Liga Blogs BR no Cartola FC

Já está no ar a fase de cadastros de um dos mais populares alternate reality game do Brasil: Cartola FC.

O jogo, febre entre os nerds fãs de futebol, transforma cada torcedor em um semideus do mundo da bola virtual. Pode-se criar uma liga, contratar e demitir jogadores, escalar o seu time rodada a rodada e, de quebra, ganhar prêmios de acordo com a sua pontuação.

A versão 2009 do Cartola FC ganhou melhorias funcionais, mas o formato do jogo é basicamente o mesmo que foi apresentado em 2008. Uma curiosidade fica por conta da valorização de alguns atletas. Ronaldo, por exemplo, é um dos jogadores mais caros, custando 30,00 cartoletas. Já Obina, aquele personagem folclórico de Monteiro Lobato que é escalado no ataque do Flamengo, custa a bagatela de 1,00 cartoleta.

Pechinha.

Visando seduzir ainda mais, o Cartola FC oferece uma chamada “fantástica lista de prêmios”. Quais, não se sabe. Mas, de acordo com o esta página, “você não perder por esperar, amigos”. Só que eles não contavam com a minha tara por regulamentos. Entrei na página e confirmei os prêmios. Ta lá:

- o vencedor mensal da Competição, ou seja o 1º lugar, independentemente da Liga a que faça parte, fará jus ao recebimento de 1 (um) vídeo-game Playstation 3 junto com o jogo Evolution Soccer; o 2º, 3º e 4º lugares mensais receberão, cada um, 1 (um) Ipod Nano 4Gb; e, o 5º, 6º, 7º, 8º, 9º, 10º e 11º lugares receberão, cada um, uma bola oficial de futebol; e

- ao término do Campeonato, será premiado o maior pontuador da Competição, entendendo-se aqui o maior pontuador como aquele cujo time alcançar o maior número de pontos, entre todas as ligas do Site, ao longo de todas as rodadas, com 01 (um) televisor de 42 polegadas, LCD, Full HD Preto Automático, da marca LG, modelo LY3RF.

Nada mau.

O Cartola FC disponibiliza criações de Ligas Privadas. É aí que você entra, caro blogueirinho. Criei a Liga Blogs BR, destinada a blogueiros machos apaixonados por futebol – e menininhas de bom gosto – que querem mamar nessa teta e procurar bug’s no game.

Bom, na verdade a idéia é, no máximo, descolar um iPod.

Inscreva-se na liga. Se até o início do Campeonato Brasileiro (09.05) não tivermos no mínimo 10 times cadastrados a Liga será deletada. Portanto, ajude-me a divulgá-la.

O vencedor mensal, além dos prêmios fornecidos pelo site, vão ganhar uma veiculação mensal e gratuita no futuro Super Banner do QMaT.

É pouco, mas é de coração. E pra atiçar. Participe, desafie, defenda suas cores, seu time, seus jogadores e, principalmente, honre o nome do seu blog.

Coisa rara nos dias de hoje.

¹ Atenção: Isso não foi um publieditorial. Mas se a família Marinho quiser fornecer um faz-me-rir, entrar em contato. :D

Razões para Ronaldo ser – e não ser – convocado

Desde o primeiro anúncio oficial da contratação de Ronaldo, no início de dezembro de 2008, a Rede Globo se esbalda. TV, rádio, jornal e, claro, Internet exploram a incomparável popularidade do fenômeno de maneira massiva e, em alguns casos, até irritante.

- Não tem notícia sobre o Ronaldo? Faz uma matéria sobre a repercussão de suas atuações na imprensa Internacional.

- Hoje não tem treino no Parque São Jorge? Que tal essa pauta: Ronaldo teria vaga na seleção da Copa do Mundo de 1970?

- E essa: estudantes tentando imitar uma jogada de Ronaldo.

Ou seja, não importa onde você esteja oue que horas sejam, a agenda setting exige que Ronaldo seja citado em algum veículo da Rede Globo. Motivos não faltam. Ronaldo é pop, logo, gera audiência. Qualquer matéria Ronaldiana, independente do seu conteúdo, é capa, é destaque, é assunto no Twitter e por aí vai.

Outra teoria é o bom relacionamento de Ronaldo com a Rede Globo. A emissora nunca escondeu sua simpatia pelo atacante, que sempre retribuiu em declarações exclusivas e entrevistas preferenciais. Esse casamento fortificou-se durante a Copa do Mundo de 2006. Mesmo não jogando absolutamente nada e acima do peso, as críticas ao jogador eram sempre ponderadas – para não dizer nulas.

Esta semana, no auge da até aqui curta carreira pelo Corinthians, a Rede Globo iniciou oficialmente a campanha para uma convocação do Gordo. O que estava “disfarçado” ficou explicito no carro chefe do telejornalismo da emissora: o Jornal Nacional.

William Bonner apresentou um editorial sobre a atuação de Ronaldo contra o Santos. Narrando no melhor estilo Pedro Bial, o apresentador foi cético ao afirmar que Ronaldo estava preparado para voltar a defender a Seleção Brasileira. Mais tarde, no Jornal da Globo, o golpe final (ou inicial?). Luis Roberto apresentou a seguinte enquete no site Globoesporte: Ronaldo merece voltar à seleção?

Adepto à democracia e principalmente contra qualquer tipo de estratégia que favoreça determinados grupos e prejudique o futebol brasileiro, esse blog lista sete razões para Ronaldo voltar à seleção e outros sete para que ele fique bem longe da Granja Comary de Teresópolis.

1. Ele tem afinidade com superações. Duas cirurgias no joelho, problemas com bebida, de saúde e relacionamentos. Ainda assim, Ronaldo conseguiu voltar a jogar futebol. E bem. Um novo sucesso na seleção não seria nenhuma surpresa.

2. Ele assusta. Ter Ronaldo no ataque – em bom momento – assusta o adversário e exige respeito. Além de dar moral para quem joga com ele.

3. Ele é ídolo. Há um bom tempo a Seleção Brasileira carece de ídolos. Kaká, apesar de craque, não conseguiu. Robinho e Ronaldinho Gaúcho então, nem se fala.

4. Não tem ninguém melhor. Qual o ataque titular da Seleção Brasileira? Eu já começo a desconfiar até da titularidade do Robinho. Luis Fabiano vem fazendo bons jogos, mas lhe falta uma grande atuação. Fred, Sobis, Vagner Love, Nilmar, Pato, algum nome lhe parece mais adequada para usar a camisa nove?

5. Ele tem a confiança da massa. Ronaldo está nas graças do povo. Apesar do bom momento da Seleção Brasileira, alguns já o indicam como o salvador do nosso ataque.

6. O grupo é adequado. A Seleção Brasileira não tem um time fechado, mas a base é formada por “amigos” de Ronaldo, como Robinho, Ronaldinho, Julio Cesar, Kaká, Pato e Lucio. Já há entrosamento, algo essencial para um bom desempenho dentro de campo.

7. Ronaldo tem metas. Ele já alcançou a incrível marca de ser o maior artilheiro em Copas do Mundo – 15 gols. Se ganhar o próximo mundial Ronaldo será – ao lado de Pelé – o único jogador a ganhar três Copas como jogador. E desafio, você sabe, é com ele mesmo.

1. Falta ritmo de jogo. O nível do Campeonato Paulista é fraco e Ronaldo ainda não enfrentou ninguém que fizesse frente na Copa do Brasil. É preciso ver seu desempenho contra uma pedreira de verdade (o São Paulo estava claramente coma a cabeça na Taça Libertadores durante as semifinais do estadual).

2. Ele é inconstante. Em 2006 esperávamos uma superação que veio em 2002. Ficamos no vácuo. Ronaldo não conseguiu entrar em forma durante o mundial.

3. Ele é estrela. Ronaldo é Ronaldo. O único jogador capaz de leva Suzana Werner para fazer reportagens na Copa do Mundo, fazer um casamento falso na Malhação, convidar a Cicarelli para dormir na concentração… Nunca se sabe qual será sua próxima “estrelice”.

4. Cadeira cativa no ataque. Apesar de Dunga já ter provado que não há jogador titular na Seleção – Ronaldinho e Kaká já esquentaram o banco -, Ronaldo está acima de todos. E se outro jogador começar como titular, ele terá uma sombra de 15 gols em Copas do Mundo aguardando sua vez.

5. Ele vai ofuscar as revelações. Para uma seleção que busca renovação existem jovens de muita qualidade procurando espaço. Com Ronaldo na seleção, Pato, Keirrison e Nilmar seriam esquecidos no banco.

6. Ronaldo não tem estilo Dunga. Uma das principais características do Brasil de Dunga é a marcação na saída de bola do adversário. A seleção joga no estilo que consagrou o capitão do tetra. Ronaldo jamais mostrou empolgação para correr atrás de um zagueiro. Com ele, a seleção teria que se adaptar ao estilo Ronaldo.

7. Copa do Mundo de 2006. A atuação de Ronaldo naquele mundial talvez tenha sido a pior de um atacante brasileiro em quase 80 anos de Copas do Mundo. Da chegada atrasado no segundo tempo na estréia até o chapéu de Zidane na eliminação, Ronaldo parecia dar ali o seu adeus ao status de craque do futebol mundial.

Se vira, Dunga.

¹ Twitter: Andre Krieger, o homem que descarta tudo.

² Blog do Leitor: Coca Gelada.

³ Curso: O Varejo Precisa Ser Gritado?

Aqueles filmes que formaram meu caráter

Há um bom tempo, inspirado no melhor blog do mundo, criei um post chamado “filmes que formaram meu caráter”. Inesperadamente, esse assunto gerou uma enorme repercussão, me obrigando a transformá-lo em série fixa e até parte do antigo layout.

O melhor do “filmes que formaram meu caráter” é que os filmes, na sua grande maioria, são clássicos da Sessão da Tarde. Filmes que invariavelmente nos obrigavam a matar uma tarde de escola. Não são vencedores de prêmio ou cultuados, são apenas filmes que marcaram a infância dos nascidos na metade da década de 80.

Como todo bom filme, há uma cena clássica (as vezes até mais de uma). E como todo bom ser humano (quem escreveu isso?), eu tenho uma preferida.

Anote aí: existem filmes que vale a pena você ter em casa. Poucos conseguem mesclar o charme de uma produção independente com o bom gosto necessário para inclusão de determinada trilha sonora. E Almost Famous (2000) alcança o nível máximo dessa combinação.

O filme, escrito por Cameron Crowe, foi elaborado usando memórias do próprio Crowe quando escrevia para a Rolling Stone, aos 15 anos de idade, e acompanhou parte da turnê da banda Led Zeppelin. Por isso a enorme identificação de quem já sonhou em pegar a estrada com os amigos ouvindo Rock and Roll e sem se preocupar com o destinho.

Almost Famous traz um retrato claro e íntimo das pessoas que fazem e admiram a música. Trata a relação ídolo x fãs com maturidade, discutindo a importância mútua dos dois lados no alcance do sucesso. A cena chave dessa trama é ao som de Tiny Dancer, umas das poucas do Elton John que consegue ser romântica sem causar náuseas.

O guitarrista Russel Hammon (interpretado por Billy Crudup – o Dr. Manhattan de Watchman depressão. Após não ir para o hotel após o show e ter curtido todas numa festa na casa de fãs, Hammon é encontrado pela banda. No ônibus carinhosamente chamado de “Dóris”, é clara a decepção de todos os membros da banda com o guitarrista.

É aí que, como num passe de mágica, uma das pérolas de Humberto Gessinger faz, enfim, algum significado.

“O Rock And Roll é como preservativo. Descartável, mas pode salvar sua vida”.

Philip Seymour Hoffman é uma excelente surpresa. Ele interpreta Lester Bangs, incorruptível crítico de rock da época. Ele e William Miller (o alterego de Cameron Crowe) fazem um dos mais brilhantes diálogos do longa.

Lester Bangs: Ei, eu te conheço. Você não tem estilo.
William Miller: Eu sei. Mesmo quando pensei que tivesse eu sabia que não tinha.
LB: Porque nós somos sem-estilo. Mulheres sempre serão um problema para caras como nós, mas grandes das obras de arte retratam esse problema. As pessoas bonitas não tem caráter. A arte delas não perdura. Eles conquistam garotas, mas nós somos mais espertos.
WM: É, já vi que sim…
LB: A arte retrata a culpa, o desejo e o amor disfarçado de sexo e o sexo disfarçado de amor.
(…)
LB: A única moeda nesse mundo falido é a que se partilha com outra pessoa, quando não se tem estilo. Se quer ser amigo deles, seja honesto e inclemente.

Honesto e impiedoso.

Dia Internacional do Livro

A escolha de 23 de abril para celebrar o Dia Internacional do Livro foi oficializada somente em 1996, pela UNESCO. Trata-se de uma homenagem a três importantes escritores da literatura mundial: Miguel de Cervantes, Josep Pla e William Shakespeare. Todos, curiosamente, morreram num 23 de abril.

Eu, hein.

Tenho poucos livros em casa. Culpa de uma mania que carrego desde a adolescência: passar o livro a diante. Até gosto de reler uma obra, mas não tanto quanto curto, por exemplo, uma reprise de filme. Sempre achei um desperdício deixar o livro parado, sem utilidade. E foi dessa forma que apresentei Érico Veríssimo, Mario Quintana, David Coimbra, Douglas Adams, Eduardo Galeano, entre outros craques, para amigos e amigas.

Claro que há exceções. Ainda tenho muito bem guardado o meu exemplar de Felipão – A Alma do Penta autografado pelo professor Ruy Carlos Ostermann e o próprio Felipão (orgulho). Além de alguns do David, L.F. Veríssimo, Bill Waterson, e outros que ganhei de presente. E presente você sabe como é.

Nunca considerei esse hábito um formato de caridade ou filantropia. Aos poucos, comecei a achar irritante ver um livro parado, inutilizado (sem contar o do Ray Romano que tem o tamanho certo para a mesa manca lá de casa). Sempre foi esse o motivo principal do meu eterno – e conhecido entre amigos – “empréstimo” de obras.

Há poucos meses conheci o Trocando Livros, espetacular projeto onde você cria uma lista dos livros que você quer trocar e espera qualquer usuário solicitar um exemplar seu. Você envia pelo correio para o cidadão e ganha crédito para trocar por qualquer livro cadastrado.

Nessa onda, decidi sugerir três livros sobre futebol que considero essenciais. Seja pela sua relevância cultural, ideológica, cientifica, astronáutica, estrogonófica ou simplesmente por ser divertido, são títulos que precisam passar pelas suas mãos. Sem mais preâmbulos ou epígrafes, vamos à lista.

Futebol Ao Sol e a Sombra
Eduardo Galeano

Editora: L&PM
Ano: 2002ez o melhor livro já escrito sobre o tema. Galeano só peca na hora de tratar o futebol arte como o melhor do esporte. Diz a sinopse:

”Exaltado pelas multidões, criou em seu lado sombrio um mundo à parte, onde envolve poderosíssimos interesses políticos e financeiros. Mas nada se sobrepõe ao encanto desta ‘festa pagã’. Para captar este universo de perdas e conquistas, Eduardo Galeano penetrou nas profundezas da história e das histórias que se passam dentro e fora das quatro linhas. Construiu este livro como um verdadeiro monumento à paixão. Através de sua prosa consagrada, tudo tem sabor”.

A Ginga e o Jogo
Armando Nogueira

Editora: Objetiva
Ano: 2003

O saudoso editor do Jornal Nacional manja. Esse livro reúne obras que transcendem o ofício do cronista esportivo. São pequenas confissões, comentários, histórias curiosas e engraçadas. É a verve do jornalista que se tornou uma referência neste universo de saques, voleios, dribles, toques e pênaltis.

Tem o fascínio de uma Copa do Mundo, a raça do torcedor, a disputa dos clubes, a grandiosidade das olimpíadas. É a superação do homem – quando o atleta se torna quase divino. É a catarse do esporte, o espírito de time e o gesto solitário dos campeões.

Grêmio: Nada Pode Ser Maior
Eduardo Bueno

Editora: Ediouro
Ano: 2005

Perdoe-me, eu não podia deixar de citar esse livro. Só o verso vale o investimento. Confira:

“Se você quiser achar que este livro é sério, então ache porque ele é.

Mas se perceber que está diante de um libelo, de um cântico à bravura e ao poder do coletivo sobre firulas individualistas, que está escutando um hino à alma indômita e lendo um manifesto contra lendas do tipo “homem cordial”, estará mais próximo da essência dessas mal traçadas linhas, onde não encontrará jogada de letra, jogo de cintura fina. E assim, se não pipocar antes do fim, vai perceber como é grandioso e transcendente torcer pelo Grêmio.O Grêmio da várzea da Baixada, olímpico Grêmio!

O Grêmio incendiário de Foguinho, o Grêmio de botinas do capitão Froner. Grêmio do tanque Juarez, de Alcindo bugre-xucro – de Wilson Cavalo, de Aírton Pavilhão, de Lara, Germinaro e Danrley. Grêmio de poncho e de coturnos. Grêmio lanceiro negro, de tantos pontas-de-lança e de todos os volantes de contenção. O Grêmio de Leão e De Léon, de Ribeirinho e Ramão, de Feio e Pelado. Grêmio de Paulo César Caju, Mário Sérgio e André Catimba. Grêmio de Loivo e Yura. Grêmio de Anderson Polga, Emerson, Eduardo Costa – na frente da zaga.O Grêmio de Divino.

Grêmio de futebol porto-alegrense. Futebol de verdade, porque futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de fresco.”

Aliás, toda a coleção Camisa 13 da Ediouro é ótima. Tem Juca Kfouri escrevendo sobre o Corinthians, Jose Roberto Torero sobre o Santos, Ruy Castro sobre o Flamengo, entre outros. E entre outros, temos Luis Fernando Veríssimo traduzindo em palavras toda sua paixão pelo já centenário Sport Club Internacional.

Nada mais coerente um humorista escrever sobre o time que é uma piada.

Big Phill, sacaneando o seu rival since 1994.

¹ Afinal: eu não podia deixar um post com “Internacional” no título passar sem uma cornetada.

² Dica: Biblioteca Solidária.

³ Da série: o melhor avatar do Twitter.

A emboscada do Brahmeiro Ronaldo

Copa do Mundo do México, 14 de junho 1970. A seleção brasileira de Jairzinho, Tostão, Rivelino, Gerson e, finalmente, Pelé aguardava somente o apito do árbitro belga Vital Loraux para dar início ao jogo contra o Peru. O Rei, com toda sua autoridade, pediu um minuto. Abaixou-se, afrouxou os cadarços das chuteiras Puma, número 39, e voltou a atá-los. As câmeras de televisão, por 30 segundos, fecharam suas lentes nos pés de Pelé. E, nesse meio minuto, a marca alemã foi vista por pelo menos 200 milhões de pessoas, ao vivo.

Essa história veio a tona após o lançamento do livro “Três listras versus Puma”, minucioso relato da disputa entre a Adidas e sua irmã alemã escrito pela jornalista holandesa Barbara Smit. A obra é retrato de um tempo romântico da economia mundial. Era a infância de um negócio que movimenta, atualmente, US$ 30 bilhões em equipamento esportivo.

Naquele tempo foi apenas um truque esperto. Pelé assinara com a Puma um contrato de US$ 100 mil por quatro anos, além de US$ 25 mil exclusivos pelo Mundial do México e direito a 5% de royalties nas vendas dos tênis, como cita o jornalista Fábio Altman na reportagem “O jogo duro das marcas” (IstoÉ Dinheiro 22/02/06).

Esse formato de exposição da marca foi batizado de ambush marketing, ou marketing de emboscada. É a arte de gerar mídia espontânea. Um exemplo clássico é o ocorrido em outra Copa do Mundo, a de 1994. Naquele ano, a Antártica era o patrocinador oficial da Confederação Brasileira de Futebol. A Brahma, através de uma genial estratégia, negociou com vários jogadores algo que as câmeras não poderiam evitar de filmar: a comemoração do gol.

Assim – com o apoio da distribuição de mãos de borracha com o dedo indicador em riste para a torcida – o slogan “Brahma Chopp, a Número 1″ tornou-se símbolo daquela Copa no Brasil.

Foto: Arquivo Placar

Quinze anos depois, a Brahma decidiu – pelo que parece – repetir a dose. Ok, vamos ser claros: estamos tratando de uma suposição. Contudo, um viral se faz com dúvidas. E o torcedor de futebol atento na semifinal entre Corinthians e São Paulo neste domingo com certeza despertou uma pulga atrás de sua orelha com a comemoração do Ronaldo.

Lembre-se: Ronaldo estrela o novo filme da Brahma. Caso seja realmente uma instrução da cerveja para que o Ronaldo comemorasse o gol no clássico fazendo número 1, eis uma mídia de oportunidade altamente perspicaz. Não pelo gesto em si. Mas por usar a polêmica atitude de Cristian no primeiro jogo da semifinal – nesse caso, o atleta fez um gesto obsceno (símbolo de uma torcida organizada) mostrando o dedo do meio.

Foto:

A diferença entre Ronaldo e Cristian, além da grife, é que o gordo mostrou o dedo certo. Eu e você, assim como milhares de brasileiros, lembramos da Brahma.

E bebemos.

Marcos Riboli / GLOBOESPORTE.COM

¹ Dica: José Roberto Torero rejeita Ronaldo, o brahmeiro.

² Pelé: A chuteira usada pelo Rei na Copa do México era, na verdade, Adidas. Como ele não se acostumou com uma Puma, ele mesmo arrancou as listras e colou o símbolo do seu futuro fornecedor de material esportivo.

³ Ronaldo: O homem correu com o freio de mão puxado, mas correu.

A popularização da Maria Bloguete

Maria Chuteira foi o termo encontrado pela imprensa – e próprios jogadores de futebol – para rotular a mulher que possui uma tara por boleiros. Não existe qualquer tipo de registro histórico do primeiro utilizador desse conceito, mas sabe-se que vem desde a época que Frienderich fazia os primeiros gols em solo brasileiro.

Essas Marias se popularizaram ao longo das décadas. Ganharam novas áreas e significados. Por exemplo: a conhecidíssima Maria Gasolina, moça de boa índole que só contribui com os que possuem automóvel. Maria Picape, jovens voluptuosas que não escondem o desejo por DJ’s.

Temos também a Maria Palheta, aquela que faz tudo para conhecer o camarim do artista. Maria Comedia, um estilo novo que cresce junto com o Stand Up Comedy no Brasil. Segundo Nany People, são garotas que procuram e desejam humoristas conhecidos. E, como a maioria das Marias, abomina os iniciantes.

Vejam vocês, enquanto escrevo acabei de descobrir mais um exemplar: Maria Shampoo. Moçoilas que gostam adivinham do que? Homens de cabelo comprido, vê se pode. Aliás, essa denominação é a menos criativa. A mais curiosa é justamente o tema do post. Um modelo que cresce com força – e apoio – no país.

A Maria Bloguete.

Como para bom leitor meia sacanagem excita, você deve ter percebido que estamos falando de garotinhas selvagens que atacam blogueirinhos tímidos e indefesos. Acredite, isso existe. E muito. Não estamos falando de blogueiros bonitinhos. Basta ter um blog razoavelmente acessado para rolar um pequeno assedio.

Contudo, lembre-se: maior o Page View, maior o pau. É o que elas parecem defender.

Trata-se, mais uma vez, do chamado culto ao desconhecido. A partir do momento em que o blogueiro vira uma referencia na área e começa a formar opiniões, as fãs surgem. Sabe-se lá por que, surgem também as mais enfáticas no sentido groupie da coisa. São normalmente de fácil manipulação e mente pequena – o que é obvio, pois para trepar com um blogueiro tem que ter a auto estima muito afetada.

Porém, existe uma grande diferença entre Maria Bloguete e, por exemplo, a Maria Chuteira. Enquanto a última segura o jogador, na maioria dos casos, devido o dinheiro, status e fama, a Maria Bloguete faz o que faz pelo mais antigo sentimento de vinculo emocional capaz de alimentar estimulações sensoriais e psicológicas do ser humano.

The love, kids.

O amor puro é a única explicação para a existência desse tipo de fetiche – além de uma perigosa crise de personalidade nível 5/black. Essas Marias realmente gostam do blogueiro. Elas não querem um link, banner ou a senha do Adsense. Elas somente desejam inflar o próprio ego com algumas horas pelada ao lado do formador de opinião. O que para elas, inexplicavelmente, significa muito.

Para outras Marias, ser Maria Bloguete é o cúmulo falta de ambição. Para os blogs, é uma modinha que deve ser aproveitada via seus derivados, os blogueiros. Uma coisa ou outra, a única certeza é a eterna dúvida da mente feminina. A opção do amor citada acima, por mais que plausível, ainda é uma suposição. E se você parar para pensar, esse fetiche é tão temporal quanto o auge de um blog. Quando seus visitantes e prestigio sumirem, as Marias vão junto. E quando os blogs caírem em esquecimento – a famigerada bolha estourar – novas aproveitadoras surgirão.

Será o surgimento da Maria Twitter. Seguindo sacanagens em 140 caracteres. Afinal, aquele tal de e-Penis tem que ter alguma razão para existir.

Pode anotar, vadia. E aproveitem, blogueiros. Aproveitem e honrem a classe.

Se é que existe honra nesse meio. Ou classe.

¹ Esclarecimento: Eu tenho namorada. Mas conheço um monte de blogueiro que tem honrado a classe. (que classe mesmo?)

² Concurso cultural: Não esqueci. O problema é que há mais de 50 textos enviados pelos leitores. E um melhor que o outro. Acredito que esse final de semana teremos o nome do vencedor. :D

³ #vitrineaovivo: Esse final de semana tem mais.

50 coisas que te fazem um fucking Nerd

Há alguns meses li um artigo – brilhante – da Marina Santa Helena na revista Pix que tratava da mudança de conotação do rótulo Nerd. Segundo ela, e corretamente, os outsiders agora são os outros. Para a nossa geração Sessão da Tarde isso faz muito sentido. Crescemos acompanhando filmes onde o gatão popular da escola era invariavelmente o capitão do time de futebol. Já o papel de boboca deslocado tinha sempre o mesmo destino: o Nerd.

Enquanto aquele rapazote de jaqueta sacaneava todas e curtia sua fase de colegial sem qualquer tipo de limitação, os Nerds pareciam, em meio a todo sofrimento, se preparar para uma era centrada em tecnologia. E o mundo, acredite ou não, cresceu. Mais do que isso, o mundo cansou de certo padrões de popularidade. Abriu-se uma chance para os Nerd. Aqueles considerados losers viraram, de repente, cool.

A pergunta que fica, principalmente pelos tolos acéfalos que vivem de se adaptar em busca de um lugar ao sol, é singela: como se faz um Nerd? Eu redireciono a pergunta levemente reformulada ao leitor. Você se considera um Nerd?

Não existe nenhum teste científico de probabilidade de nerdice do individuo. Contudo, podemos, a partir da experiência própria, tirar algumas conclusões através de questões simples. A lista abaixo é um exemplo. São 50 coisas que te fazem um fucking Nerd. Também não há nenhuma tabela de níveis.

Afinal, depois de uma lista desse tamanho fazer uma tabela de níveis seria muito Nerd de minha parte.

1. Você aprendeu a dar nó em gravata graças a um vídeo no Youtube.

2. ret @rosana: Quando o Faustão fala “tanto no profissional quanto no pessoal” você entende “tanto no on-line quanto no off-line”.

3. Seu cartão de visitas é uma mensagem multimídia enviada via Bluetooth.

4. Quando a último garota bêbada disse que desejava te pokear você se imaginou dançando feito zumbis ou jogando futebol freestyle.

5. Seu toque de celular é som do modem telefônico conectando com o servidor.

6. A bateria do seu smartphone não dura mais que um dia.

7. Sua primeira vez foi no Pombaloca.

8. Seu computador vale mais que sua casa.

9. Você reclama do seu namoro dizendo que está cheio de bad blocks.

10. Meia noite te faz lembrar conexão discada.

11. Você não agüenta esperar uma série passar na TV a Cabo e faz questão de puxá-la – se possível – simultaneamente com sua exibição nos EUA.

12. Você abre o guarda roupas e só vê camisetas do Camiseteria, Sambaclub e Chico Rei.

13. Você sabe a configuração completa do seu computador. Até o nome dos drives.

14. Você entende todas as piadas de The Big Bang Theory.

15. Você leva seu TV-B-GONE para os bares que frequenta.

16. Os vendedores de lojas de informática não sabem responder suas perguntas.

17. Você consegue se comunicar em frases de no máximo 140 caracteres.

18. Você não brincava de estátua. Brincava de flashmob.

19. A última caneta BIC que você teve contato foi na sétima série.

20. Para tudo você responde irritantemente “Procura no Google”.

21. Você é virgem.

22. Sua assinatura começa com @.

23. Você teve uma leve ereção assistindo “Os Piratas do Vale do Silício”.

24. Você acessava a Internet no Pense Bem.

25. Você já usou o AutoCAD para projetar um avião de papel.

26. Você ri de quem não consegue programar as horas num vídeo-cassete.

27. Você ri de quem ainda usa vídeo-cassete.

28. Você já colocou um notebook na frente da esteira.

29. Seu sonho é instalar um vídeo-game no banheiro.

30. Meia lua + soco forte significa muito pra você.

31. É emocionante relembrar a primeira vez que você salvou a Princesa Toadstool. Aquela vadia.

32. Você sabe de cabeça a senha do MSN, Twitter, Orkut, Facebook e outros 17 sites cadastrados mas não lembra a data de aniversário do seu pai.

33. Você passa pelo menos duas horas por dia pensando numa idéia que será vendida ao Google e vai te deixar rico.

34. Você apagou a função “discar” para instalar mais aplicativos no iPhone.

35. Você tem pelo menos um toy de Star Wars, Family Guy ou The Simpsons no quarto.

36. Sua única medalha foi conquistada num campeonato de Guitar Hero.

37. Você já tentou quebrar senhas de redes wi-fi em restaurantes.

38. Você já pensou em dar ctrl+z depois de errar num formulário de papel.

39. Exercício para você significa tirar a Power Ball da gaveta

40. Você já teve um cachorro chamado Bandit, Ideiafix ou Yoda.

41. Seus amigos só te procuram quando o computador deles tem alguma falha.

42. Quando conhece uma pessoa você pergunta que level ela é.

43. Você dá hadouken’s na copeira da firma.

44. Você já se fantasiou de personagem de vídeo-game.

45. Educação física nunca foi sua matéria preferida.

46. Quando os amigos comentam as baladas da época de solteiro você suspira “Ah, bons tempos de chat do Terra…”

47. Você tem uma explicação coesa para a função do Twitter.

48. Você sabe o atalho para todos os emoticon do MSN. Inclusive aquele do bode que ninguém usa.

49. Você aguarda ansiosamente 2015 para o lançamento do Air McFlys.

E finalmente…

50. Você sente saudades do MS-DOS.

Se você não se identificou com a lista, não se preocupe. Uma das piores invenções do ser humano chama-se culto ao estereótipo. E não é porque ser Nerd é pop que você deve aprender o significado das tags ou conhecer os personagens de Jornada Nas Estrelas. Quanto menos parecido você for com todos os outros, melhor. Jamais seja previsível e respeite sua personalidade.

Caso você tenha se identificado com a lista, relaxe. Esse é o momento. Afinal, pra que ser o fortão da escola se você pode ser o Steve Jobs?

Aos Nerds, vida longa e prosperidade.

¹ Vídeo: A Filha do Seu Faceta.

² Dica: Manicômio S.A.

³ Caxias: É um Boca sem grife.

As referências de Monstros vs. Alienígenas

Logo nas primeiras cenas Monstros vs. Alienígenasem claro: as próximas duas horas serão inesquecíveis. A tecnologia 3D espanta até os mais preparados. Os momentos de surpresa e admiração, seja pela galáxia soltando aos olhos ou a bolinha de pingue-pongue que ameaça bater seu nariz, cativam os espectadores e deixam em segundo plano os pecados cometidos pelo previsível roteiro do longa.

Porém, precisamos elogiar com veemência uma técnica usada pelos produtores herdada do precursor Toy Story (1995): o uso de referências clássicas. Pois, enquanto o 3D impecável e monstros engraçadinhos deixam as crianças felizes da vida, algumas piadas e personagens são compreendidos somente pelos pais, o que motiva a satisfação de quem pagou pelo ingresso.

Em Monstros vs. Alienígenas algumas homenagens são feitas de forma louvável. Principalmente filmes de ficção cientifica. Durante a animação, as trilhas de E.T (1982) e Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977) podem ser ouvidas. Já o escudo antimíssil da nave do terrível Gallaxhar lembra – e muito – o dos invasores de Independence Day (1996).

A característica dos protagonistas do filme é outra grande sacada da DreamWorks. Todos lembram um filme B da década de 50. Por exemplo: Suzan Murphy, o centro da historia, é atingida por um meteoro com Quantonium e fica gigante.

Quem tem insônia deve lembrar-se de A Mulher Gigante (Attack of the 50 Ft. Woman – 1958) nas madrugadas da TV Globo. Nesse filme, Allison Hayes é raptada por um UFO e aumenta 10 vezes o seu tamanho normal. Assim como na animação, a personagem é humilhada pelo seu marido.

B.O.B significa Bicarbonate Ostylezene Benzoate – Bicarbonato de Ostilizeno e Benzoato – ele não tem cérebro e é fruto da experiência de um molho de saladas quimicamente modificado com um tomate geneticamente modificado.

B.O.B é um dos meus personagens preferidos. O seu estilo perdido, desengonçado e principalmente burro é extremamente carismático. Muito diferente do clássico personagem que inspirou sua criação: The Blob (1958).

A Bolha é um dos grandes clássicos cults de todos os tempos, que influenciou o gênero até nas produções atuais. Uma mistura de sci-fi com delinqüência juvenil. Foi um filme muito importante na carreira do jovem ator Steve MacQueen e do compositor Burt Bacharach, autor do tema de abertura.

Elo Perdido é um peixe-macaco híbrido. Ele foi descongelado por cientistas 20 mil anos depois da Era Glacial. Ao ser descongelado, fugiu e aterrorizou turistas e mulheres em uma praia de Miami, sendo preciso a Marinha, Exército e a Guarda Nacional para capturá-lo.

Não é preciso muita comparação para perceber o quanto ele se parece com O Monstro do Pântano, personagem da DC Comics criado por Len Wein e por Berni Wrightson nos anos 70. Demorou onze anos para que Wes Craven leva-se a historia para o cinema, com Louis Jourdan no papel principal.

Dr. Barata, PH.D. é o ser mais inteligente do mundo, sendo indestrutível por possuir, assim como as baratas, um esqueleto externo resistente. Ele pode inventar qualquer coisa a partir do lixo, desde que não coma nada. O doutor adquiriu essa aparência após um acidente com uma máquina de teletransporte.

A parte do “teletransporte” mata a charada. Foi dessa mesma maneira que o dr. Andre Delambre se transformou numa mosca gigante em The Fly (A Mosca – 1958). David Cronenberg dirigiu o remake de 1986 com Jeff Goldblum no papel principal.

Insectossauro era uma larva de 3 cm quando foi atingido pela radiação nuclear de testes da bomba atômica, transformando-se em um monstro de 106 metros de altura e habilidade de atirar seda pelo seu nariz. Ele não fala e, aparentemente, só Elo o entende. Possui um gosto por cidades japonesas.

Qualquer semelhança com Godzila ou um monstro gigante que destrói Tóquio não deve ser mera coincidência.

Se você for ao cinema – e vá – não espere um filme de propósito ambiental e humanitário que fará você refletir sobre a geopolítica e o aquecimento global. Monstros vs. Alienígenas tem apenas um objetivo: divertir.

E o faz.

¹ Definição dos monstros: Pipoqueiros.

² Plantão Médico: Caixa Pretta.

³ Impressionist: Rob Magnotti.

Master League no Winning Eleven

Antes de qualquer explanação sobre games de futebol, sejamos justos: tudo começou com International Super Star Soccer. É, sem contestação, o jogo de futebol mais popular do Super Nintendo. Ele possui elementos que nenhum outro jogo havia disponibilizado até então, como dribles e transformar o juiz num cachorro.

A jogabilidade é bastante simples, mas fiel ao movimento dos jogadores. O cansaço dos jogadores representados pela cor da bolinha também era um show a parte. Se o desgaste era muito grande, o atleta ficava com as mãos no joelho e mal conseguia se mover em campo.

Chutar a bola no fotógrafo, a narração em espanhol (?), os jogos na chuva e na neve, o Allejo, esses pequenos mas significativos detalhes fizeram – e fazem – o International Superstar Soccer um dos melhores jogos de futebol para vídeo-game.

Hoje, 15 anos depois, podemos dizer que o real sucessor de ISSS é o Winning Eleven. Não apenas por ser tratar de um game de console, mas também pelo seu potencial revolucionário no final dos anos 90. Afinal, ficamos um bom tempo sem um soccer game de qualidade – nunca gostei de FIFA e jamais vou adquirir coordenação para jogar futebol num teclado de computador.

Uma das coisas que mais gosto do Winning Eleven é a opção Master League. Nesse formato você participa de jogos no estilo “campanha”. Sua única opção diferenciada é a possibilidade de escolher o uniforme do seu time – no caso, são sugeridos alguns dos clubes mais populares do mundo. O grupo de jogadores que você inicia o Master League é sempre o mesmo.

Ah, esse grupo.

Agravando a dificuldade, o game fornece os piores jogadores que você pode imaginar. Lentos, desengonçados, fracos e raramente precisos, os jogadores te irritam de forma absurda nos primeiros jogos. Com o passar do tempo eles vão evoluindo e até ganham sua simpatia. O problema é que até eles ficarem razoáveis há muito chão. E, pra chegar lá, existem algumas dicas.

A escalação automática inicial que o Master League propõe é a seguinte:

Você pode melhorar. Começando pela formação. A velha máxima do futebol “a melhor defesa é o ataque” tem vez no Winning Eleven. Trate de ousar e programe o esquema 3-4-3 A2, com um centro-avante enfiado quase na pequena área do adversário.

Ah, antes que eu esqueça. Isso é formação para jogar no nível 5. Níveis mais baixos só prejudicam seu jogo para quando você enfrentar uma pessoa de verdade.

Continuando: para fazer o esquema 3-4-3 A2 funcionar você precisa substituir jogadores e alterar posições. Dodô, que começa na esquerda, vai para o meio. Ele é muito bom nas roubadas de bola e tem precisão no passe. Ruskin, canhoto menos lento que os outros, entra no lugar do Stremer na esquerda.

Na direta, Macco – um Ruskin destro – ganha a vaga no lugar do Iouga. O ataque deve ser formado com Huylens, Castolo (no lugar do Espimas) e Ordaz. Ximelez – canhoto que chuta bem de fora da área – vem pela meia esquerda. Já Minanda, o melhor jogador do time, ataca pela meia direita e bate todas as faltas.

Como qualquer jogo de futebol, existem vários gols de mãnha. Um é o escanteio com o pé trocado. Se o corner é do lado direito, convoque o Ruskin. Caso seja do lado esquerdo, é a vez do Miranda. Cobre com meia força e mire a marca do pênalti. Coloque efeito em direção ao gol. São grandes as chances do Ordaz aparecer sozinho no meio da área.

Mas, ao contrario da maioria, no Winning Eleven esses gols manjados não são 100% garantidos. E é justamente isso que deixa o jogo tão interessante: a competitividade e o fator imprevisível. O goleiro pode fazer uma defesa absurda e no mesmo jogo tomar um frango histórico. Sendo assim, – tá certo que ajuda -, não depende só dos jogadores ou do técnico.

Futebol é momento. Até no video-game.

¹ Dica: Campeonato Bloguistico de Winning Eleven. Me chamem!

² Site: Novidades da indústria de games é na e-Zone.

³ Site 32bits: E tudo sobre Snes é no Snes-Classics.

Vitrine Ao Vivo

Após dezenas de reuniões, centenas de telefonema e milhares de litros de guaraná ralado, foi realizada neste final de semana a Vitrine Ao Vivo Pantanal Shopping. Evento esse que já está sendo considerada por muitos profissionais da comunicação a primeira ação de guerrilha – de fato – da publicidade mato-grossense.

E não foi fácil.

Nossa missão era divulgar a campanha Outono/Inverno 2009 e as mais de 50 marcas exclusivas do Pantanal Shopping. A idéia de colocar uma vitrine de 3×2 metros nos pontos mais movimentados da noite de Cuiabá (MT) surgiu durante um brainstorm com Renata Mendes, Rafael de Carvalho e Guilherme Piraja. Após várias alterações, re-orçamentos, discussões e ameaças suicídio, chegamos ao consenso e a ação, enfim, parecia que finalmente sairia do papel.

Chegava a hora da execução. A primeira noite seria na Praça Popular, um local da moda rodeado com os bares mais populares da atual noite cuiabana. Lá pelas 17h deixamos cones e negociamos com guardador de carro uma vaga bastante visível para a maioria dos bares e para quem desse a volta na praça.

Às 21h o pessoal da gráfica começou a montagem da vitrine. Bom, vitrine é apelido, aquilo era um baita aquário de acrílico! Logo depois veio a galera da iluminação, dois malucos que puxavam luz até de árvore. Enquanto isso os modelos já se maquiavam e recebiam instruções para o que vinha logo depois.

A ação teve seu início às 23h, quando o DJ pipocou o som e as luzes da vitrine finalmente foram acesas. Nesse momento, o casal de modelos já estava estático na vitrine, mexendo-se somente quando eram orientado pelo estilista Edson Guilherme.

O casal usou roupas de lojas exclusivas do Pantanal Shopping. Essa mistura de moda, estilo, música e uma baita parnafenália chamava invariavelmente a atenção de todos que passavam. Principalmente no momento mais esperado da noite: a troca de roupas.

Os modelos fizeram as trocas dentro da própria vitrine. O momento ficou eternizado na mente de muitas pessoas que testemunharam a ação. A movimentação nos bares foi incrível, muitos procuravam o melhor lugar para assistir as trocas. Digo, as roupas.

Na noite seguinte a ação foi realizada na Praça Santos Dumont, onde chamávamos a atenção de quem atravessava a avenida Getúlio Vargas vindo do Café Cancun pela avenida São Sebastião e quem jantava no Getúlio Loft. Melhor preparados e bem mais calmos, fizemos com que a ação fosse um sucesso ainda maior. No domingo, fechamos a semana com a Vitrine Ao Vivo dentro do Pantanal Shopping, ocasionando num aglomerado enorme de curiosos.

Apesar da nossa pouca experiência em execução de eventos e intervenções publicitárias desse estilo, a Vitrine Ao Vivo beirou a perfeição. E isso se deve a incansável equipe da FCS que não mediu esforços nesse inédito job. Da diretoria até o nosso glorioso Checking, – que, aliás, mandou muito bem. Foi de catador de folhas secas à cinegrafista -, estão todos merecidamente de parabéns.

Por algum motivo vejo que fizemos historia nesse final de semana em MT. E que seja apenas o começo.

¹ Dica: Conheça o hotsite Vitrine Ao Vivo.

² Outras: Mais fotos no Flickr.

³ Extra-blog: Adeus, Juarez.