Journey by Mexas

Esse vídeo é uma homenagem não-anônima ao primo Mexas, o melhor cabeçalho de blog since 1996.

Promoção: o primeiro a responder corretamente as seguintes perguntas leva o livro: Blog: Entenda a Revolução que Vai Mudar Seu Mundo, de Hugh Hewitt.

Em qual outro videoclipe o Journey aparece cantando uma música que não é dele?
Em qual série de TV o protagonista é um grande fã do Journey?

Quem é irmão do Journey: Xororó ou Emilio Estevez?

Tri fácil.

¹ Blog da FCS. Siga-nos no Twitter, veja nossos VT’s e delicie-se com nossas fotos. Aliás, amanhã (30) tem futebol do Magic Baloon Arena a partir das 20h.

² Sei que ando sumido e devendo alguns posts. Peço desculpas, pessoal. Assim que as coisas acalmarem por aqui o ritmo será normalizado. Oremos.

³ Os bizonhentos da e-Zone seguem com uma promoção assaz supimpa.

Fred Fagundes

As 7 melhores de John Lennon

Atendendo pedidos, as listas voltaram. E nada melhor que recomeçar essa série com um toque de genialidade externa: John Winston Lennon, cantor, compositor, escritor, pintor e ativista e segundo maior músico de todos os tempos.

Ninguém foi tão importante para a música como os Beatles. E parte dessa revolução, talvez a mais significativa delas, passa pelo espírito incomodado e complexo de Lennon. Desde suas manifestações até sua invejável capacidade em oratórias e discussões, Lennon foi um artista completo. Não bastava emocionar as pessoas. Ele queria salvá-las.

Em 1970, após o fim dos Beatles, Lennon ficou três anos sem lançar nada. Voltou com o disco Mind Games, que marca o início de sua separação de Yoko Ono. Foi quando ele começou a namorar May Pang. Nessa época, Lennon ainda morava com Keith Moon (The Who).

A música que leva o nome do disco foi somente um dos vários hits do álbum.

Lembra o post da música perfeita? Pois então, Jealous Guy era minha segunda opção. Escrita em 1971 para o antológico álbum Imagine, a música é um atestado de ciúmes. Diz a lenda que ela havia sido escrita para o White Álbum em parceria com Paul Mccartney.

Uma curiosidade: a segunda voz na música é de George Harrison.

Eterno hino à mulher, Woman é a última música composta por Lennon. Durante uma entrevista para a revista Rolling Stones em 1980, ele disse que Woman era a versão grown-up de Girl, dos Beatles.

Em 2005, Ozzy Osbourne regravou a canção.

Working Class Hero foi a primeira música gravada por John Lennon após sua saída dos Beatles. É, depois de Imagine, umas das músicas mais regravadas de sua carreira. Músicos como David Bowie, Cyndi Lauper, Richie Havens, Roger Taylor e Marilyn Manson já a cantaram.

Mais uma do álbum Double Fantasy. Beautiful Boy (Darling Boy) foi escrita para Sean Lennon, filho de John com Yoko. A letra é uma primorosa canção de ninar. O videoclipe editado somente com imagens da família, com Sean ainda pequeno, é um dos meus preferidos.

Foi regravada por Celine Dion e Ben Harper.

Música mais tocada durante cinco semanas nos Estados Unidos, (Just Like) Starting Over aparece – também – no Double Fantasy. Lennon teria escrito essa canção em Bermuda no ano de 1979. A inclusão de Just Like se deve ao fato de, na época, uma música country chamada Starting Over estar fazendo grande sucesso.

Música absolutamente hipnotizante, Instant Karma! está no terceiro disco solo de John Lennon. É uma das três canções dele inclusas no Rock And Roll Hall of Fame. O arranjo original foi criado juntamente de George Harrison e Billy Preston. Só.

Sim, eu sei. Faltaram várias músicas, inclusive as acapachantes Imagine, Stand By Me, Give Peace a Chance, entre outras.

Mas, se tratando de John Lennon, qualquer lista de melhores será invariavelmente cruel.

Basta-nos discutir, ouvir e aprender.

¹ A e-Zone Online tá sorteando uma pá de prêmios. Participe aqui.

² Ótima ação da Nintendo em parceria com o Youtube.

³ Semana Grenal. Tensão.

Fred Fagundes

Efeito Axe

De nada adianta uma ação publicitária voltada para as redes sociais ser genial se não houver um ótimo planejamento. Onde, como e quem atingir. É indispensável ser sutil sem perder a força de persuasão. Com grande satisfação observo o amadurecimento das agências nesse sentindo. O mais recente exemplo é a campanha da Unilever/Cubo.CC criada para a Axe.

Após o teaser publicado em vários blogs (inclusive no QMaT) e uma guerrilha que reuniu dezenas de mulheres de biquíni correndo pelas ruas de São Paulo, chegou a vez dos blogueiros ganharem uma recompensa. Um kit personalizado foi enviado para os chamados “formadores de opinião”. Nele, além do trio de body spray destacado na campanha, várias surpresinhas.

Logo de cara, ao abrir a caixa, surge uma carta assinada por Sabrina Sato. Ela diz que no pendrive que acompanha kit há um presente especial. Trata-se de um vídeo da própria Sabrina mandando beijinhos e destacando o game que conta com a participação dos blogueiros. Veja:

O game citado é o Billions. Você deve correr até o malandrão na praia antes das mulheres e roubar o desodorante. Para deixar o game ainda mais atrativo, você pode jogar com seu blogueiro favorito. Para usar esse meu rostinho de psicopata, basta digitar “Tang” e Enter no momento que surge na tela o personagem.

Durante o jogo aparecem alguns veículos, como um stake e um quadriciclo. Também há um Redbull – que deixa seu personagem mais veloz.

Além da carta, dos desodorantes e do pendrive, o kit acompanha um certificado de gamer e um miniposter (acima) do meu personagem sendo atacado pelas mulheres.

Um gol de letra da Axe por meio da Unilever/Cubo.CC. Deixo meu agradecimento pelo convite e parabenizo os amigos Guilherme Valadares e Pedro Biso, futuros funcionários do mês.

¹ As meninas não ficaram de fora. Só que o kit era mais “fofinho”.

² As fotos foram furtadas do Flickr do Ziggy. Inclusive, tem muito mais.

Fred Fagundes

Alguns clipes ruins de músicas mais ou menos legais

Estamos falando daquele clipe que te dá vontade de entrar na TV e salvar os figurantes. Que te faz concordar com quem diz que a MTV envergonha a música. Que te obriga a decorar o nome e procurar no Youtube mais tarde só pra compartilhar com os amigos…

Algumas produções ficam marcadas pelo trashismo. É quando a idéia de inovação acaba não batendo com o produto final. “Gostamos muito do resultado. Infelizmente o público ainda não está acostumado para esse tipo de material”, é a resposta padrão. Anos depois o discurso muda para: “Não sei onde estávamos com a cabeça. Éramos inexperientes”. Normal.

É impossível falarmos sobre cultura pop-trash e não voltarmos aos anos 80. O primeiro de nossa lista tem no seu maior hit um dos piores clipes já lembrados. Misturando cores, 37 tipos de dança e sem sentido aparente, Lionel Richie fez do clipe de All Night Long uma salada de bizarrices.

O figurino é outra maravilha. Lionel veste uma calça à vácuo de couro típica da década. Também vale ressaltar a entrada da bailarina. Sem ninguém entender, ela faz uma entrada triunfal e é seguida por um grupo de dançarinas africanas.

É triste, mas preciso incluir um dos meus músicos preferidos nessa infame lista. O clipe de I Just Called To Say I love You mais parece uma seleção de imagens que passam no videokê, saca? Após quase um minuto mostrando o céu e as nuvens surge na tela um pedaço de terra (?) com a foto do horizonte.

Mas não bastava. Stevie, que até então só aparecia numa imagem destorcida sob o céu, aparece atendendo um telefone cor de rosa e cantando o famigerado refrão.

Ainda bem ele nem viu.

Uma compilação de atores memoráveis e um roteiro brilhante. Assim resume-se Making Love Out of Nothing At All do saudoso Air Supply. A canção, você lembra, é garantia certa em qualquer coletânea Love Songs da Som Livre. Já o vídeo, bom, esse dispensa comentários.

Observe: o figurino futurista logo no início. A interação das backing vocal com a cena. O uso adequado da computação gráfica. E, finalmente, a sábia decisão de usar um membro da banda como ator principal.

Em homenagem do jovem Dorly Neto, a obra prima do Twisted Sisters. Piada em todos os programas de música do mundo, esse We’re Not Gonna Take It é o Cidadão Kane dos clipes ruins. O Pelé. O Michael Jordan. O Cardoso.

Das interpretações até a transformação do ator mirim em vovó-mafalda-do-capeta, esse vídeo conseguiu levar, em definitivo, toda a ironia e bom humor do Twisted Sisters para a tela.

Até com um leve exagero.

Em 1981, antes de ser apenas o George Michael, essa hoje senhora era vocalista do Wham!. Três anos depois ele emplacou um dos seus maiores sucessos: Careless Whisper. E, como a maioria dos grandes sucessos da 80′s, o clipe era bizarro.

Tá, eu confesso. Acho essa música maneira. Apesar de lembrar o Kenny G no começo, a melodia é grudenta e cheia de malemolência. Perfeita para grandes momentos amorosos do ato físico do amor.

Sem contar que é pura trilha de motel.

O clipe, quando muito bom, ofusca a música. Né?

Pff…

Algumas pessoas me chamaram de bairrista, ignorante e burro nos comentários da série de posts sobre a Revoluação Farroupilha. Direito de resposta.

No primeiro post da série está escrito: “O novo título é somente uma das inúmeras referências à Semana Farroupilha que o QMaT vai expor até dia 20″. Ou seja, quem leu isso sabia que, até o dia 20, todos os posts seriam sobre o Rio Grande do Sul. Não precisava reclamar. Apenas voltar dia 21. Ou não.

Sou bairrista. Não me importo se me chamam de ignorante ou burro. Agora, sobre a Revolução Farroupilha, uma coisa parece que não ficou clara: “valeu a pena?”

Valeu. Não sou eu que digo isso. São os livros de historia. O Rio Grande do Sul – por vários motivos, inclusive financeiros – era contra viver como uma colônia portuguesa. A declaração da República Rio-Grandense foi a primeira tentativa de independência do Brasil.

Portanto, antes de dizer que “gaúchos se acham melhores” ou “é muita frescura”, entenda. O gaúcho não é separativista. O gaúcho lutou para ser brasileiro. Trata-se apenas de um povo patriota que gosta de comemorar e expor sua paixão pela terra onde nasceu.

Mas claro que um novo dono da verdade vai discordar em breve.

Fred Fagundes

Gauchês

Peguei o auto do bagual na cara dura. Desci a lomba e parei na baia da nega veia. Chegando lá, tive que fugir de um cusco orelhano. Corri pela cancha do pátio, mas e só cheguei lá a laço e espora. Quando vi, tava atrás da casamata, onde havia uma frigider cheia de cacetinho. Não entendi, catei minha funda e fiz e sai fedendo feito taco. Mas, bá, que vareio.

Tradução:

Peguei o carro do meu pai na cara de pau. Desci pela rua em parei na casa da minha mulher. Chegando lá, tive que fugir de um cachorro abandonado. Corri pela quadra do pátio e só cheguei lá com muito esforço. Quando vi, tava atrás do banco de suplentes, onde havia uma geladeira cheia de pães. Não entendi, peguei meu estilingue e sai correndo. Mas, nossa, que decepção.

No início dos anos 80, quando a dupla Kleiton e Kledir despontou no cenário musical, um crítico do Rio de Janeiro escreveu:

“Kleiton e Kledir é uma dupla de ingleses que canto numa língua que lembra o português”.

E é bem isso. O Rio Grande do Sul carrega vocábulos e expressões interessantíssimas. É um dicionário quase a parte ao da língua portuguesa. Além da colonização alemã, a posição geográfica do Rio Grande do Sul influenciou na popularização de algumas palavras em espanhol. Ou até mesmo no bom e velho portuñol.

A história conta que, em conflito constante com os “castelhanos” (argentinos e uruguaios de ascendência castelhana) e com os portugueses (então colonizadores do Brasil), os gaúchos continuavam ignorando os limites políticos entre os territórios, mas criavam seu próprio isolamento cultural.

Na tentativa de não se identificarem nem com os portugueses (dominadores) e, posteriormente, brasileiros, nem com os espanhóis (invasores), os rio-grandenses criaram um modo particular de vestir, falar e agir, que pouco se diferenciava das características típicas dos gaúchos (lê-se ‘gáutxos’ em espanhol) dos pampas cisplatino e platino. Os hábitos do churrasco, do chimarrão, da indumentária e quase toda a tradição permaneceram muito semelhantes após todo o período de ebulição, mas a língua foi diferenciando-se.

Numa tentativa de mostrar para os “castelhanos” que falava português e para os “imperialistas” que falava espanhol, adicionando-se muitas expressões indígenas e algumas africanas, o gaúcho criou uma linguagem híbrida, compreendida por todas as partes envolvidas no período. Marcado pela grande ligação afetiva do gaúcho por seus animais, a maioria das expressões que se referem a animais, também se referem às pessoas.

O sotaque é outra grande marca do gaúcho. Algumas meninas acham uma graça, por sinal. Mas abrem-se parênteses para falar do sotaque gaúcho. O modo de falar do Porto Alegre é totalmente diferente do gaúcho que vem do interior do estado.

A porto-alegrense fala arrastado, usa muito o “tri”, “bah”, “capaz”, entre outros. Esse modo tem suas vantagens, pois é um sotaque – quando falado com calma – harmônico e agradável. A forma com o “r” é dito pelo porto-alegrense soa bem diferente do “r” do caipira, motivo de eterna piada.

Já o gauchão véio do interior, bah, esse não se vai com estas frescuras. É cheio de trejeitos, vocabulário pessoalíssimo e não visa a adequar-se ao português culto. Dependendo da cidade, carrega o “r” caipires e acha o “tri” coisa de porto-alegrense fresco.

Uma peça publicitária que exemplifica, além do bairrismo óbvio, a paixão do gaúcho pelo seu jeito pitoresco de falar é essa criada pela Almap e produzida pela Zeppelin para a cerveja Polar.

Mazáh!

Pois o gaúcho faz questão de dizer que é gaúcho. Certo que sim.

¹ Muito bom dicionário de gauchês.

² Agradecimento especial à gaúcha Renata Pimentel que auxiliou no post. Ela que é finalista do Globes Awards. Torceremos. :)

Fred Fagundes

Música gaúcha

Dentro do tradicionalismo cultivado no Brasil, talvez a música gaúcha seja a mais referenciada. É um estilo que saiu do Rio Grande do Sul para confundir-se com a cultura popular do interior do Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

As letras são recheadas de história nativistas e com a indispensável presença da figura mística do gaúcho. A realidade social é vista como uma construção imaginária, voltando sempre para os tempos do império e da revolução. A culinária e o clima do Rio Grande do Sul são outros temas invariavelmente citados nas letras.

A música gaúcha, a verdadeira música gaúcha, não é algo exatamente alegre. As canções são voltadas somente ao teu povo, relembrando detalhes da infância do gaúcho do pampa, a vida dura do campo, os percalços do crescimento, a paixão pela família e , principalmente, a tradicional raça e amor pela terra.

O próprio hino do Rio Grande do Sul (no meu tempo de colégio, éramos obrigados a cantá-lo toda terça-feira) já carrega em sua composição algo influenciado pelo tradicionalismo do Estado. O autor da letra é Francisco da Fontoura e a harmonização de Antônio Corte Real.

O refrão é absurdamente denso e forte. A frase “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra” é até hoje lembrado em camisetas, adesivos e faixas nos estádios Olímpico e Beira Rio.

Como aurora precursora
Do farol da divindade
Foi o vinte de setembro
O precursor da liberdade

Mostremos valor constância
Nesta ímpia injusta guerra
Sirvam nossas façanhas

De modelo a toda terra
De modelo a toda terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra

Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo
Povo que não tem virtude

Acaba por ser escravo

Antes das ridículas bandas comerciais (Tradição, Tchê Garotos, etc…) que surgiram no Rio Grande do Sul e nos estados citados acima, existiram Cesar Passarinho, Leonardo, Dante Ramon Ledesma, Gildo de Freitas, Leopoldo Rassier, entre outros. Gaúchos legítimos, descendentes de índio, bugre velho e sem frescuras.

Homens que cantavam o sofrimento. O orgulho de ter nascido na querência amada e por ser o primeiro a ter lutador para ser brasileiro. Sonidos que representavam a vida e o cotidiano de um povo acostumado a viver no frio e lutar pela liberdade. Cantavam para estado que se criou na guerra e cresceu na adversidade.

Além disso, a música gaúcha faz questão de carregar as raízes da família. Uma das mais belas músicas já feitas no sul do Brasil é Guri, do Cesar Passarinho. Observe como a letra, apesar de singela, é emotiva e adequada. A interpretação de Cesar Passarinho é um show a parte.

Na gaita (sim, esse instrumento no Rio Grande do Sul se chama gaita), Renato Borghetti. Neto Fagundes no violão.

A música gaúcha não é para principiantes.

Fred Fagundes

Bergamota?

Calma, você não entrou no blog errado. O novo título é somente uma das inúmeras referências à Semana Farroupilha que o QMaT vai expor até dia 20, data precursora da liberdade.

As comemorações da Revolução Farroupilha – o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais – relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.

A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-ro-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.

A Semana Farroupilha é um momento especial de culto às tradições gaúchas, transcendendo o próprio Movimento Tradicionalista Gaúcho. Ela envolve praticamente toda a população do Estado, se não fisicamente nos locais organizados para festejos, participando das iniciativas do comércio, dos serviços públicos, das instituições financeiras ou das indústrias.

A Semana Farroupilha é regulada por uma Lei Estadual e Regulamentada por um Decreto. Sua organização é feita em duas estâncias, a estadual com a definição de diretrizes gerais, escolha do tema básico e atividades que envolvem as distâncias públicas estaduais, e no nível local onde, na prática ocorrem os festejos as manifestações Culturais, artísticas e onde se realizam as mostras e os desfiles destacando-se o realizado a cavalo.

Em Porto Alegre, a Semana Farroupilha tem seu núcleo concentrado no Parque Maurício Sirotski Sobrinho e oferece uma intensa programação sócio, cívica e cultural, com constituição de um grande Acampamento Farroupilha que tem uma duração de quase 30 dias. Durante a Semana Farroupilha são relembrados os feitos dos Gaúchos no Decênio Heróico (1835-1845), através de palestras, espetáculos, lançamento de livros entre outras atividades.

O que mais me orgulha nesses eventos é ver crianças – como na foto acima – felizes por participarem. Não é algo forçado pelos pais, muito pelo contrário. Você observa o brilho no olhar dos guris. Uma gratificante arantia de tradição viva por mais algumas décadas. Garantia da nossa história de honra e raça repassada para futuras gerações.

Garantia de um rio grande bem guardado.

¹ Mais um merchant sem vergonha do Ivo.

² A foto é do Waldomiro Augusto.

³ Outras e todas as informações sobre a Semana Farroupilha no site oficial.

Fred Fagundes

Uma fita, sete músicas e milhares de quilômetros

Que viagem.

Para ser mais especifico, a minha primeira em grande escala. Em 1996 sai de Porto Alegre no dia 24 de junho para chegar em Cuiabá 48h depois. Na primeira parada, ainda pra abastecer o carro, comprei uma fita (lembra delas?). A partir desse momento, acredite, percorri quase todos os 2206 km de estrada ouvindo Men At Work.

Lembro-me até do setlits: Who Can It Be Now?, It’s A Mistake, Overkill, Be Good Johnny, Everything I Need, Down Under, Overkill (ao vivo). Men At Work virou trilha sonora de viagens. Hoje, graças ao Steve Jobs e o cara que inventou os fones de ouvido discretos, é ainda mais fácil ouvir a extinta banda.

O Men At Work foi criado no início da década de 80. O grande sucesso do grupo, o hit que patrocinou as viagens e turnês pelos Estados Unidos, foi indiscutivelmente Down Under. A música caiu na graça dos jovens e tornou-se um hino extra-oficial de vários movimentos underground’s e musicais da Austrália.

Junto com Down Under, Who Can It Be Now fez grande sucesso no disco de estréia, Business As Usual. O clipe dessa canção foi muito executado na MTV e atingiu rapidamente o primeiro lugar nas paradas americanas. Nesse mesmo ano, 1983, o Men At Work levou o Grammy de Melhor Artista Iniciante.

Verdade seja dita que depois de Business As Usual o Men At Work não emplacou nenhum disco de sucesso. Entre idas e vindas o grupo chegou a se reunir e gravar um álbum ao vivo no Brasil em 1996. Nada antológico, mas longe de ser melancólico.

Volta e meia o vocalista Colin Hay é lembrado em especiais de TV e séries americanas. Uma de suas melhores e mais inusitadas aparições foi no excelente Scrubs. Ele surge como um paciente imaginário de J.D (Zach Braf), testemunha de algumas crises e brigas entre os personagens.

Entre tantas cenas espetaculares de Scrubs, essa eu considero a minha favorita.

Ray ainda participou de uma pancada de filmes, como Georgia (1986), Heaven’s Burning (1997) com Russel Crow e The Craíc (1999). Em 2002 ele casou com a cantora peruana Cecília Noel e voltou a fazer shows. Inclusive, em 2003, fez parte da All Star Band de Ringo Starr. Em 2004, Paul McCartney fez uma seleção das músicas que mais gostava para uma revista inglesa e incluiu a música Going Somewhere, de Colin Hay.

Anos depois, já em 2008, Fred Fagundes viajou novamente até o sul do Brasil, dessa vez Balneário Camboriú (SC). Ele ouviu a mesma fita curtindo e relembrando as paisagens, conversas e medos de 12 anos atrás.

Que viajem.

¹ Atendendo pedido do Alben, aí vai uma dica de blog: O Impressionante.

Fred Fagundes

Habemus Obama

Veja. Analise. Em seguida, responda.

Não dá vontade de votar no cara?

O material publicitário do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, é um dos melhores já produzidos. Recheado de vetores, simbologia pop e um work art primoroso, os cartazes acima são de um capricho e funcionalidade impressionantes. Observe como eles lembram um poster de cinema, principalmente o quarto da lista, anunciando algo taxado como grande lançamento.

Já o primeiro poster, onde Obama surge olhando para o horizonte sob a palavra progresso, lembra muito uma famoso foto de John F. Kennedy. Lembrando: Obama foi comparado inumeras vezes com esse ex-presidente devido sua juventude, oratória e, principalmente, carisma.

Não bastasse, ainda há o vídeo oficial da campanha do democrata. Com mais de 9 milhões de views no Youtube, o vt conta com a presença de vários artistas cantando um discurso de Obama. Nada de jingles em ritmo suspeito, rimas idiotas ou duplo sentido como estamos acostumados a ouvir por aqui. Um primor de peça. Simples, direta, fria e tocante. Exatamente como deve ser um material persuasivo.

Se Obama será presidente não se sabe. Aliás, prefiro nem arriscar. As lições pra se entender como um presidente é eleito nos Estados Unidos são como as regras do baseball: jamais vou aprendê-las. A publicidade certamente vai ajudá-lo a ganhar alguns mihares de votos, mas isso não quer dizer nada em relação à corrida presidencial.

A única certeza é que Obama deixou a estética da política mais vistosa. A propaganda eleitoral tende a mudar. Obama deu graça na conservadora política americana. Tornou-se ele a última esperança para mudar o rumo do planeta, já que aquele país data a rotina da Terra.

Obama é mais do que pop. Obama é sexy.

¹ Sensacional. Mais de 100 comentário nos último post. Tivemos excelentes respostas, mas duas se destacaram. O Pedro Américo tocou num assunto que ainda me emociona muito: mudança de cidade e distância da família. Já o Júnior citou uma música sensacional e ainda relembrou as manhãs de domingo com o pai, algo que também me traz incríveis lembranças.

Infelizmente não posso dar livros para todos os leitores que participaram. E como só posso escolher um, fico com a resposta do Pedro Américo:

Sou do interior de Minas. Sempre soube que o meu lugar não era na minha cidade natal. Sempre soube que, mais cedo ou mais tarde, esse pássaro iria voar. Lutei durante dois anos para conseguir botar o pé na estrada e iniciar minha vida. Deixei minha família e namorada. É como diz a música:”preciso viajar agora, pois há muitos lugares que eu preciso ver”/ “este pássaro você não poderá mudar”. Mas como essa música mesmo me ensinou: “Não voe tão alto pássaro livre” eu mantenho os pés no chão e faço cada coisa de uma vez. Pois eu sei que ainda vou voar por muito tempo.

Quando ouço aquele famoso solo de seis minutos lembro da paisagem vista da janela do ônibus. E a vontade de vencer que ele me dá.

Por isso Free Bird, do Lynyrd Skynyrd, é minha música perfeita.

Parabéns, Pedro. E muito obrigado a todos que participaram. Em breve novas promoções desse estilo :)

²Obama é sexy” é uma frase de Arnaldo Jabor dita no Jornal da Globo em abril deste ano.

³ Imagens do Obama coletadas no bom e velho Mexas.

Fred Fagundes