Foi um 2008 e tanto. E a publicação do QMaT foi uma das minhas grandes conquistas. Tratava-se de um projeto antigo que estava engavetado e – quase – empoeirado. Desde a estréia, em 5 de maio com o post “Do Canachuê à Tangerina”, até a última terça-feira, foram 108 posts e 3.487 comentários. Isso nos leva à média de aproximadamente 33 comentários por post. Nada mal.
Fechamos o balanço anual com saldo positivo. Mesmo não sendo seu foco principal, o QMaT anunciou para grandes empresas como Axe, Toshiba e Wal-Mart. Foi citado na matéria da Época, indicado ao prêmio de melhor Blog de Cinema, Música e TV do Best Blog Brazil e, o melhor de tudo, manteve um público fiel de leitores e assíduos comentaristas.
Um blog é considerado bom pelo nível seus visitantes. Não basta ter milhares de acessos, o complemento do post está muitas vezes nos seus comentários. Temos um público interessado, que não comenta por comentar. E isso, acreditem, é uma puta vantagem quando comparado com outros blogs.
Assim, influenciado pelos famigerados recessos de fim de ano e ainda embriagado com as uma vez memoráveis comemorações natalinas, entrei na onde retro e decidi reunir os – por mim considerados – melhores posts do QMaT em 2008 num único artigo.
Sete é o número. Pra variar.
“Blog que é blog tem que criar um meme, certo? Certo. E o Quem Matou A Tangerina, no dia que completa 16 dias de vida – mas com corpinho de duas semana -, lança o seu: “Meu jogo inequecível”. Uma partida de futebol que marcou sua vida, que te fez chorar de emoção e/ou desespero, jogar a televisão pela janela, essas coisas.“
“Coincidências ocorrem o tempo todo. Sou cético em relação a isso. Acho que essas coisas apenas acontecem, distante de ser algo sobrenatural. Principalmente as coincidências inevitáveis sem nenhum significado especial. Mas uma descoberta recente chamou minha atenção.”
As 7 coisas mais legais dos anos 90
“Gosto muito de dizer que filmes, músicas e livros dos anos 80 formaram meu caráter. Mas isso é lenda. Como sou de 85, a minha real década foi a de 90. Sou, digamos, herdeiro dos adventos da democracia, globalização e capitalismo global. Vi também Romário, Senna e a popularização do computador e da Internet.”
“Tem coisa pior que encontrar um conhecido e não saber se ele lembra de você? Tem. O conhecido lembrar de você mas desconfiar que você não. Volta e meia o ser humano encontra-se nesse inevitável paradoxo de sua existência. Os minutos seguintes ao encontro costumam ser absurdamente constrangedores. Eu sei como é.”
“Inglaterra, algum dia de janeiro de 1967. Uma parede da estação metroviaria de Islington amanhece pixada. O ato, de mais puro vandalismo, não trata-se de mais um manifesto contra-guerra de jovens ingleses. Tampouco mais uma crítica dos skinhead, movimento que começava a ganhar forças em Londres. É sim a maior demonstração de idolatria que um músico já havia recebido. Na parede branca a tinta do spray preto afirma: ‘Clapton is God’.“
“no Taco. Talvez eu tenha sido a maior promessa do taquismo amador matogrossense nos últimos 30 anos. Ao lado de meu leal parceiro Cebeve – sigla para Cabelo de Boneca Velha -, tive uma louvável carreira de 137 partidas, sendo 133 vitórias, três cancelamentos devido a bolinha perdida e uma única derrota. A mais dolorosa e sofrível derrota desde o Maracanazo.”
O dia que encontrei Marty Mcfly
“Aquela cafeteria não é como eu imaginava. Não há máquinas de videogame, robôs atendentes ou garrafas de Pepsi surgindo no balcão. Vejo apenas um velho Lou contando os dias para sua aposentadoria. E um cabisbaixo cliente.“
Aí tem material para perder meia hora fácil. Obrigado pela visita, leitura e bom último final de semana de 2008.
Aposto que isso você não tinha ouvido ainda.





















