A continuação de Cidadão Kane

Diretamente do Fantastic Fest, em Austin, Texas, ficamos sabendo deste trailer de Citizen Jane, que tem tudo para ser cinco vezes melhor que o Cidadão Kane. Longa vida ao Texas e aos seus republicanos adoradores de armas de alto calibre. Ainda estou tentando achar onde fica o vulcão onde Michelle Rodriguez está surfando. Ou se teremos uma partidipação da namorada dela, a terminator Kristanna Loken.

Eu te odeio, cara

Duas bichonas

Assisti a 40 minutos do filme Eu te amo, cara. Queria saber se era tão ruim quanto eu pensava que fosse. Claro que era pior. Um troço abominável.

Mas o que me espanta é que essas merdas sejam lançadas com tanta propaganda fora dos Estados Unidos. Os atores do filme são, além de muito ruins, desconhecidos.

Não fazem nenhum sentido no Brasil, por exemplo. É como se lançassem filmes com o elenco do Zorra Total nos EUA.

São filmes assim que me fazem lamentar ser ateu. Caras que fazem filmes como Eu Te Amo, Cara, merecem penar no inferno, junto com os advogados, jornalistas, pessoas que acham a Soninha legal e blogueiros.

A melhor cena de ação de todos os tempos

Pense em explosões (alguns dirão desnecessárias, mas não existe isso de explosão desnecessária).

Pense em uma perseguição com cavalos dentro de lojas cheias de vasos vidros e dentro de um ônibus de dois andares.

Pense num ator indiano de mullets mandando ver na polícia. E agora veja isso:

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Considerações finais

Não é à toa que o cinema indiano faz tanto sucesso. E a cena toda deve ter custado, sei lá, duas rúpias.

É proibido não proibir

Somos defensores dos blockbusters, dos arrasa-quarteirões. Mas até Hollywood precisa de limites. E deveria começar já a proibir certas aberrações da natureza. Como os filmes com:

1 – Jenifer Aniston

É sério, tirando o bacaninha Como enlouquecer seu chefe, dirigido pelo Mike Judge, o cara que criou os geniais Beavis & ButtHead, todos os outros filmes protagonizados pela Rachel dos Friends (outra série que dá no saco) são de uma indigência mental atroz. Comédias românticas feitas para fazer vomitar o mais apaixonado dos viventes. Nem adianta ela ser bonita e gostosinha. No final ela sempre interpreta uma retardada que se mete em alguma idiotice sem sentido ou uma chata fdp, como em Separados pelo casamento. Nenhum desses filmes foi um sucesso. Obviamente, ela é uma mala sem alça. Nem o Brad Pitt a aguentou, o que nos leva a…

2 – Angelina Jolie

Puta merda, essa mulher deve ser a melhor foda do planeta. Por que atriz ela não é, embora pense que seja. Adora bancar a maluquinha em pretensos filmes de arte, mas no fundo é só uma gostosa que aprendeu a enganar muita gente ao mesmo tempo. Arma um biquinho, solta umas lágrimas, rola no chão, tem ataques histéricos e, voila, eis um Oscar na prateleira. Picareta. Uma Megan Fox tiazona com pretensões artísticas. Prefiro a Megan Fox, que só faz filmes genuinamente toscos e sabe do que o povão gosta.

3 – Sandra Bullock

Casa no Lago. Enquanto você dormia. A Proposta. Só estes três filmes já seriam suficientes para a ONU levar Sandra Bullock à Corte de Haia por crimes contra a humanidade. Assisti aos três, o que faz de mim um sobrevivente de um holocausto cinematográfico. Ela teve bons momentos: Velocidade Máxima, A Rede. Eram bobos, mas divertidos. Mas agora não dá mais. Está velha e esticada por plásticas e botox. E ainda bancando a ingênua apaixonada. Ou a solteira apaixonada. Que tal um zumbi apaixonado? Zumbis sempre são legais. E só assim para salvar a carreira desta desgraça em forma de comédia romântica.

4 – Robin Willians
Morra, desgraçado, morra. Vocês sabem do que estou falando. Sim, dos piores filmes mela-cueca da história da humanidade. Porra, transformaram até o Homem Bicentenário em um filme romântico. Isaac Asimov vai se remexer no túmulo até o fim dos tempos. Também tem aquele filme em que ele morre para salvar a mulher do inferno e aquele outro em que ele é um médico que faz a alegria dos pacientes. Lembrei, Patch Adams. Se você acha algum desses filmes bons, lamento, você é um idiota.

5 – Jack Black

Esse cara é um caso a ser estudado nas universidades. Ele SÓ FAZ COMÉDIAS. Mas eu nunca ri em um filme com ele. Nunca. Nem uma risadinha amarela. Um esgar de canto de boca. Nada. Conjunto vazio. Talvez no futuro alguém consiga explicá-lo. Por enquanto é só um mala sem graça.

6 – Cameron Diaz

Essa é pé-frio. Consegue estragar até filmes sobre gangues do século 19 dirigido por Martin Scorsese. Uma proeza. Fez As Panteras. E, pior de tudo, deu uma tremenda enbarangada desde que fez o Máscara. Compare aquela Cameron Diaz gostosa com a Cameron Diaz dos dias (sem trocadilho) atuais. E todo mundo sabe que mulher feia não serve nem pra fazer sabão.

This is the way that world ends, not with a whimper but with a bang

Justin Timberlake, Sarah Michelle Gellar, The Rock, Sean William Scott. Explosões nucleares, terrorismo, neo-marxismo. Viagem no tempo, física quântica, pornografia. Donnie Darko, Robocop, Saturday Night Live. Southland Tales é o filme mais arriscado feitos nos últimos anos. Mistura Partido Republicano com videoclipes, Hollywood com T.S. Eliot. A equação é insana. E é difícil saber se deu certo.

Richard Kelly, o diretor, usou todo tipo de referência possível. E não a referência preguiçosa, estilo cópia, que diretores como Tarantino vivem fazendo. Ele criou um mundo novo a partir de tudo o que viu na vida, de filmes Z a programas do Warner Channel. Sarah Michelle como uma prostituta ultra-bronzeada que tem um programa de debate filosófico, econômico e social na TV a cabo? The Rock como um ator canastrão, ansioso, paranóico, noivo da filha de um republicano? Uma distopia alimentada via jornalismo-show ao estilo Tropas Estelares? Uma penca de atores do Saturday Night Live no papel de guerrilheiros neo-marxistas? Richard Kelly juntou tudo para criar um filme cheio de cenas primorosas, arriscado e diferente.

Quem viu Donnie Darko saberá do que estou falando. Também dirigido por Richard Kelly, o filme vai ficando mais confuso conforme se aproxima do final. Idas e voltas no tempo, universos paralelos, futuros alternativos. Imagine se Kelly pegasse o filme e fizesse uma sequência a partir daí, mostrando um Estados Unidos sob ataques nucleares terroristas, censura governamental, e enfrentando núcleos neo-marxistas instalados na Califórnia. A Guerra no Iraque permanece, mas o país possui uma fonte inesgotável de energia limpa e infinita. Justin Timberlake é um soldado com uma cicatriz enorme, famoso e que vende drogas. The Rock é a chave de uma conspiração para derrubar o governo. E está desaparecido.

Há muitas leituras, há muito o que se descobrir no filme. Fala de guerra, imprensa, celebridades, política. Nada explícito. Arrisco com ex-estrelas adolescentes: Sean William Scott, o Stiffler de American Pie; Justin Timberlake, a Buffy Sarah Michelle Gellar. Os três atuam de maneira impecável, e Sean William Scott está brilhante. Ex-atores do Saturday Night Live. John Lovitz, um ator a ser evitado a qualquer custo, mas que aqui aparece sério como um veterano. Para finalizar, The Rock apresenta nuances de atuação incríveis para alguém com seu passado.

Kelly foi pretensioso e ousado. Não é um filme fácil, do casting ao roteiro. Foi vaiado em Cannes. Nada mais adequado para um filme que começa com o poema de T.S. Eliot, o Homem Invisível. “This is the way the world ends, this is the way the world ends, this is the way the world ends, not with a whimper but with a bang.”

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