Política de debates Alex Castro (versão 2012)
segunda-feira 1 outubro 2012 - Filed under Comportamento + Egotrip
Não gosto de debates, trocas de idéias, & afins.
Introdução
Não acredito em debate porque acho que opinião é que nem cú, cada um tem a sua.
Considero arrogância e falta de educação tentar convencer alguém a mudar de ideia.
Por que debater? Por que não deixar as pessoas em paz com suas próprias opiniões?
O que é lindo no ser humano é essa diversidade. Se pudesse fazer o mundo todo concordar comigo com um estalar de dedos, arrancava os dedos pra não ter perigo de estalá-los sem querer!
Desconfio de debatedores, essas pessoas que acham que sabem a verdadeira verdade e que, se lhes dermos cinco minutinhos, vão nos fazer ver a luz também!
Não entendo essas pessoas que cobram debates:
“Alex, por que você está fugindo do debate, blá blá?”
Queriam que eu fizesse o quê? Que ficasse aqui no meu pódio incessantemente tentando convencê-los a adotar meus valores e minha visão de mundo? Em troca de quê? Por quê?
E o que poderia ser mais tedioso e arrogante que isso?
Como funciona
É assim:
Eu: sou livre para escrever sobre o que quiser.
Vocês: são livres pra ler ou não, para falar o que quiserem nos comentários ou não.
Pronto.
Liberdade de expressão é isso. Eu falo o que quero, vocês falam o que querem.
Mas algumas pessoas querem mais: elas querem bater-boca. Querem debater. Querem que eu contra-argumente todos os seus argumentos, que tenha uma opinião sobre suas opiniões.
Não estou disposto a fazer isso.
Conversar com alguém não é um direito
Não é grosseria da minha parte não querer conversar com você. Nem estrelismo, aliás.
É porque qualquer pessoa, da mais humilde a mais fodona, tem direito de só conversar com quem quiser.
Grosseria não é alguém não querer interagir com você.
Grosseria é você forçar agressivamente uma interação com quem não quer interagir com você.
Se o seu primeiro contato comigo é rude ou grosseiro, não vou me ofender ou me irritar, mas vou simplesmente te riscar da minha lista: pronto, essa é uma pessoa imatura e mal-educada com quem já sei que não vou falar, com quem não tenho interesse no diálogo. O espaço é livre, ela pode comentar e opinar a vontade, mas não comigo.
Eu, felizmente, interajo com quem quero.
(Sobre isso: Respeite o meu direito de não querer te ouvir ou ver)
Os tipos de comentários que respondo
Se já escrevi sobre o que bem entendi e se você já falou o que bem quis também, não é necessária uma nova interação da minha parte. Via de regra, já falei tudo o que quis no texto.
Só respondo comentário nos seguintes casos:
1. Quando alguém coloca palavras na minha boca. “Não acredito que você disse que todos os cariocas são loiros!” E vou lá e respondo, “Não, eu não disse que todos os cariocas são loiros…”
2. Para clarificar pontos que ficaram obscuros. “Desculpa, Alex, mas não entendi a relação entre os cariocas serem loiros e as ondas de Copacabana”, e vou lá e explico.
Insultos, ataques, ofensas, grosserias? Esses eu ignoro.
Argumentos pró e contra minhas opiniões? Também ignoro.
Comentários que não respondo: os mal-educados
Tem pessoas cujo primeiro comentário ou comunicação comigo já é extremamente grosseiro. Naturalmente, não respondo. O mais incrível é que depois tentam entabular um diálogo normal e civilizado como se nada tivesse acontecido!
Mas se o seu primeiro comentário foi
“huahauaha q blog pedante, como você é besta!”,
não adianta vir depois dizer
“mas Alex você não acha que quando Niesztche fala em Eterno Retorno…”
porque você já se colocou fora da conversa dos adultos e eu não vou interagir com você. O fato de eu não apagar seu comentário não quer dizer que vou estabelecer um diálogo.
Ocasionalmente, entretanto, fico tão impressionado pela discrepância entre a grosseria de um comentário e a tentativa de diálogo inteligente do outro, que decido investigar. Eles dizem:
“Ué, Alex, esse aqui não é um forum livre? Não posso dizer o que quiser? Pois bem, achei o seu blog pedante e você, besta. É minha opinião! Não pode?”
E eu respondo:
“Claro que pode. Incrível é você achar que, depois disso, vamos ser amiguinhos e discutir Nietszche como gente grande.”
Mas essa distinção, apesar de tão auto-evidente e gigantesca pra mim, é justamente o que não conseguem entender – pois nem percebem o quão grosseira e agressiva foi a sua “sinceridade” inicial.
Como fazer um comentário bem-educado
Existe uma regra (quase) infalível: se imagine falando com um professor que vai te dar nota. Ou com um policial que pode te multar. Ou abordando um estranho na rua. Ou fazendo um aparte numa palestra.
Então, releia o comentário “educado” que você está prestes a fazer e se pergunte: você usaria essas mesmas palavras pra interpelar seu professor, ao vivo, ambos no mesmo recinto, se olhando no olho, você sabendo que em breve ele vai te avaliar, ele conhecendo seu nome completo? Falaria assim? Desse jeito? Nesse tom?
Se a resposta é “não”, então você está sendo grosseiro. Pense duas vezes.
Se a resposta for “sim,” bem, pode não querer dizer nada. Como professor, sou testemunha que os alunos também às vezes falam conosco como se tivessem o rei na barriga.
“Você não me responde porque não tem argumentos, rárá!”
Reparem: não tem nada a ver com o conteúdo sendo transmitido.
A polidez, a boa educação e a etiqueta se referem, antes de tudo, ao TOM e à FORMA. É uma espécie de linguagem, um idioma que podemos usar para transmitir qualquer tipo de informação, mesmo as piores. É possível comunicar educadamente que vamos matar nosso interlocutor, estuprar sua irmã, degolar seu cachorro e queimar sua vila. Mais vinho? (Se duvidam, assistam qualquer filme de James Bond.)
Então, não é que seus argumentos são tão arrebatadores e incisivos que nossa última defesa é acusá-lo de “grosseria” e fugir do “debate”. Não, não. Você poderia ter feito os mesmos argumentos incisivos e arrebatadores de forma educada e polida. Mas, pelo contrário, se você já começa o “debate” mostrando que você não sabe falar, que não sabe escolher suas palavras, que não tem noção de tato, então a possibilidade de eu continuar a conversa com você é zero.
Porque não debato
Muitos bons amigos não entendem essa minha posição:
“Pôxa, Alex, por que não debater?”
Porque não leva a nada. Porque nada de bom pode sair disso. Porque todo mundo se cansa, se estressa, se exalta e, no fim, não se produz nada de concreto, de bonito, de efetivo. Só palavras ao vento, talvez palavras que nunca possam ser esquecidas ou desculpadas.
Não quero convencer ninguém.
Defendo minhas ideias de quem me impede de praticá-las. Defendo minhas ideias se estiverem a perigo.
Mas não vou perder meu tempo batendo boca na internet. Sinto muito.
Minhas tais “idéias polêmicas” não são pra discutir ou pra chocar. Elas são o meu projeto de vida, minha jornada interior de desbravamento, uma aventura absolutamente pessoal em busca do melhor modo possível de viver minha própria vida.
Escrevo sobre minhas ideias porque esse é o meu trabalho. Depois de escritas, elas estão no mundo, são do mundo. Podem fazer o que quiserem com elas, concordar, odiar, debater, destroçar, desprezar.
Só não esperem que eu participe do processo.
Cachorros que perseguem carros
Pessoas que debatem muito são como cachorros que correm atrás dos carros: se pegassem um, não saberiam o que fazer com ele.
Antes de entrar em um debate, devemos nos perguntar: e se conseguirmos? E se tivermos sucesso em convencer nosso adversário e nossa platéia?
Digamos que eu consiga convencer alguém de alguma coisa.
E daí? Ganhei alguma coisa com isso? Ele ganhou alguma coisa com isso? Eu me tornei uma pessoa melhor? Ele passou a ser uma pessoa melhor? O mundo tornou-se um lugar melhor por causa desse debate, dessa “troca de idéias”?
Que me importa se um comentarista acha que [preencha com uma opinião detestável da qual você discorda]? Ou se outro comentarista pensa que [preencha com outra opinião detestável da qual você discorda]? Em que isso afeta a minha vida? Será que essas pessoas estão mesmo abertas ao diálogo?
Se já escrevi um texto justamente para lutar contra essas ideias, por que teria que também ficar horas e horas, depois de o texto ser publicado, repetindo tudo o que JÁ falei pra tentar convencer alguém que provavelmente não está disposto ou disponível para ser convencido? Tenho que ficar escravo do texto, batendo boca com todo mundo que aparecer?
Por que deveria me impor esse trabalho de Sísifo? Por que deveria me importar com pessoas que têm opiniões tão erradas? Do ponto de vista deles, são MINHAS opiniões que estão erradas. Em uma escala cósmica, quem está realmente errado? Faz diferença?
Por que deveria ser minha responsabilidade corrigir, converter, ou mesmo dialogar com pessoas assim? Por que não vai VOCÊ então convencê-los que estão errados?
Fiz minha parte. Escrevi o texto. Deixo os debatedores com vocês. Façam bom uso.
Ter certezas
Não será uma demonstração de arrogância ter tanta certeza assim de estar certo que ainda vou tentar convencer alguém disso?
Eu estar errado, senão em tudo, talvez em muita coisa, não é uma possibilidade, não é nem mesmo um probabilidade, é uma certeza absoluta.
Se não tenho certeza nem de minhas próprias opiniões, como é que ainda vou me arrogar direito de tentar convencer os outros de alguma coisa?
Quando um não quer, dois não debatem
Sou um curioso. Gosto de saber como e o quê as pessoas pensam. Me divirto com os grossos que me xingam, aprecio as objeções ponderadas dos questionadores e adoro conhecer meus semelhantes.
Mas, vamos ser honestos, o valor prático dessas opiniões é muito pequeno.
Se todo mundo me escrever achando o meu estilo de vida o máximo, me considerando um verdadeiro guru, não vai ser isso que vai me fazer ficar nem mais nem menos certo das minhas decisões. O modo como vivo a minha vida não é um plebiscito que os leitores podem ratificar.
Se todo mundo me escrever achando meu estilo de vida imoral e absurdo, ou desejável mas impraticável, isso também não vai fazer diferença alguma pra mim, nem vai me fazer questionar minhas escolhas ou meus valores.
Suas opiniões me interessam o suficiente para querer ouvi-las, com carinho e disposição, mas não o suficiente para querer debatê-las, modificá-las, eliminá-las.
Pois se sua opinião for contrária à minha, eu nem me sinto tão ameaçado por ela que tenha vontade de combatê-la, nem a considero tão importante que tenha vontade de revertê-la.
Façamos assim: você fica com a sua opinião, e eu fico com a minha.
Quando um não quer, dois não debatem.
Pré-FAQ dos comentários
Mandei o texto para vários amigos. Algumas reações:
Um perguntou:
Ué, se não gosta de debater, então por que escreve?
Escrevo porque gosto de escrever e de ser lido, não porque gosto de debater, bater-boca, contra-argumentar, etc. O que escrever tem a ver com debater?
Outro perguntou:
Ué, se não gosta de debater, então por que tem comentários abertos nos seus sites?
Tenho comentários abertos porque gosto de saber o que as outras pessoas pensam e o que elas têm a dizer, não porque gosto de debater, bater-boca, contra-argumentar, etc. O que ouvir o feedback dos outros tem a ver com debater?
Mais um disse:
Não entendo bem como alguém conhecedor de história (tendo em vista o processo de surgimento dos contratos sociais, direitos humanos e trabalhistas, constituições, etc) não reconheça o valor dos debates…
Nunca disse que não gosto de leitura, aprendizado, estudo, introspecção, experiência, filosofia, etc, ou qualquer uma das mil maneiras pelas quais os seres humanos aprendem, mudam de ideia, se melhoram. Só disse que não gosto de debate.
Outro amigo:
Alex, se você achasse mesmo que é arrogância convencer os outros a mudar de opinião, então não escreveria textos argumentativos claramente idealizados para convencer e converter.
Mas uma coisa é, por um lado, publicar em um site que só lê quem quer um texto no qual basicamente estou pensando alto e expondo minhas ideias, e, por outro lado, ativamente ir até onde está uma pessoa e me predispor a convencê-la, ou pior, a debater com ela para mudar sua opinião.
É a diferença entre eu vender meu produto na minha própria loja, onde entra quem quer, e vender meu produto num caminhão com alto-falante que passa pelo seu bairro às sete da manhã gritando “Pamonha”.
Se vocês não veem a enorme diferença entre essas duas atitudes, fica difícil até conversar.
Concluindo e reiterando
Nessa minha vida de escritor na internet, é uma questão bem pragmática e específica.
Se eu já
1. escrevi um texto longo e ponderado sobre um tema importante e polêmico; e
2. li com cuidado e carinho os comentários e ainda me esforcei para corrigir eventuais distorções e esclarecer eventuais dúvidas;
Não vejo qual pode ser o valor de eu ficar horas e horas “debatendo” nos comentários, especialmente se basicamente vou ficar repetindo os mesmos argumentos que JÁ fiz no texto.
O texto disse tudo o que EU tinha a dizer sobre o assunto. A bola agora é de vocês. Divirtam-se… sem mim.
2012-10-01 » Alex Castro
1 outubro 2012 @ 19:13
Ah, mas que babaca bundão, adora escrever texto mas, na hora de debater, fica na dele… É um idiota mesmo, não entendo como esses imbecis continuam escrevendo. Só energúmeno segue lendo os textos desse retardado depois de ler esse texto aqui…
Agora, esclareça, por favor, um ponto que não entendi: não seria o debate uma forma de esclarecimento da tua opinião em si? Creio que Schopenhauer já escreveu sobre isso.
#Isso é um brincadeira baseada em diversos comentários que são repetidos nos mais diversos blogs!
1 outubro 2012 @ 19:29
que engraçado.. acho a ideia do debate, quando bem estruturado e feito por pessoas capazes de ouvir além de falar, tão enriquecedora. não é pra tanto que olho para Sócrates com tremenda curiosidade e admiração. obviamente, Sócrates não debatia de fato com o outro, apenas conversava e fazia perguntas, com o intuito de apontar as incoerências do discurso do outro. não tentava convencê-lo da sua opinião, apenas levava o outro a formular opiniões mais concretas e com o mínimo possível de contradições. e no final, não seria esse um dos objetivos de um debate bom e saudável? levar o outro, no mínimo, à reflexão?
1 outubro 2012 @ 19:31
existem varias maneiras de levar o outro a reflexão sem precisar entrar num debate confrontacional com ele… eu, por exemplo, gosto de levar o outro a reflexão… escrevendo!
1 outubro 2012 @ 19:41
haha tá certo, alex. mas e quem não escreve?
1 outubro 2012 @ 22:45
Alex, você também evita debates no seu dia-a-dia, com seus amigos/amores ou qualquer outra pessoa que você escolheu para fazer parte do seu círculo íntimo?
1 outubro 2012 @ 23:12
carla, evito ao máximo. como o diabo fugindo da cruz.
1 outubro 2012 @ 23:50
E você acaba tendo que fugir muito ou uma hora eles param de te apresentar a cruz?
1 outubro 2012 @ 23:57
tem umas pessoas q ficam putas de eu dizer tanto “nao sei”. dizem q nao acredito que nao sei nada. e eu tento responder q ninguem sabe nada de nada, mas que as pessoas fingem muito…
2 outubro 2012 @ 16:40
Eu concordo com sua opnião
Debater é o mesmo q passar manteiga na cara de gato, vai ser o mesmo q nada só deixando (talvez) o bichano com raiva…
Já uma conversa saudável… Ah… essa sim…
Excelente texto
Excelente visão
Meus Parabéns
22 outubro 2012 @ 21:27
Salve, Alex. Fazia tempo que não passava por aqui. Li o texto.
4 novembro 2012 @ 23:01
Eu curto muito seus textos e os acho grandes conteúdos de idéias bem construídas. Me identifico bastante com as opiniões expostas, claro de uma forma melhor organizada do que eu, talvez, pudesse exprimir. Permita-me dizer o que me chamou mais a atenção no seu estilo foi a forma diferenciada com a qual você se apresenta e como as pessoas se apresentam num modo geral. Você destoa dos demais. É o carioca que não é bairrista, é o latino que enxerga as qualidades dos americanos se babar, vê a qualidade onde ela existe e desqualifica sem pudor católico. No geral eu diria que você sabe separar joio do trigo.
8 novembro 2012 @ 10:45
Obrigado por escrever. Alegrou uma manhã bem nublada em Brasília.
24 novembro 2012 @ 22:26
Salve, Alex. Fazia tempo que não passava por aqui. Li o texto.
27 novembro 2012 @ 21:21
salve Alex, você me ajudou a me entender…
29 novembro 2012 @ 23:48
Lembrei de um ateu que foi tentar convencer judeus ortodoxos que ensinar as crianças desde pequenas a acreditarem naqueles paradigmas era errado (altos documentários acadêmicos).
Ficava me perguntando o que levava esse cara a deixar sua esposa e seus filhos tomando café sozinhos e ir encher o saco do rabino XPTO sobre o certo e o errado da cultura deles.
O rabino tava feliz (e sem querer) de não saber da existência desse cara que de repente apareceu pra encher o saco dele com perguntas que não tem resposta, pois a fé é um mistério desde que ele se entende por gente.
Debates só servem pra deixar os amigos de saco cheio: Um no seu pódio com sua coroa de merda e o outro lá do outro lado olhando seu amigo se achando o sabichão, morrendo de raiva por ter tido suas ideias postas em xeque.
Mais um texto pra me ajudar a abandonar a mania de querer acertar as coisas com base na minha visão.
3 dezembro 2012 @ 16:53
faço minhas as palavras de lalai.
até então não conseguia entender e exprimir de maneira clara o motivo pelo qual não gosto de debates. chegava a me achar anormal – veja só que complexo!
mas é exatamente isso!
parabéns pelo seu trabalho, Alex =)
5 dezembro 2012 @ 13:52
Infelizmente, apesar de debate ser algo inutil quando se trata de opinioes, ja que, como voce mesmo disse, ninguem vai mudar de opiniao so porque o outro foi mais ou menos eloquente, o debate se torna um mal necessario quando estas opinioes levam a tomada de acoes que te afetam. Por exemplo o resultado de um debate publico a respeito do que fazer com um espaco publico. serao diversas opinioes com o potencial de melhorar ou piorar sua vida.
(num breve parenteses, lamento a ausencia de textos aqui no lll)
abracos
11 dezembro 2012 @ 14:47
well I’m not writing all that over again http://virginbzha.exblog.jp/17406376/
13 dezembro 2012 @ 13:12
Aiiii Alex !!!! Que bom que vc disse tudo isso! Eu NUNCA consegui gostar de debate, mas era meio que ~~obrigação~~ debater. Todas as vezes que fiz isso fiquei exaurida e foi horrível !!!! Eu cheguei a gritar! Coisa ridícula. Mas nunca foi da minha natureza, eu forcei,né? Nunca consegui assistir debates também.Mesmo de assuntos que me interessavam. Nos debates há briga de egos, quem vence??? No fim das contas, ninguém. Beijos
18 dezembro 2012 @ 15:21
Nossa! Fazia mil anos q não entrava aqui! Site limpo, leve e bonito. Carrega rapidinho, e nem parece aquele macacão de formula 1 q parecia no passado. Parabéns (espero que não entre na lista negra por esse comentário, e espero q já não esteja por outros).
5 fevereiro 2013 @ 11:12
Gostei da sua politica de debates, assim todos sabem com o que contar!
Http://bonesbasquete.com
6 fevereiro 2013 @ 12:21
Acho que há debates e debates… debater se o Flamengo é Penta ou Hexacampeão não faz sentido pra mim (claro que é penta! 87 foi o Sport!). Debater com quem se mostra inflexível de antemão também. Porém às vezes acho que vale a pena debater/dialogar, e como argumento vou utilizar um caso (extremo) que aconteceu comigo.
Tive a oportunidade de debater o tema da violência no Oriente Médio com alguns israelenses, pessoas que obviamente estão vivas hoje (conversar com mortos não faz parte das minhas habilidades). A coisa é que a maioria dos que mantém o conflito não estava lá quando tudo começou (falo dos soldados que estão no exército, não nos generais/políticos/engravatados que lucram/obtêm poder com a morte alheia). À mesa estava um casal israelense, duas suíças de Zurich e um russo. Isso se deu em Puerto Natales, Chile, em novembro de 2012.
Nesse caso – por exemplo os israelenses, homens e mulheres são obrigados a ficar no exército por pelo menos 2 anos, para receber como recompensa uma viagem de um ano paga pelo governo daquele país – desde jovens, essas pessoas são ensinadas que seu lado está correto e não há discussão. Para eles, sua causa é justa e inflexível. Quem pensa diferente está errado. Mas na verdade é bem provável que esse doutrinamento comece desde criança, nos dois lados.
Acho que uma terceira cabeça que não está envolvida diretamente nas partes (sou brasileiro de família mestiça ameríndia-negra-portuguesa, não tenho interesses comerciais nem políticos pela região, apenas quero conhecer a região um dia) tentar mostrar a falta de “lógica” em um conflito tão longo como o deles, e que eles, depois um diálogo com seu rival/inimigo/desafeto, podem de fato mudar muitas vidas. Exemplo disso foi o dessa conversa, à época do reconhecimento da Palestina como Estado não-membro observador na ONU. Indignados, estavam apoiando o anúncio de Benyamin Netanyahu para dividir a Cisjordânia em duas partes.
Apenas entrei na discussão para fazer perguntas para que eles pensem um pouco, talvez respondam e vejam que não faz muito sentido a lama em que alguns meteram eles. Muita gente envolvida (99%) não tem culpa do que acontece, porém contribui e nem se dá conta.
Pergunta 1: “Vocês perderam amigos/companheiros no exército?”;
Pergunta 2: “Você já matou algum inimigo?”;
Pergunta 3: “Como e em quanto tempo você acha que vai se resolver tudo isso?”;
Pergunta 4: “Você acha que a raiz ou a motivação para esse conflito está na tua região?”;
Óbvio, para entrar em um debate como esse, não sou maluco nem nada, a conversa se iniciou com um deles, e foi necessário sentir uma certa abertura ao diálogo.
Felizmente, pude ouvir “não quero ver morrer gente por míssil em Tel Aviv ou um monte de crianças na Faixa de Gaza” da mesma boca que antes dizia “Israel faz tudo pelos palestinos, ingratos. Demos hospitais, segurança…”. Ouvir isso não teve preço pra mim.
O quê você faria se te sentisses motivado a entrar num debate desses, Alex? A situação era no mínimo interessante pra você?
18 fevereiro 2013 @ 17:58
Nossa, discordo totalmente do que você diz aqui, o que é raro
Tenho muitas opiniões e argumentos sobre o assunto, mas vou respeitar seu desejo e não iniciar um debate. Se algum dia tiver interesse, conto pra você meus pensamentos a respeito.
Um abraço
18 fevereiro 2013 @ 18:41
Poxa, não acho que debates são necessariamente confontacionais!
Infelizmente já participei de debates desse tipo, e realmente, não levam em nada – apenas com alguém enchendo o saco e concordando pra aquilo acabar.
Porém, eu já participei de alguns debates (principalmente com amigos) que levaram amigos e amigas a entenderem o movimento feminista (quando antes achavam que feministas era mulheres peludas e mau comidas).
Também já sai de debates com uma idéia do assunto bem diferente da minha inicial. As vezes, não exatamente o que a outra pessoa afirmava, mas um meio termo, por exemplo.
E considero que me sai uma pessoa melhor.
O problema do debate confrontacional é acreditar que se pode convencer alguém de algo, quando na verdade, ninguém se convence pelos outros.
Debates são apenas estímulantes do pensamento, mas o que você vai fazer com essa informação, cabe a você sozinho.
Gosto muito dos seus textos, volta e meia compartilho… Porém, fiquei um pouco com o pé atrás com esse post.
O que mais me chocou foi a parte de você querer ser tratado como professor, policial ou palestrante.
Eu sou educada com todos, não sou professora, policial ou palestrante e acho que mereço tanto respeito quanto você merece.
As pessoas devem ser educadas com as outras e ponto. Não só com figuras de autoridade.
De certa maneira, eu entendo o que você quis dizer, mas acho que a maneira como você disse, soou meio prepotente.