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Top 5: coisas que a Warner pode aprender com a Marvel!

Publicado em abril 26, 2012 por em Especial


Afinal de contas, Os Vingadores não é um sucesso absoluto. É a apoteose de um longo planejamento entre produtores e profissionais do cinema para finalmente vermos realizado aquele velho sonho de criança de ver nossos heróis marvetes favoritos. Mas o que falta para a Warner/DC fazer o mesmo? Ao menos cinco coisinhas…

5 – Massa véio: use com moderação

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A Warner pega um herói clássico e certinho com todo manjado drama da superação de vagaba-se-tornando-em-algo-melhor e transforma o Lanterna Verde em um I Know, Right?. Se compararmos a outras épocas piores, o filme até que respeita muita coisa da mitologia do herói, mas tenta diversas vezes transformar um personagem bacana em um amontoado de CG – que nem é algo de mais – e muitas explosões.
Eu, você e as minhas fakes curtiram todos os momentos momentos Massa, Véio dos filmes marvetes. A diferença é que lá isso é usado pra não deixar o ritmo cair, a Warner costuma usar isso pra ter história. Não dá.
4 – Planejamento não é tentativa e erro

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Desde o já distante Homem de Ferro, já se falava em um filme com todos os personagens do filme juntos. Mas pra chegar até lá, a Marvel precisou de três filmes do X-Men (que serviram principalmente para mostrar que assinar contrato pra mais de um filme seria legal) além de errar muito com Quarteto Fantástico, Demolidor e o Homem-Aranha. Em boa parte dessa trajetória, a Marvel aprendeu erros que não cometeu quando começou a concretizar Avengers em Homem de Ferro 1 e O Incrível Hulk.
Mesmo quando a produção de Edward Norton fracassou, os caras escalaram outro ator e seguiram em frente sem que ninguém tenha ligado pro terceiro ator a viver o personagem. Enquanto isso, a Warner resolveu recomeçar completamente o Super-Homem pela segunda vez em um curto espaço de tempo e sem nenhum sucesso. Quando você sabe exatamente o que quer e onde quer chegar, é mais fácil conseguir.
3 – Estrela: pra quê?

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Na década passada, eu, Change e Ultra fazíamos uma matéria que falava sobre cinema e leite (é sério, o cara passava meio semestre falando de leite) e fizemos uma pá de trabalhos sobre o Star System, a forma como Hollywood constrói e usa seus ídolos para aumentar a arrecadação das bilheterias. Há 20 anos, nós três líamos em revistas que falavam sobre quadrinhos, boatos bizarros na era pré-internet em que Sean Connery seria Wolverine (sério, eu li isso), Joel Schumacher dirigiria um filme do Asa Noturna e Julia Roberts seria Jean Grey.
Duvido que qualquer um desses e de muitos outros rumores tenham sido verdade em algum momento, mas eles demonstravam o que produtores, imprensa e fãs achavam que deveria ocorrer: astros interpretando grandes personagens. WRONG. A Marvel percebeu que era melhor ter um ator com um status médio e que não ofuscaria sua estrela… Além de ser bem mais baratim, o que diminui a chance de fracasso comercial. Mesmo Robert Downey Jr. só foi possível porque vinha de seu pior momento na carreira após anos de notícias envolvendo drogas, bebidas e participações na série Ally McBeal cantando com o Sting (o próximo passo era participar da Turma do Didi).
2 – Melhor um bom diretor e um ótimo executivo que o contrário

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Enquanto Bryan Singer não conseguiu se firmar com Superman, Christopher Nolan fez um ótimo Batman, mas que não funcionaria em um universo com superpoderes e Martin Campbell fracassou vergonhosamente com Lanterna Verde… A Marvel fez o gordinho que namorava com a Monica em Friends virar o diretor Jon Favreau.
E vale lembrar: Joss Whedon, que fará sucesso com Avengers, chegou a entregar um roteiro para Batman e Mulher Maravilha, este enfaticamente esnobado aliás, que a Warner… Recusou. CONGRATULATIONS, CHAMPS!
Sabe aquela história do cara que esnoba a adolescente nerd e anos depois é esnobado por ela, gatíssima? É o que me vem a cabeça hoje. A Warner optou pelo caminho de grandes nomes na direção, mas sem amarrar nenhum conceito entre seus filmes. Parece fácil, mas… I Know, right?
Desse jeito, só um diretor muito bom e que centralize as decisões vai tornar o filme em algo bacana, mas que será a visão dele e não da editora/empresa, o que invibializa uma reunião da Liga da Justiça. Com três ótimos diretores a Warner, acertou soberbamente com um. E, como disse acima, os três filmes de Nolan não trouxeram um personagem que funcione com outros. É uma trilogia que quando acabar… Deixará uma lembrança épica, mas não uma franquia. O Homem-Morcego e seus fãs não podem reclamar, mas quem sonha em ver a Liga da Justiça nos cinemas, sim.
1 – Respeite os fãs e eles trarão os amigos

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Pouca gente sabe disso, mas eu não vi X-Men 1 nos cinemas porque o último filme de super-heróis que havia assistido então era aquele Batman com George Clooney e Joel Schumacher… Que me fez prometer jamais ver um filme do gênero nos cinemas de novo. Eu era um fã revoltadíssimo com a forma como o cinema tratava os personagens que sempre gostei.
A Warner evoluiu pra cacete desde então. Você pode não gostar de vários filmes da DC, mas raramente eles subvertem os conceitos originais. Mesmo assim, a gente ainda vê implícito aquela tentativa de tornar um filme com vocação de nerd em algo pop demais. Com Avengers a gente viu um monte de nerd trintão, quarentão e até a Bruna Lombardi – que furou a fila em que eu estava e embarangou pra burro – aplaudindo e vibrando, como se fosse um show de rock. E com eles muita gente que pode ter saído na dúvida se não era pro Super-Homem ter aparecido, mas que se divertiram pra um programa com seus amigos.
Agora, se você quiser inverter a lógica e fazer um filme para os amigos e a Bruna Lombardi – é sério, ela estava lá. E tá feiona. Fiquei triste. – e esperar que os nerds se empolguem, vai ter problemas. Não era assim quando raramente havia filmes desse gênero. Não será assim agora. E o que todo nerd, marvete ou decenauta, quer é justamente ver todos os heróis de quadrinhos bem representados. A Warner está muito atrás. É hora de arregaçar as mangas e correr atrás. Ou então o “chupa DC” percorrerá gerações…
Bugman achava a Bruna Lombardi maravilhosa há dez anos

 
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