai na Rede

A melhor praia do Brasil segundo a publicação Viagem e Turismo. Litoral nordestino mais visado pelos brasileiros e detentor de fama Internacional. Muitos quilômetros de areia branca, coqueiros e águas transparentes. Ótima localização e freqüentada por belíssimas mulheres de trajes minúsculos.

É claro que estamos falando dele: o cerrado mato-grossense.

Mentira.

O paraíso fica em Porto de Galinhas:

De 17 a 20 de setembro quatro dezenas de blogueiros vão habitar esse pedaço de terra. O choque de visual é obra do Porto Cai na Rede, ação que pretende divulgar todas as belezas de Porto de Galinhas nas redes sociais. Nomes de peso foram confirmados, como Alexandre Inagaki, Lu Monte, Marcelo Nhock Oliveira, Ivo Neuman, Carlos Cardoso e Dani Koetz.

Imaginou barrigas brancas na praia e o lombo vermelho no final da tarde? É, né? Eu também.

Pois, acredite. Além do Inagaki honrando seus ancestrais no pingue pongue, a Lu twittando do Banana Boat, o Nhock mateando na praia, o Ivo fazendo passos de psy com o Cardoso e a Dani explicando para os nativos o que é uma bergamota, teremos isso.

Nada mais do que isso.

Delicie-se. Agora pule para o parágrafo seguinte.

Farei esse tremendo sacrifício de integrar a tropa e participar do Porto Cai na Rede. Um horror.

Mas melhor parte vem agora: meu chefe está de férias, viajando. Já a segunda melhor parte é: cinco leitores poderão participar do evento. Basta seguir o perfil @portocainarede e ficar bem atento às atualização do blog Porto Cai na Rede.

Cinco vagas serão distribuídas com passagem, hospedagem, filtro solar e tudo o que você precisa para curtir os inesquecíveis dias em Porto de Galinhas.

Participe, vacilão. Te pago uma cerveja lá.

¹ Participantes: quem mais vai?

² Atividades: vai rolar um futebol.

³ Lembre-se: siga esse Twitter.

The Final Coutdown

Não deu nem para se adaptar ao fuso horário de Catalão (GO). Pouco menos de 18 horas na cidade já estou de volta a filiar do inferno na terra: Cuiabá (MT).

A palestra foi bem interessante. Público um pouco tímido, mas absurdamente concentrado. Valeu também por conhecer o jovem Vilson Vieira, talentoso DJ que faz duas latas de óleo se transformarem conjuntos de lápis de cor através de algoritmos e drogas sintéticas.

E, mantendo a rotina, a música de quarta chega na quinta – dessa vez por motivos plausíveis, pelo menos. O som de hoje é The Final Coutdown, do Europe.

A canção é o carro chefe do terceiro álbum – homônimo – dessa banda sueca símbolo do expoente hard rock oitentista. Com um piano elétrico marcante, The Final Coutdown foi composta em 1982 pelo vocalista Joey Tempest. Anos depois, numa entrevista a revista Playboy, Tempest admitiu ter se inspirado em Space Oddity de David Bowie para compor o clássico.

O pessoal das antigas vai lembrar: um comercial da Força Aérea Brasileira usava essa trilha. Tudo a ver, não?

A Billboard indicou The Final Coutdown como Top 10 das Hot 100 da publicação. Além disso, em 1986, a música ficou em primeiro lugar nas paradas em 26 países. Talvez seja, depois de We Are The Champions do Queen, a música mais tocada em arenas esportivas e premiações.

É sonzera sim, modafóca.

¹ Dica: shhh.

As tentativas de craque da dupla Grenal

Em épocas de orçamentos reduzidos e atletas de salários altos migrando para a Europa, a saída dos clubes brasileiros tem sido investir nos jovens talentos das categorias de base. Porém, a forte pressão exercida sob os atletas faz com que, muitas vezes, qualquer jogador mais ou menos vire um futuro/talvez/quemsabe/próximo craque. É o preço da camisa.

A dupla Grêmio e Internacional colecionou nas últimas décadas um interessante grupo de promessas fracassadas. Vamos relembrar algumas – ou pelo menos tentar.

No Grêmio, depois de 1998, qualquer atleta de característica ofensiva que despontava era tratado como “novo Ronaldinho”. Sete anos se passaram até o surgimento de Anderson, o único formado na Azenha que realmente vingou no time principal e na Europa. Antes dele, tivemos casos bem interessantes.

Bruno

Surgiu em meados de 2003, quando Tite ainda treinava o Grêmio (aliás, esse é mestre em revelar nabas). Comparado com – claro – Ronaldinho, ganhou o apelido de Bruno Soneca. Sumia em campo. Foi logo negociado com o futebol japonês. Jogou ainda no Esportivo (RS) e Cruzeiro (MG).

Claudio Pitbull

Mais uma cria de Tite. Ganhou elogios pelo porte robusto, mas sempre foi criticado por estar acima do peso. Tinha lampejos de craque, como num jogo contra o São Paulo que ele fez um golaço de cobertura em Rogério Ceni. Jamais se firmou, preferiu a noite do que o campo. Jogou ainda no Juventude (RS), Porto, e Santos Fluminense. Encontra-se no Vitoria de Setúbal.

Tem um site espetacular. Logo de cara, aparece carregando um bloco de neve. Jamais vou entender.

Elton

Ah, o Elton.

Era o reserva de luxo do Luciano Ratinho (!). Fez parte da trágica campanha que rebaixou o Grêmio em 2004. Canhoto, foi coringa de todos os treinadores do Grêmio naquele ano. Jogou de lateral, volante, meia e atacante. Jogou é bondade. Foi escalado. Recebeu elogios pela canhota precisa. Treinava que era uma maravilha.

A última vez que vi o Elton foi no Álbum do Campeonato Brasileiro 2008. Ele estava no Atlético MG. Jogou ainda no Santos e no Figueirense. Não faço idéia onde foi parar.

Anderson Pico

“É o novo Roberto Carlos”, disse uma vez o comentarista da Rádio Gaúcha e Zero Hora Wianey Carlet. Foi revelado por Mano Menezes, entrou na esquerda, jogou no meio e destacou-se por uma característica, no mínimo, estranha: o arremesso lateral. Tinha um baita lateral o Anderson Pico. Colocava a bola na pequena área, na cabeça do atacante, parecia que era com a mão.

Bom, era com a mão.

Mas Pico tinha um problema. Digo, dois: displicência e balança. Toda reapresentação era assustadora. Pico parecia um auxiliar de massagista, ropeiro, menos atleta. Mano tinha uma rusga com o posicionamento tático de Pico. Era displicente na marcação. Foi-se o novo Roberto Carlos.

Também está desaparecido.

No lado vermelho de Porto Alegre a história não é tão diferente. Surge um volante: “é o novo Falcão” esbravejam os jornais. Uma leva de revelação foi sacrificada nos nebulosos anos 90. A atual década, onde o Internacional crava como um dos times brasileiros que mais venceu, também teve seus vexames.

Claiton

Eis o cara que mais estraga comemorações no futebol mundial. O meia Claiton, pode observar, é o primeiro a abraçar o autor dos gols. O cara marca, sai correndo para fazer aquela comemoração que ele planeja há quatro meses e surge Claiton. Pulando, abraçando, vibrando, batendo no peito e tudo. É por isso que você sabe quem é Claiton: ele sempre aparecia no Globo Esporte comemorando.

O meia foi campeão da Taça São Paulo com o zagueiro Lucio. Logo foi indicado para o time profissional, onde foi absolutamente massacrado pela torcida. Foi emprestado para Vitoria, Santos, Bahia, Servette (Suiça) e voltou em 2002. “Era agora”, diziam os dirigente. Não foi. Claiton fez mais um belo tour de clubes até estacionar no Atlético Paranaense, onde está lesionado.

Fabio Pinto

“Trata-se de o maior atacante surgido no Rio Grande do Sul depois de Claudiomiro”. Assim Fabio Pinto foi apresentado por Zé Mario, então técnico do Internacional, quando apareceu no banco de reservas do Inter em agosto de 2000. Não se sabe ainda de qual Claudiomiro Zé Mario estava falando, mas com certeza não era o do Inter no final dos anos 70.

Contudo, Fabio Pinto tinha um certo respeito. Considerado o melhor jogador do mundial Sub 20 em 2000 – superando Ronaldinho -, Pinto entrava bem, para o delírio da torcida colorada. A má fase do clube na época o prejudicou e fez com que o Claudiomiro do século VXI não vingasse.

Dia desses vi ele jogando no Guarani. Mas lembro ainda do Fabio Pinto no São Caetano, no Cruzeiro e no Grêmio. Ou seja,identificação zero com qualquer clube.

Diego e Diogo

Quando Ronaldinho surgiu no Grêmio, colorados dos quatro cantos desdenharam o craque rival. Era nos gêmeos Diego e Diogo que morava a esperança de um novo Inter. Mesmo com todo o sucesso nas categorias de base e com passagens por seleções sub-20, Diego e Diogo não conseguiram se firmar no time principal do Inter.

Era um eterno “agora vai” quando eles entravam e campo. Sempre faltava algo. Na verdade, faltou bola de ambos. Diego jogou ainda no Santos, Sport e Figueirense. Diogo foi para China jogar no Guangzhou. Em março, Diego chegou para formar, de novo, dupla com o irmão.

E lá eles tocam a vida.

Os nomes da vez são: Douglas Costas e Giuliano. Esse, um pouco acima de Douglas. Bem nos jogos, Giuliano tomou para si a responsabilidade de substituir D’alessandro, algo que Taison não fez.

Já Douglas Costas, bom, é uma incógnita. É o jogador mais caro do elenco do Grêmio sem nunca ter jogado. Como os exemplos acima, tem somente raros momentos de craque. Diferenciados, Douglas Costas e Giuliano são. Agora, é preciso um estalo maior de genialidade.

Falta o que? Oportunidade? Sequencia? Confiança?

Eu digo o que falta, senhores. Falta responsabilidade. Falta pegar a bola e colocar na cabeça a importância que um ídolo formado no clube tem para a torcida. Falta se apresentar e decidir um jogo.

Isso, acreditem, é que o diferencia o craque do bom jogador.

¹ Dica: Já Joguei no Grêmio.

² Dica: Chega de AiAi.

³ Twitter: Belchior Voltará.

More Than a Felling

Faz de conta que hoje é ontem.

Título do primeiro álbum do Boston, More Than a Felling é uma das músicas mais chuta bunda da historia da galáxia. Não fui eu que disse essa frase de palavras tão bem escolhidas, foi o Zema, o cara da informática aqui da agência e um poço de sinceridade maior que eu.

A canção foi escrita pelo fantástico guitarrista Tom Scholz e levou, pasmem, cinco anos para ser concluída. Recentemente um livro comemorativo indicou More Than a Felling como um dos melhores riffs de guitarra de todos os tempos. Justo, já que alguns críticos observam semelhanças na guitarra dessa música com a revolucionária Smell Like Teen Spirit, do Nirvana.

Tudo isso com o homem das cavernas na bateria. Fui longe dessa vez.

¹ Bônus: A música no Scrubs

² Grêmio: o bom marido.

³ Mano Menezes: obrigado.

O pior dia da semana

Segunda-feira tem todo um valor histórico. A identidade cultural do ser humano com o primeiro dia da semana deixa exemplifica: odiamos. É o início da semana e, o pior, o final do fim de semana. O recomeço do trabalho, das aulas e o termino de um sopro de vida. Praticamente, é hous concours em qualquer comparação com outros dias ruins de semana.

Falaremos da terça-feira daqui a pouco.

Quarta-feira tem seu charme. Meio de semana, boa desculpa para uma saída depois do trabalho e, principalmente, futebol na TV. Quarta-feira com um filme depois da novela é péssimo, concordo. Felizmente durante 9 meses do ano rola a bola às 22h. Isso faz quarta-feira um bom dia.

O dia que antecede o paraíso, quinta-feira, já é final de semana. Absolutamente. Pouco me importa se amanhã é trabalho, você não vai estar de ressaca numa sexta-feira, vai? Você vai trabalhar com gosto de asfalto na boca mas sabendo que às 18h as portas do paraíso se abrem. Faz-se assim um dia bastante esperado esse, a quinta-feira.

Chegamos à sexta-feira. O filé com frita dos dias de semana. O início da sexta-feira já impressiona, todos estão sorridentes, felizes, satisfeitos por terem sobrevivido e chegado a última volta da semana. Depois das 16h, é tudo festa. O trabalho começa a ficar cada vez menos produtivo, sua ansiedade extrapola os limites da razão e uma encoxada na secretária é até tolerada pelo RH. Chega logo, 18h.

Sábado e domingo é dia de fazer qualquer coisa, menos se preocupar com a semana.

Mas voltamos pra terça-feira.

Terça-feira, esse sim, é o pior dia da semana.Não tem futebol. Não tem motivação para ir ao bar com os amigos. Não tem meio de semana. Não tem nada que presta na televisão. Não temos motivos para sorrir. E ainda estamos de ressaca do dia anterior.

Por isso, esse post de merda. Igual esse dia. Foda-se, terça-feira.

He Ain’t Heavy, He’s My Brother

Hoje é dia de banda que não existe mais.

Se existe um detalhe que salvou Rambo III (1988) foi a trilha sonora. Defendida por Sheldon Lettich, “He Ain’t Heavy, He’s My Brother” entrou meio que na martelada na produção de Stallone. Sem qualquer conceito aparente, a música toca somente quando sobem os créditos do filme. Ninguém entendeu. Mas eu curti.

A canção, diz a lenda, foi escrita no distante verão de 1969, em Londres. A versão original de Bob Russell and Bobby Scott foi estourar somente após o The Hollies fazer uma releitura mais melosa e apresentá-las nos Estados Unidos. Elton John e Neil Diamond, anos depois, também a regravaram.

Muitas teorias surgiram sobre o título da música. A mais consistente é que um jornalista americano teria ouviu um soldado americano falar, no leito de sua morte, a frase “He Ain’t Heavy, He’s My Brother”. O fato teria acontecido na Guerra do Vietnã, onde uma foto, diz a lenda, registrou o exato momento.

Onde está essa foto? Também gostaria de ver.

Você consegue ver John Rambo tacando aquelas flechas com granada na ponta ouvindo isso?

No máximo batendo um migué na vietnamita do 2.

¹ Consumidor: Marcas das Redes Sociais.

² Bobagento: comprou meu passe.

³ IUNI: Belo trabalho do pessoal.

10 vícios do Stand Up Comedy

Mamãe eu quero fazer stand up.

A profissão do momento é subir no palco com a cara limpa e fazer os outros rirem. Não é somente contar uma piada como fazia o Ary Toledo e o Costinha. Stand up é comédia em alta velocidade. Uma prova a seguir:

HUMOR COMUM:

HUMOR STAND UP:

Observe que no primeiro vídeo você foi rir depois de dois minutos (excelente piada, diga-se de passagem). Já no segundo, do Rafinha Bastos, em menos de 30 segundos ele fez o dobro de piadas. Não que ele seja melhor que o grande Ary Toledo. Mas os tempos são outros. E só sobrevivem, você sabe, os que se adaptam a realidade.

A popularização desse formato de humor, que teve como grande aliado o Youtube, criou alguns vícios. O padrão é focar em temas que identificam qualquer pessoa com o texto, tipo uma cartomantem saca? Existem, também, outros pontos fortes e vícios que contemplam o humorista de Stand Up. Se você quiser ser um, estude a lista a seguir:

1. Mantenha uma mão no bolso da calça.
Não preocupe-se muito com o visual. Uma calça jeans e uma camiseta é o suficiente. Lembre de deixar o bolso da calça desocupado. Stand Up que é Stand Up deixa uma mão nela pelo menos 60% do espetáculo.

2. Fale de uma ex-namorada ou esposa.
Garanta que alguém vai falar “ah, isso já aconteceu comigo” citando uma particularidade genérica das mulheres.

3. Lembre algo que aconteceu há poucos minutos.
“Eu tava vindo pra cá hoje…”. Se não tiver essa frase você está no show errado.

4. Faça muitas criticas.
Fale mal do Papa, do Dunga, da violência, do Rio de Janeiro e da Argentina. Humorista Stand Up normalmente não faz piadas simples e inocentes, ele preza pela critica acida e agressiva ao senso comum da sociedade.

5. Seja ranzinza.
Tirando poucos exemplos, o bom humorista é mal humorado demais. Pelo menos no palco, nos bastidores são todos umas moças.

6. Conheça a cidade em que você vai se apresentar.
Criar um vínculo com a platéia através de características da cidade é um toque de mestre. Adapte as piadas para a realidade local, isso mostra toda a atenção do comediante com o show. No final, comente uma ida até o puteiro mais famoso da região. E diga que pagou uns R$8 na cerveja.

7. Esteja no Youtube.
O grande salto de popularidade do Diogo Portugal foi a publicação desse vídeo. A apresentação do paranaense no Programa do Jô foi o vídeo brasileiro mais visto do Youtube naquele mês. No Stand Up estar na Internet é tão importante quanto o pedestal no palco.

8. Prepare piadas para os engraçadinhos.
Sempre haverá alguém querendo estragar uma apresentação. Seja contando as piadas antes, criticando o humorista ou berrando no celular, esses personagens viram celebridades quando são citados pelo humorista.

Uma clássica usada pelo Oscar Filho e o Danilo Gentilli é questionar se eles também atrapalham o espectador no trabalho. “Por acaso eu fico lá ‘dá a bunda assim!’?”, costuma ser a saída. Se for uma mulher: “Eu já fui no seu trabalho e disse ‘roda a bolsa assim, ó’?”

9. Não use o Twitter como uma pessoa normal.
Humorista Stand Up de verdade não usa o Twitter para dizer o que está fazendo. Lá são publicadas piadas de 140 caracteres. Alguns precisam ser engraçados o tempo todo. E talvez por isso tenham tantos seguidores.

10. Respeite o ATT.
Não conhece o ATT? ATT é a sigla dos três temas essenciais de um humorista de Stand Up: Avião, Trânsito e Telemarketing. Todo espetáculo cita, pelo menos, dois desses assuntos. Avião: o aperto dos banco; Trânsito: a impaciência das pessoas; Telemarketing: o gerúndio.

O grande trunfo dessa moda é ver como o público está descobrindo o teatro. Algo historicamente tratado como chato e de elite tornou-se um programa agradável e relativamente próximo das classes mais humildes. É uma cultura nova que vem sendo adquirida por quem tinha medo ou simplesmente vergonha do ambiente.

E a qualidade desses humoristas é notória. Claro que tem muita gente ruim, muita piada repetida, mas, como em qualquer área, os melhores se destacam. É bom ver o brasileiro se interessando por esse tipo de cultura, humor inteligente e entretenimento. É um avanço intelectual ainda pequeno, mas agradável.

José Feliciano

Hoje é quarta-feira.

E quarta-feira, a partir desta, é dia de música. Se não for de um cara que já morreu, será um vídeo granulado com péssima qualidade e muito antigo.

Não espere modinhas.

Sou um cara, além de tradicional, estupidamente uncool. E brega. Mas muito mesmo.

O personagem dessa primeira semana é José Montserrate Feliciano García, cantor, violonista porto-riquenho e um dos maiores músicos que passaram por esse planeta. Foi, inclusive, o primeiro músico latino a penetrar no mercado de música de língua inglesa, abrindo caminho para outros como Carlos Santana e Richie Valens.

A fama de José Feliciano foi construída, principalmente, com a versão de Light My Fire, do The Doors. Ao longo de sua carreira recebeu 45 discos de ouro e platina; foi indicado 16 vezes para o Grammy, recebendo o prêmio em seis ocasiões, a mais recente delas em fevereiro de 2009, pelo álbum “Senor Bachata”. Em 1996, uma escola pública do Harlem foi renomeada “The Jose Feliciano Performing Arts School” pela prefeitura de Nova Iorque.

Minha preferida de Feliciano é sua adaptação de Samba Pa Ti, single do álbum Abraxas do Santana. Ficou bem menos explosiva que a original, mas mantém a característica sentimental e expressiva do seu estilo.

Esqueci de comentar: José Feliciano é cego como uma pia de banheiro.

Mas, e daí?

¹ Blog: To aqui também.

² Oportunidade: É de Cuiabá? É blogueiro? Aproveite.

³ Game: O jogo mais difícil do mundo.

Ivarov Eterno

O jogador de futebol mais contestado dos últimos anos.

Acusado, vaiado, agredido, esse goleiro chegou ao ponto de ser mais detestado que o árbitro. Aliás, nem os árbitros gostam dele. Nunca gostaram.

Indiciado por apresentar a noite para os jovens jogadores, de ser preguiçoso, faltar treinos e sumir nos jogos. Personagem de chacotas de adversários, tem o nome gritado por torcedores dos outros times e a alcunha de frangueiro estigmatizada no seu uniforme com o primeiro número nas costas.

Jamais foi o bonitinho da torcida. Nunca teve seu nome reverenciado. Muitas vezes foi pretendido para a vaga de terceiro reserva. Do time B.

Até o dia em que o dono da mais injusta posição do futebol reescreveria a historia. O jogo, empatado, entrava nos acréscimos. O placar essa nosso. O atacante deles corria livre área a dentro. Nosso personagem saiu, fez falta, mas o arbitro deu a vantagem.

A bola talvez não entrasse. Porém, o segundo avante corria babando como o Ronaldo corre atrás de um copo de cerveja. O gol, enfim, era iminente. A desclassificação, idem. Até que surge, tal como um elemento surpresa, um pé salvador posterior a um carrinho que penteou a grama.

O lance mereceu uma placa na sede da Konami.

Ivarov, Valency, Jaric, Espimas e Macco. Dodo, Minanda, Castolo, Ximelez, Huyles e Ordaz. Que time, senhores.

Que time.