#mussumday

Nesta quarta-feira faz 15 anos da morte de um dos mais carismáticos Trapalhões: Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum.

Nossos domingos eram mais malandros na sagacidade popular do insuperável Mussum, o Macunaíma dos humoristas. O melhor do grupo, creio eu, jamais gostaria de ser lembrado com palavras bonitas, poemas ou comparações do humor atual com dos anos 80.

Relembrar Mussum é armar uma pindureta. E, de preferência, com umas ampolas de suco de cevadis.

¹ Especial: Mussum, 15 anos de saudade.

² Blog: Mussum Forevis.

³ Site: Mussumgrapher.

Os 56 Melhores Blogs (2ª Edição)

Após um ano, está de volta em cartaz a premiação: Os 56 Maiores Blogs segundo a PORRA da NOSSA OPINIÃO 2009!

A lista é catalogada de acordo com os gostos pessoais de Felipe Neto e Frederico Fagundes e representa uma crítica para os infinitos rankings de blogs que brotam por toda a internet, cujos critérios são sempre extremamente equivocados. Uma lista de blogs verdadeiramente sensata só pode ser baseada na opinião de cada um. Logo, não acreditem em nenhum dos números abaixo, tampouco em números de rankings supostamente verdadeiros da internet.

1. Papo de Homem (19.9)
2. Um Sábado Qualquer (19.7)
3. Site do Morróida (19.5)
4. Controle Remoto (19.3)
5. Contraditorium (19.2)

Veja a lista completa aqui.

Parabéns aos rankeados! Mas lembre-se: isso não representa nada. Faça você também o seu próprio ranking, não acredite no dos outros.

Eu, por exemplo, discordo de 80% dessa lista. Odeio concordar comigo. Do Felipe Neto então, nem se fala.

Feito.

15 anos de um tetra no bico

17 de julho de 1994. Rose Bowl Stadium, Pasadena, subúrbio de Los Angeles, Califórnia (EUA).

0×0 no tempo normal.

Prorrogação tensa.

Roberto Baggio precisa marcar para a Itália manter vivo o sonho do título.

Bola em órbita.

Para os que nasceram na metada dos anos 80, a Copa do Mundo nos Estados Unidos foi a primeira. Poucos lembravam de 1990 – felizmente. Vivi intensamente os meses de junho e julho de 1994 e digo com autoridade: assisti todos as partidas daquele mundial. Eu começava a ficar doente por futebol graças a Copa.

O dia que mais me marcou foi a véspera da final. Em Los Angeles, os três tenores – Plácido Domingo e José Carreras e Luciano Pavarotti – fizeram uma apresentação. Na sala de casa, com meu pai, dormi assistindo o show na impecável imagem da TV, fruto de horas de esforço do velho, espetos de churrasco e bombril na antena. Tudo para no outro dia, após o tradicional almoço de domingo, a família inteira pudesse ver aquela fora do comum final.

Eu poderia falar sobre os gols do Romário, as arrancadas do Bebeto, os socos no ar de Dunga ou da importância do Taffarel. Mas um jogador merece ser lembrado como símbolo de uma seleção de desacreditados: Branco.

Fora de forma, o lateral entrou para preencher um buraco deixado por Leonardo, expulso contra os Estados Unidos. Assim como grande parte dos escolhidos de Parreira, era tido como ex-jogador. Nas quartas de final, após dar um tapa no holandês, cavar a falta e quase iniciar uma briga, Branco pediu para bater.

E como bateu.

A Copa de 1994 foi a vitoria do futebol pragmático, força, de resultados. O início de uma nova era para a Seleção Brasileira que, enfim, descobria que só o “joga bonito” não adiantava mais.

Há 15 anos saíamos de uma fila de 24 anos. De bico, mas saíamos.

¹ Fato: péssima rodada no Cartola.

² Game: Cargo Bridge.

³ Especial: Gre-Nal 100 anos

Free Romário

O baixinho é foda. Ronaldo, não.

Ronaldo chegava atrasado aos treinos. Era fotografado em baladas. Casava e descasava na mesma velocidade que driblava um zagueiro em 1998. Comprava Ferraris. Ganhava dinheiro, muito dinheiro. Engorda, emagrece, engorda de novo e foge da concentração. E todo mundo o julgava e achava ridículo. Uma verdadeira blasfêmia.

Romário, na mesma época, fazia das suas.

Romário pedia paz no mundo.

Romário fumava charuto em entrevista coletiva.

Romário cantava o Rap Dos Bad Boys com Edmundo.

Romário rufava Edmundo.

Romário era cortado da Copa do Mundo por Zagallo e Zico.

Romário pintava Zagallo cagando e Zico limpando.

Romário brigava com torcedor, dirigente, repórter, comentarista e qualquer coisa menor de 1,80 que passasse na sua frente (se fosse maior ele chamava o amigo Catatau). E o povo? Ah, esse ia ao delírio. “O baixinho é foda”, dizíamos. Romário, durante todos os dias de sua carreira, era um exemplo de como um novato não devia ser comportar fora de campo.

Futebol e polêmica mantiveram uma relação próxima com Romário, quase íntima. Desde o dia que meteu um sapato na boca do Pelé até o que disse “quando Romário nasceu papai do céu apontou o dedo e disse: esse é o cara”. E ele era. Romário resolvia em campo e destruía fora. Assim com Ronaldo. Então, o que difere nossa visão sobre as atitudes desses jogadores? O que Romário tinha que Ronaldo não tem?

Ronaldo sempre foi meio babaca. Jeitão tímido, politicamente correto em entrevistas, namorado de celebridades, isso não agrada quem gosta de futebol. Nem mesmo os ingleses – só os asiáticos e ocidentais retardados idolatram essa enganação chamada Beckham, sabe-se lá por que. Tamanha é a inocência de Ronaldo que as vezes esquecemos sua origem: o Rio de Janeiro.

Romário é exatamente o oposto. É o carioca típico imortalizado na música de Elza Soares e escapadas de Mané Garrincha. O baixinho jamais se preocupou em agradar emissora de TV ou colunista de jornal.Pelo contrario, algumas vezes fez questão de dizer que não gostava de determinada pessoa. E é exatamente isso é o que nos fazia pensar “o baixinho é foda” quando ele aprontava das suas.

Romário era um sujeito sincero. Um raro poço de verdade nesse obscuro e vaidoso mundo do futebol.

Sua prisão, obviamente, não é por acaso. Ele infringiu a lei. Não importa se você é o Romário, o Ronaldo ou o Pelé. A lei é igual perante todos.

Romário fará o pagamento da divida e será solto. Mas, após isso, ele jamais contratará um assessor de imprensa e distribuirá cestas básicas à comunidades carentes. Romário não gosta disso. Ele é, enfim, apenas um sujeito sincero.

Vão por mim. Soltem o baixinho. O baixinho é foda.

¹ Funk: do Twitter.

² Colega: Não dá.

³ Dica: O que é QR Code?

Manifesto MCD

A coleção de verão 2010 da marca MCD tem as estampas desenvolvidas exclusivamente por uma equipe de artistas, grafiteiros e designers com diferentes linguagens plásticas – trazem pássaros, folhagens, grafites e grafismos Maori. Tudo isso para que a mensagem da diversidade artística e a valorização do movimento urbano contemporâneo, fique cada vez mais clara na identidade visual da marca.

Comunicar, protestar, agir. Manifesto não é apenas mais um tema, é um convite à reflexão e à ação. Tem a ver com atitude e posicionamento diante dos fatos, pilares nos quais a MCD se sustenta.

A MCD acredita que os manifestos mais originais, puros e autênticos são gerados com espontaneidade e liberdade de criação. Por isso, trata cada estampa como um manifesto individual, preservando as idéias, traços e formas de cada autor.

Não há mais uma separação entre arte de rua ou de galeria, traços fluidos ou geométricos, natureza e tecnologia… O manifesto consiste exatamente na diversidade, em poder misturar todas essas referências e trazê-las na coleção sob um novo olhar.

A MCD espera que estes desenhos não sejam apenas estampas deitadas em um pedaço de tecido, mas que cada uma delas ganhe vida e desperte em cada um novas idéias e impulsos corajosos para tornar os movimentos da vida menos estáticos e mais revolucionários. “Vestir uma mensagem” será, então, uma manifestação natural de todos que tem um espírito questionador… enfim, um espírito core.

Na coleção feminina as peças vão desde modelos com a cintura alta até o vestido comprido e o colete de malha passando pelas bermudas e calças nas mais variadas formas: pantalonas, saruel, skinny.

Para os homens os detalhes estão nas t-shits. Estampas do avesso, letras gráficas, desenhos full print, mistura de tecidos e decotes em v trazem a tona uma estética mais moderna. A novidade dos acessórios para eles está nos bonés.

As estampas – desenvolvidas exclusivamente por uma equipe de artistas, grafiteiros e designers com diferentes linguagens plásticas – trazem pássaros, folhagens, grafites e grafismos Maori. Tudo isso para que a mensagem da diversidade artística e a valorização do movimento urbano contemporâneo, fique cada vez mais clara na identidade visual da marca.

O fim do Inovavox

Sampson Moreira merece o nosso respeito.

Na semana passada o blogueiro de Crato (CE)/Recife (PE) teve a dura missão de anunciar o fim do Inovavox.com. Entre parágrafos que demonstram uma mistura de tristeza com conformismo, Sampson relaciona o encerramento das atividades no blog com três grandes mudanças em sua vida.

Camila, sua princesinha.

Sampson – Quando ela chegou, quem é pai sabe disso, as atenções voltaram-se pra ela. Eu precisava me esforçar muito para conseguir postar alguma coisa aqui, você nem imagina o quanto. Agora ela está com 2 anos e exige muito mais atenção. Não dá pra mim. Tenho que optar por ela.

Lembro-me como se fosse em 2007. Questionei-o sobre Camila, pois, segundo a Dani Koetz, ele estava animadíssimo com a filha. No auge da sinceridade, Sampson resumiu com precisão e, principalmente, emoção: “Vixe, só de lembrar arrepia, olha, olha”, disse, mostrando o braço direito e sem esconder o sorriso.

Trabalho fora de casa.

Sampson – Há dois anos, fiz um concurso público, passei, e há um ano fui convocado. Desde que comecei a trabalhar lá, o ritmo de postagem no inovaVOX reduziu tanto, que mal eu conseguia colocar um post por dia. Nem fazer os layouts de blogs que me encomendavam eu conseguia, tive que recusar diversas encomendas. Confesso, cansei, e preciso optar pelo
trabalho. O inovaVOX nunca me deu mais do que diversão. O que fica mesmo são os amigos que fiz por aqui. Foram muitos!

Não surpreende quem teve a oportunidade de conhecer o brio de Sampson. Um dos melhores leiauteiros da blogosfera brasileira, Sampson nunca precisou escolher clientes ou correr atrás. Ele simplesmente atendia a todos com a humildade e simpatia que lhe é característica.

A recuperação de Éryka.

Sampson – Este sim é o maior de todos os motivos de parar tudo e mudar isso aqui. Preciso estar mais próximo a minha esposa. A quem interesse saber, ela já vai entrar no 4º ciclo de quimioterapia (cada ciclo, um mês, duas seções) e é possível que seja o último, se Deus permitir. Éryka é a mulher mais incrível que pude conhecer na vida, de uma força e alegria espetacular. Sua luta, sempre feliz, com um largo sorriso no rosto, mostra que vale muito a pena lutar pelos seus ideais. E o seu ideal é a sua família sempre unida e feliz. E isso, amigo, preciso garantir pra ela, como sempre fiz, só que ainda mais presente.

A imagem que guardei de Éryka esse anos todos foi de um sorriso incrivelmente iluminado. Sabe aquela pessoa que todos nos gostaríamos de ter por perto? Ela é assim. Articulada, comunicativa e companheiríssima, Éryka é peça chave de uma família impar e diferenciada.

Como Sampson me disse numa época de vacas magras, “coisas boas acontecem a quem o bem já fez acontecer”. Não será diferente dessa vez.

A desativação do Inovavox, convenhamos, não fará grande diferença vide o abandono que o blog teve nos últimos meses. Contudo, a blogosfera brasileira perde um grande caráter. Uma referencia de conceito, inovação, design e humildade. Uma força ativa aos interesses relevantes e éticos relacionados ao mundo dos blogs.

Sucesso nesta empreitada, meu amigo. Torço por você. Rezo por sua família. E conto os dias para revê-los em dezembro.

Até breve.

O dia que o Rock silenciou

17 de agosto de 1969, último dia de Woodstock. Subia ao palco um desconhecido e promissor cantor britânico. Características: voz rouca e estilo agressivo. Influências: Elvis Presley e soul music. Alcunha: Joe Cocker.

Foi assim que Cocker se apresentou para um público de 500mil pessoas. Apreensivos e chapados – com ênfase em chapados -, os seguidores do mito “paz e amor” decidiram parar o que faziam para ouvir o rapaz de sotaque engraçado. Pararam e ouviram história.

Os minutos seguintes foram repletos da mais perfeita prova de como uma música pode emocionar. Joe Cocker interpretou uma irretocável versão de “With a Little Help from My Friends”, canção de George Harrison gravada pelos Beatles. Foi considerada a maior apresentação já feita pelo músico e, sem qualquer contestação, um dos pontos altos do Woodstock.

O vídeo abaixo, além de ser a apresentação citada acima, é um trecho do premiadíssimo documentário Woodstock (1970), de Michael Wadleigh.

Repare no “teco” que ele dá logo após anunciar o nome da música (ou simplesmente no segundo 15).

O Dia Mundial do Rock comemorado nesse 13 de julho. Há exatos 24 anos, o rock mundial pegou em armas contra a fome. Não foram usadas bazucas ou metralhadoras, mas guitarras, baixos e baterias: era o festival Live Aid, organizado pelo cantor e ativista Bob Geldof — o personagem Pink do filme The Wall — para arrecadar fundos destinados aos famintos na Etiópia. (+)

A criação do Rock tem várias versões. A mais fiel é que, em 18 de julho de 1953, um caminhoneiro de 18 anos entra no estúdio da Sun Records, em Memphis, querendo gravar um compacto para presentear a própria mãe. A funcionária do estúdio pergunta a ele qual seu estilo, ele responde: “Todos”. Grava My Happiness e That’s When Your Heartaches Begin, hits da época, e leva um disco de acetato com as gravações.

A funcionária anota: “bom cantor de baladas”. O cara é Elvis Aaron Presley. Um ano depois, o dono do estúdio, Sam Phillips, à procura de um cantor que pudesse cantar blues em ritmo de boogie-woogie, telefona para o caminhoneiro — que em julho de 1954 gravou o primeiro single oficial, That’s All Right, Mama, e tornou-se um dos reis do rock.

Uma velha pergunta costuma voltar a tona nesse dia: O “Rock morreu?”. Eu diria que sim. Um texto do Laerte sintetiza esse sentimento.

“Eu tenho ouvido pouca música. Eu gosto de música, mas não do que virou música. Essa presença compulsiva e compulsória de qualquer forma de som, o tempo todo, de todas as fontes em todos os volumes.

É por gostar de música que eu busco o silêncio. “

O Rock já foi a rota de fuga do senso comum. Hoje, silenciosamente, vivemos de herança.

Pobres são os que ouvem música.

¹ Dia do Rock: Wallpaper. Via @rafagel.

² Avatar: Keith Moon.

³ Rubinho: não ganhou na Alemanha.

Na Parceria West Coast

Gosto muito do posicionamento da West Coast.

Em 2008 a marca presenteou blogueiros brasileiros com um kit. Tinha lanterna, chaveiro, revista, catálogos e, claro, um par de tênis escolhido pelo próprio. Era bacana, mas parece não ter alcançado a meta proposta no início da campanha. Virou apenas “mais um” presente.

Esse ano, comprovando um tremendo avanço no seu planejamento, a West Coast destacou-se dando uma aula de marketing de oportunidade. O gol antológico de Nilmar na abertura do Campeonato Brasileiro motivou a confecção de um tênis personalizado ao jogador. O presente gerou PR Stunt e uma assaz divulgação da marca nos portais esportivos.

E agora em julho, dentro do conceito de lançamento da coleção outono inverno 2009, a West Coast lança a campanha “Na Parceria”. O mote é o seguinte: você e seus amigos curtindo os melhores bares da cidade por conta da West Coast.

No blog oficial há vídeos do personagem central da ação – um garçom. Sua missão era convencer 15 pessoas a deixarem o trabalho para beberem. Serão cinco capítulos dessa epopeia alcoólica. No final, de acordo com o blog, haverá uma promoção voltada aos leitores.

Se você vai ganhar, não sei. Mas eu já me dei bem. Veja no vídeo abaixo o que chegou aqui em casa estrategicamente numa sexta-feira.

Veja mais no blog Na Parceria.

Agora com licença que vou preencher mais um copo de cerveja.

¹ Leitores do Não Salvo: bem vindos.

² Began: a sala de games do Michael Jackson.

³ Rubinho: vai ganhar na Alemanha.

De olho na cúpula

O presidente dos Estados Unidos numa praia brasileira seria um perigo para as relações mundiais.

Resumindo, Obama é o Berlusconi negrão. E Sarkozy é rei.

UPDATE

Vou livrar a cara do Obama agora.

Atraido pela sustância traseira da brasileira Mayara Alves o presidente dos Estados Unidos utilizou-se de uma técnica absolutamente fantástica.

Obama confere o, digamos, melhor do Brasil. Mas disfarça dando a entender que está preocupado com um obstáculo para a passagem da colega – no caso um degrau.

Ou seja: ele excita-se e ainda deixa a Itália com status de gentleman.

Que presidente esse Obama. Que presidente.

¹ Dica da @gracielle.

² Comentário da @gabidornelas.

³ Game do dia: Não Olhe Para O Zé Mayer.